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1.126 candidatos disputam 70 vagas de deputado federal em SP

Estado mais populoso do país concentra corrida proporcional com média de 16 postulantes por cadeira disponível.

1.126 candidatos disputam 70 vagas de deputado federal em SP

Eleições 2026 em São Paulo: 1.126 candidatos disputam as 70 vagas de deputado federal pelo maior colégio eleitoral do país

São Paulo vai às urnas no dia 4 de outubro de 2026 para escolher os representantes do estado na Câmara dos Deputados. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 1.126 candidatos solicitaram registro para concorrer ao cargo de deputado federal em território paulista — uma disputa que coloca frente a frente mais de mil postulantes por apenas 70 cadeiras na Casa legislativa, em Brasília. A votação ocorre das 8h às 17h, no horário de Brasília, e o eleitor vota em apenas um nome para o cargo.

Com 34.104.226 eleitores aptos, São Paulo tem o maior colégio eleitoral do Brasil — é mais do que a soma de populações inteiras de países como Chile e Bolívia. O tamanho da disputa, portanto, não é apenas um detalhe numérico: define o peso político do estado na formação de maiorias e minorias no Congresso Nacional. Reportagem do portal Globo reúne a lista completa de candidatos, partidos, números de urna e situação das candidaturas, que segue sujeita a alterações até o início da votação, em razão de possíveis indeferimentos por renúncia, falecimento ou impugnação.

Por que São Paulo decide o jogo nacional

O estado é o principal exportador de cadeiras para o Legislativo federal. Em 2022, a maior bancada paulista na Câmara foi a do PL, com 12 deputados federais eleitos, seguida por PT (8) e União Brasil (6). Aprofundar o voto paulista é, na prática, ler a temperatura política do país: candidatos que se saem bem em São Paulo costumam ganhar musculatura para presidir comissões, articular blocos partidários e disputar a presidência da Câmara em ciclos seguintes.

Em 2026, o cenário repete ingredientes que tornam a corrida paulista um termômetro nacional: o estado abriga candidatos com base em todas as regiões metropolitanas — Grande São Paulo, Campinas, Baixada Santista, Vale do Paraíba, Ribeirão Preto, Sorocaba e o interior produtivo — e tem tradição de abrigar nomes que migram para ministérios, governança de estatais e disputa presidencial nas eleições seguintes.

Como funciona a disputa por uma vaga na Câmara

O sistema eleitoral brasileiro para o Legislativo federal é o voto proporcional em lista aberta. Na prática, isso significa que cada partido recebe um total de votos — e a distribuição das cadeiras considera tanto os votos nominais no candidato quanto os votos na legenda. Em seguida, as vagas são preenchidas pelos mais votados dentro de cada partido ou federação, de acordo com o quociente eleitoral e o cálculo de sobras.

Para entender o peso dos números, vale um exercício simples: dividir as 70 vagas pelo universo de 1.126 candidatos dá uma média de cerca de 16 postulantes por cadeira. Mas a disputa real é muito mais concentrada. Em ciclos anteriores, pesquisas de intenção de voto indicaram que entre 20 e 30 nomes concentravam a preferência do eleitorado, enquanto a maioria dos candidatos luta para atingir a cláusula de desempenho mínima exigida pela legislação para que os votos do partido se convertam em cadeiras.

O que faz um deputado federal

O deputado federal tem três atribuições principais, previstas na Constituição Federal de 1988:

  • Legislativa: elaborar, emendar e votar leis ordinárias e complementares, além de medidas provisórias enviadas pelo Executivo.
  • Fiscalizadora: aprovar o orçamento da União, acompanhar gastos públicos e investigar irregularidades por meio de CPIs e requerimentos de informação.
  • Representativa: defender interesses da população paulista e de segmentos sociais no debate nacional, em áreas como saúde, educação, segurança, infraestrutura e economia.

Vale lembrar que os deputados federais gozam de imunidade parlamentar — inviolabilidade por opiniões, palavras e votos —, prerrogativa que tem gerado intenso debate público nos últimos anos em razão de casos envolvendo o uso das redes sociais e declarações fora do plenário.

Calendário e regras da campanha 2026

A janela de campanha para 2026 começa em 16 de agosto, cinco semanas antes do primeiro turno. O horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão, peça-chave da disputa, está previsto para iniciar também em agosto, com duração de 35 dias. Candidatos devem estar atentos a uma série de obrigações: registro de prestações de contas à Justiça Eleitoral, limites de gastos definidos em lei, regras sobre uso de inteligência artificial em conteúdo de campanha e vedações específicas para agentes públicos.

O primeiro turno está marcado para 4 de outubro de 2026 e o segundo, quando houver, para 25 de outubro do mesmo ano. Em São Paulo, a disputa por governador, senador, deputados federais e estaduais acontece de forma conjunta: o eleitor leva uma urna eletrônica com cargos diferentes e marcas apenas um nome para deputado federal.

Como o eleitor pode se preparar para a votação

Antes de votar, o eleitor paulista pode (e deve) pesquisar os candidatos. A plataforma DivulgaCand, mantida pelo TSE, reúne dados oficiais de todos os postulantes: nome completo, número de urna, partido, bens declarados, propostas de governo, redes sociais e eventuais processos judiciais. Aplicativos como o e-Título também permitem consultar o local de votação e baixar o título digital.

Para a reportagem deste ano, vale considerar três pontos práticos:

  • O número de urna é a forma mais rápida de identificar o candidato: cinco dígitos — os dois primeiros correspondem ao partido e os três seguintes ao postulante.
  • O voto é nominal e secreto: a urna eletrônica registra o número digitado e o identifica na apuração, mas não vincula o voto ao eleitor.
  • Em caso de indeferimento de candidatura até a véspera da eleição, o voto no candidato é anulado e o eleitor não precisa fazer nova escolha — a contagem apenas desconsidera esses sufrágios.

Os partidos e federações na corrida paulista

As federações partidárias — uniões formalizadas entre siglas para atuar como bloco único em eleições — continuam relevantes em 2026. A Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) e a Federação PSDB Cidadania foram as duas primeiras a obter registro, em 2022, e devem repetir a aliança. Outras siglas podem negociar coligações proporcionais ou formar alianças isoladas, sempre respeitando a cláusula de barreira — mecanismo que exige um percentual mínimo de votos válidos para que o partido tenha acesso a fundos partidário e tempo de televisão.

O que está em jogo em 2026

O ciclo eleitoral coincide com o meio do mandato presidencial e com debates estruturantes da agenda econômica —arcabouço fiscal, reforma tributária, transição energética — e da agenda social — saúde pública, segurança, educação básica e proteção de comunidades tradicionais. A composição da bancada paulista influencia diretamente o quórum de votações que definem essas pautas, o que faz da escolha do deputado federal um ato de impacto muito além do cenário local.

Perguntas frequentes

Quantos candidatos disputam uma vaga de deputado federal em São Paulo em 2026?

Segundo o TSE, 1.126 candidatos se registraram para concorrer a uma das 70 vagas reservadas a São Paulo na Câmara dos Deputados. A lista pode sofrer alterações até a véspera da votação, em razão de indeferimentos por renúncia, falecimento ou impugnação.

Quantos eleitores podem votar em São Paulo em 2026?

O estado tem 34.104.226 eleitores aptos, conforme dados do TSE, o que faz de São Paulo o maior colégio eleitoral do Brasil.

Quantos candidatos um eleitor pode escolher para deputado federal?

Apenas um. O voto para o Legislativo é nominal — o eleitor digita o número do candidato na urna ou vota na legenda do partido —, mas conta como uma única escolha válida.

Onde consultar a lista completa de candidatos?

A lista oficial está disponível na DivulgaCand, plataforma do Tribunal Superior Eleitoral, e foi organizada também pelo portal Globo, que reúne nomes, partidos, números de urna e situação de cada candidatura.

Quando começa a propaganda eleitoral no rádio e na TV?

A propaganda eleitoral gratuita está prevista para começar em agosto de 2026, pouco menos de dois meses antes do primeiro turno, com duração aproximada de 35 dias.

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Yuri Augusto
Escrito por
Yuri Augusto

Yuri Augusto Jornalista e entusiasta de inovação digital, Yuri acompanha de perto as principais movimentações do mercado, economia e tecnologia. Com foco em traduzir informações complexas em análises acessíveis, é o responsável por trazer os conteúdos mais relevantes e em primeira mão para os leitores do GCBS News.

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