ata com Grêmio e Pezzolano cita momento mais duro

Treinador revelou detalhes da conversa com a diretoria e citou o período mais desafiador desde que assumiu o clube gaúcho.

ata com Grêmio e Pezzolano cita momento mais duro

Pezzolano classifica empate como "normal pelo momento" das equipes

O Internacional recebeu o Grêmio no Beira-Rio na quinta-feira passada (27) pelo jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil e ficou apenas no empate sem gols. Após a partida, o técnico colorado Paulo Pezzolano tratou de amenizar a frustração da torcida ao classificar o resultado como coerente com o cenário atual dos dois clubes.

"Estamos os dois em um momento difícil. Isso torna o jogo mais brigado e menos lindo de ver. É normal pelo momento dos times", declarou o treinador, em entrevista concedida na zona mista do Beira-Rio e reproduzida pelo portal Terra.com.br. Para Pezzolano, partidas de mata-mata no primeiro confronto costumam ser mais travadas, justamente porque ambas as defesas evitam se expor antes da decisão definitiva.

O treinador projetou um cenário diferente para o segundo duelo, marcado para a próxima quinta-feira, na Arena, em Porto Alegre. "No próximo jogo vamos ter mais espaço. Poderemos aproveitar as oportunidades. Sabíamos que era um jogo de 180 minutos. Fora de casa será mais difícil, mas o campo deles pode nos favorecer", completou.

Por que o Internacional não conseguiu furar a retranca gremista?

Durante os 90 minutos no Beira-Rio, o Colorado apostou de forma insistente em jogadas pelas laterais e cruzamentos para a área gremista, mas esbarrou na organização defensiva do rival. A ineficácia ofensiva foi admitida pelo próprio Pezzolano, que assumiu responsabilidade pelas escolhas durante a partida.

"Ainda acho que devia ter mudado mais. Você como treinador tem de ter coragem para tomar decisões. Queria ganhar. Necessitávamos de um centroavante, de um jogador dentro da área. Não acho que não ganhamos por isso. No segundo tempo fomos melhores. Estou aqui para tomar decisões", afirmou o uruguaio.

A declaração evidencia a autocrítica do comandante em relação ao planejamento tático, ainda que ele tenha negado que a falta de um camisa 9 de origem tenha sido o único motivo do empate. A insistência nos cruzamentos, somada à dificuldade de penetração pelo meio, é um retrato do bloqueio imposto pela linha defensiva do Grêmio.

Protesto por direitos de imagem antecede a partida

A partida contra o Grêmio foi cercada por um clima de tensão nos bastidores. Os jogadores do Internacional decidiram, de forma coletiva, não realizar a concentração tradicional na véspera do jogo, em protesto contra dois meses de atraso no pagamento dos direitos de imagem — valores devidos pelo clube aos atletas.

Pezzolano confirmou que a decisão foi tomada em conjunto com comissão técnica, direção e elenco. "As conversas foram muito boas e a decisão foi em conjunto, estivemos todos de acordo. Estamos juntos, atravessando um momento duro do clube", relatou.

Apesar de demonstrar sensibilidade à reivindicação, o treinador foi enfático ao dizer que a questão financeira não pode servir de justificativa para o rendimento dentro de campo. "Sabemos que é um momento difícil. Os jogadores que estão aqui sabem. Mas como falei, não é desculpa. E não é por isso que estamos na tabela lutando para não rebaixar, não é por isso que hoje empatamos", disparou.

"Momento mais duro da história": a crise que o Internacional atravessa

Em um dos trechos mais marcantes da coletiva, Pezzolano utilizou uma frase forte para dimensionar a gravidade da atual fase do clube. "Acho que é o momento mais duro da história. Mas eu estou aqui para dar a cara, para trabalhar", disse o treinador, mostrando respaldo ao projeto mesmo em meio às dificuldades.

A fala ganha peso porque não se trata apenas de um resultado esportivo isolado. OColorado soma atrasos salariais, mobilização do elenco, pressão da torcida e a necessidade de evitar o rebaixamento no Campeonato Brasileiro simultaneamente à busca por vaga nas semifinais da Copa do Brasil. Para Pezzolano, o cenário exige união entre todas as partes para atravessar a crise.

A combinação deProtesto e má fase nos gramados cria um efeito cascata: elenco insatisfeito com a diretoria tende a render abaixo do esperado, o que aumenta a pressão sobre o treinador, que por sua vez precisa administrar clima interno e resultados ao mesmo tempo.

Jogo de volta na Arena: o que muda para o Colorado

A decisão da vaga nas semifinais da Copa do Brasil ficou para a próxima quinta-feira, na Arena, casa do Grêmio. O regulamento da competição estabelece que, em caso de empate no placar agregado ao final dos 180 minutos, a vaga será definida nos pênaltis — não há critério de gol qualificado fora de casa.

Na prática, isso significa que o Inter precisa, no mínimo, voltar de Porto Alegre com um empate com gols (1 a 1, por exemplo) para levar a decisão às penalidades. Qualquer vitória colorada, por qualquer placar, garante classificação direta. Por outro lado, nova igualdade sem gols ou derrota já elimina o time.

Para Pezzolano, a expectativa é de um jogo com mais espaços. Como visitante, o Inter historicamente se impõe menos em posse de bola, mas pode se beneficiar de contra-ataques contra uma defesa gremista que precisará atacar. A utilização de um centroavante de origem, citada como necessidade pelo treinador após o primeiro jogo, é uma das apostas para mudar o cenário ofensivo.

O que a torcida pode esperar do próximo duelo

Além da questão tática, o segundo jogo carrega ingredientes extracampo relevantes:

  • Pagamentos pendentes: o atraso nos direitos de imagem continua sem resolução pública, o que pode gerar novos episódios de mobilização do elenco nos próximos dias.
  • Pressão da tabela: o Brasileirão segue em andamento e o Inter precisa somar pontos para escapar da zona de rebaixamento, o que pode gerar rodízio de elenco.
  • Força da Arena: o Grêmio jogará com apoio de sua torcida, fator que historicamente pesa em Gre-Nais decisivos.
  • Decisão por pênaltis: a possibilidade de empate com gols mantém a eliminatória aberta, o que pode influenciar a estratégia de ambos os técnicos.

O Colorado terá uma semana de preparação para definir a equipe e tentar encaminhar a classificação antes dos minutos finais.

Perguntas frequentes

O que Pezzolano disse sobre o empate entre Internacional e Grêmio?

O técnico classificou o 0 a 0 como "normal pelo momento" vivido pelas duas equipes na temporada e projetou mais espaços para o jogo da volta, segundo o portal Terra.com.br.

Quando acontece o jogo de volta das quartas de final?

A partida de volta está marcada para a próxima quinta-feira, na Arena, em Porto Alegre, casa do Grêmio.

Por que os jogadores do Internacional se recusaram a concentrar?

O elenco protestou contra dois meses de atraso no pagamento dos direitos de imagem. A decisão foi tomada em conjunto com a comissão técnica e a direção, segundo Pezzolano.

Como Pezzolano justificou a escolha de escalar um centroavante?

O treinador afirmou que queria ganhar, que precisava de um jogador de área e admitiu que deveria ter feito mais mudanças durante a partida, embora tenha negado que a ausência de um camisa 9 isolado tenha sido o motivo do empate.

Qual é o critério de desempate na Copa do Brasil?

Em caso de igualdade no placar agregado após os dois jogos, a classificação é decidida nos pênaltis. Não há regra de gol qualificado fora de casa no regulamento da competição.

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Yuri Augusto
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Yuri Augusto

Yuri Augusto Jornalista e entusiasta de inovação digital, Yuri acompanha de perto as principais movimentações do mercado, economia e tecnologia. Com foco em traduzir informações complexas em análises acessíveis, é o responsável por trazer os conteúdos mais relevantes e em primeira mão para os leitores do GCBS News.

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