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Candy Crush fatura US$ 876 milhões em 2025, 14 anos depois

O puzzle colorido da King bate rivais modernos e mantém hegemonia no segmento mobile casual.

Candy Crush fatura US$ 876 milhões em 2025, 14 anos depois
>Catorze anos depois de desembarcar nos smartphones, o Candy Crush Saga segue firme entre os jogos mais lucrativos do planeta. Lançado em 2012 pelo estúdio sueco King, o puzzle de rebuçados coloridos registrou US$ 876,5 milhões em receitas no ano fiscal de 2025, montante quase todo oriundo de compras dentro do próprio aplicativo. O dado, citado pelo portal Sapo.pt com base em reportagem da Bloomberg, mostra que, mesmo com uma leve queda frente aos anos anteriores, o título continua sendo uma máquina de dinheiro em um mercado onde a maioria dos jogos desaparece em poucos meses.

Quanto o Candy Crush faturou em 2025?

Os US$ 876,5 milhões representam uma redução discreta em relação ao ciclo de seis anos consecutivos em que o jogo superava a barreira do bilhão de dólares anuais, conforme dados compilados pela plataforma Business of Apps. Ainda assim, o volume é atípico para um aplicativo que já foi considerado descartável por boa parte da indústria quando entrou na fase "madura". Para efeito de comparação, jogos mobile lançados em 2023 e 2024 já foram descontinuados por grandes estúdios antes mesmo de atingirem dois anos no mercado.

Por que um jogo de 2012 ainda fatura tanto?

Especialistas em games mobile costumam apontar três pilares para explicar a longevidade do Candy Crush:

  • Modelo freemium consolidado: o jogo é gratuito para baixar e jogar, mas oferece vidas extras, boosters e passes especiais que agilizam o progresso.
  • Catálogo gigantesco de fases: são mais de 23 mil níveis disponíveis, com novos conteúdos lançados semanalmente para manter a comunidade engajada.
  • Apelo demográfico amplo: a mecânica simples — alinhar três ou mais peças iguais — atrai desde crianças a partir de sete anos até adultos acima dos 60, com forte adesão entre o público feminino, historicamente pouco atendido por jogos de ação.

Segundo o portal Sapo.pt, a combinação desses fatores criou uma base de usuários que retorna diariamente ao aplicativo, comportamento essencial para o desempenho financeiro da franquia.

Qual é o modelo de negócio do Candy Crush?

O jogo opera no já conhecido esquema "free-to-play". O download e as primeiras dezenas de fases não custam nada. A monetização acontece à medida que o jogador enfrenta níveis mais difíceis, nos quais perde vidas rapidamente. Para continuar, é possível:

  1. Esperar o tempo de recarga das vidas (que pode levar horas);
  2. Convidar amigos pelo Facebook para ganhar vidas extras;
  3. Comprar pacotes de vidas, boosters (como bombas coloridas e barras de chocolate) e o "Gold Bar", moeda premium interna do jogo.

Esse arranjo, replicado por centenas de jogos depois do sucesso inicial, é considerado referência no setor de casual games.

Quantos jogadores ativos o Candy Crush tem hoje?

De acordo com David Curry, editor de dados da Business of Apps, o Candy Crush Saga conta com cerca de 81,5 milhões de usuários ativos mensais em todo o mundo. Apenas em 2025, o título foi instalado mais de 190 milhões de vezes nas lojas Google Play e App Store, números que o colocam entre os aplicativos mais baixados do ano mesmo após mais de uma década no mercado.

Quem está por trás do Candy Crush?

O jogo foi criado pela King Digital Entertainment, empresa fundada em 2003 em Estocolmo, na Suécia. A companhia chamou a atenção do mercado global com o lançamento do Candy Crush Saga em 2012, originalmente dentro do Facebook, e depois expandiu para iOS e Android.

Em 2016, a King foi adquirida pela Activision Blizzard por cerca de US$ 5,9 bilhões, uma das maiores operações da história da indústria de games. Três anos depois, em 2023, a Activision Blizzard foi comprada pela Microsoft por US$ 68,7 bilhões, colocando o Candy Crush Saga sob o guarda-chuva da dona do Xbox, do Windows e de jogos como Call of Duty e Diablo.

Quais outros jogos fazem parte da franquia?

Ao longo dos anos, a King expandiu a marca com variações que mantêm a mesma mecânica central, mas adicionam camadas diferentes de estratégia. Os principais títulos são:

  • Candy Crush Soda Saga: introduz refrigerantes e xaropes como mecânicas de combinação;
  • Candy Crush Jelly Saga: traz o personagem Jelly Queen e batalhas em arenas;
  • Candy Crush Friends Saga: adiciona aliados jogáveis com habilidades especiais.

Em 2023, a King anunciou que toda a franquia havia ultrapassado a marca de US$ 20 bilhões em receitas acumuladas e de 5 bilhões de instalações, números raramente alcançados por qualquer marca de entretenimento digital fora do eixo dos jogos triple A.

Como o Brasil se posiciona nesse mercado?

O Brasil figura entre os cinco maiores mercados de jogos mobile do mundo, segundo relatórios anuais da Newzoo e da Sensor Tower. A presença do Candy Crush entre os jogos mais rentativos também se reflete por aqui: o título costuma figurar no topo das listas de jogos mais baixados nas lojas brasileiras, impulsionado por uma base de jogadores que combina crianças, adultos e, especialmente, o público sênior — faixa etária que cresceu de forma expressiva no país durante a pandemia de Covid-19.

Para o leitor brasileiro, o impacto prático é direto: a longevidade do jogo significa que vale a pena investir tempo (e, para quem optar, algum dinheiro) sem medo de ver o aplicativo ser descontinuado do dia para a noite, como ocorreu com diversos títulos nos últimos anos.

Candy Crush ainda é referência em comparação com outros jogos mobile?

Apesar da queda recente, o Candy Crush Saga segue competitivo diante de gigantes mais recentes. Em 2024, os jogos que mais faturaram no mobile foram Honor of Kings (Tencent), PUBG Mobile e Genshin Impact (HoYoverse), todos voltados ao público de jogos competitivos ou RPGs. O diferencial do Candy Crush está em outro segmento: o de casual games, que disputa liderança com Wordle, Royal Match e Homescapes — mas nenhum deles chega perto dos números históricos da franquia da King.

O que esperar do Candy Crush nos próximos anos?

A Microsoft, controladora atual da King, não detalhou publicamente os planos financeiros para a franquia. Porém, a estratégia observada nos últimos anos aponta para:

  • Integração com o Game Pass, serviço de assinatura da Microsoft que dá acesso a um catálogo de jogos por mensalidade;
  • Eventos sazonais cada vez mais elaborados, com colaborações com marcas externas;
  • Possível entrada em novos formatos, como realidade aumentada e versões para navegadores.

Sem dados financeiros detalhados divulgados pela própria King nos últimos exercícios, qualquer previsão sobre crescimento ou queda acentuada ainda depende de confirmação oficial. O histórico, contudo, sugere que o jogo tem fôlego para permanecer entre os mais rentáveis do setor por mais alguns anos.

Perguntas frequentes sobre o Candy Crush Saga

Candy Crush ainda dá dinheiro em 2025?

Sim. O jogo faturou US$ 876,5 milhões no ano fiscal de 2025, segundo dados citados pela Bloomberg e publicados pelo portal Sapo.pt.

Quanto o Candy Crush já faturou desde o lançamento?

Até 2023, a King havia anunciado que toda a franquia Candy Crush ultrapassou a marca de US$ 20 bilhões em receitas acumuladas.

Quem é o dono do Candy Crush?

O jogo foi criado pela King, estúdio sueco adquirido pela Activision Blizzard em 2016. Hoje, a marca pertence à Microsoft, que comprou a Activision em 2023.

Quantos níveis o Candy Crush tem atualmente?

São mais de 23 mil níveis disponíveis no aplicativo, com novos conteúdos adicionados regularmente.

O Candy Crush é gratuito?

O download e o uso básico são gratuitos. As compras dentro do aplicativo, como vidas extras, boosters e passes, são opcionais, mas são a principal fonte de receita do jogo.

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Yuri Augusto
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Yuri Augusto

Yuri Augusto Jornalista e entusiasta de inovação digital, Yuri acompanha de perto as principais movimentações do mercado, economia e tecnologia. Com foco em traduzir informações complexas em análises acessíveis, é o responsável por trazer os conteúdos mais relevantes e em primeira mão para os leitores do GCBS News.

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