Esportes

Com R$ 495 milhões, Avalanche é o vice mais rico de 2026

Patrimônio declarado supera o de presidenciáveis e expõe disparidade de recursos na corrida ao Planalto.

Com R$ 495 milhões, Avalanche é o vice mais rico de 2026

O candidato a vice-presidente Leonardo Avalanche (PRTB) lidera o ranking de patrimônio declarado entre os 13 concorrentes ao cargo nas Eleições Gerais de 2026. Segundo dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) levantados pelo portal Terra.com.br, ele registrou R$ 495,2 milhões em bens — valor que o coloca muito à frente dos demais postulantes e que transforma essa disputa em um dos capítulos mais comentados da corrida eleitoral pelo segundo posto mais alto da República.

O levantamento, extraído do Portal de Dados Abertos do TSE, reúne as declarações de patrimônio dos candidatos a vice-presidente que concorrem no primeiro turno. Registros com status "aguardando julgamento" foram contabilizados como candidaturas concorrentes, enquanto renúncias, indeferimentos, cancelamentos, falecimentos e substituições foram desconsiderados, considerando-se apenas a última validação da Justiça Eleitoral para cada chapa. Os valores totais variam de R$ 495,2 milhões até R$ 0.

Quem é o candidato a vice-presidente mais rico das eleições de 2026?

Com R$ 495,2 milhões declarados ao TSE, Leonardo Avalanche (PRTB) ocupa o topo da lista por larga distância. O valor supera em mais de 14 vezes o do segundo colocado e chama atenção pela magnitude em uma disputa que, tradicionalmente, reúne nomes com patrimônio mais modesto.

O título da reportagem original publicada pelo Terra.com.br destaca que, entre os bens declarados pelos candidatos ao cargo de vice, há itens como obras de arte, joias e criptomoedas — ativos que costumam aparecer nas declarações de bens de candidatos com patrimônio mais elevado e que fogem ao padrão de imóveis e veículos.

Quais são os vices mais ricos? Veja o ranking completo

Depois de Avalanche, a lista dos cinco mais ricos é composta por nomes com perfis bastante distintos:

  1. Leonardo Avalanche (PRTB) — R$ 495,2 milhões
  2. Eduardo Girão (NOVO) — R$ 34,1 milhões
  3. Gilberto Kassab (PSD) — R$ 21,0 milhões
  4. Júlio Delgado (AVANTE) — R$ 3,5 milhões
  5. Geraldo Alckmin (PSB) — R$ 3,3 milhões

A diferença entre o primeiro e o segundo colocados é o dado mais expressivo: Avalanche declara patrimônio quase 15 vezes maior do que Girão, senador conhecido por pautas liberais e ligado ao partido NOVO. Já Kassab, ex-prefeito de São Paulo e ex-governador, aparece na terceira posição com R$ 21 milhões — uma marca relevante para um político que já exerceu cargos no Executivo estadual e municipal.

Júlio Delgado, deputado federal e ex-secretário de Estado em Minas Gerais, e Geraldo Alckmin, atual vice-presidente da República em exercício, aparecem praticamente empatados na faixa dos R$ 3 milhões. Os dois restantes, entre os 13 concorrentes, declararam patrimônios ainda menores ou igual a zero.

Por que os candidatos declaram patrimônio ao TSE?

A entrega da declaração de bens é uma exigência legal prevista na Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997) e detalhada em resoluções do TSE. Todo candidato que pleiteia um cargo eletivo precisa informar à Justiça Eleitoral a relação detalhada de seus ativos — como imóveis, veículos, investimentos financeiros, participações societárias, obras de arte, joias e bens intangíveis, a exemplo de criptomoedas.

Os dados ficam disponíveis no Portal de Dados Abertos do TSE e podem ser acessados por qualquer cidadão, o que confere transparência ao processo eleitoral. A declaração tem três objetivos principais:

  • Transparência pública: permite ao eleitor conhecer a evolução patrimonial do candidato ao longo do tempo.
  • Prevenção a inconsistências: a Receita Federal e o Ministério Público podem cruzar as informações para identificar indícios de ocultação ou incompatibilidade com a renda declarada em outros anos.
  • Subsídio para o debate: serve de base para reportagens e análises sobre o perfil socioeconômico dos concorrentes.

Que tipos de bens costumam aparecer nas declarações?

Embora o texto-base da reportagem não detalhe item por item os bens de Leonardo Avalanche ou dos demais vices, a cobertura mais ampla do tema mostra que as declarações dos candidatos brasileiros costumam reunir, em proporções variadas, os seguintes itens:

  • Imóveis (apartamentos, casas, terrenos e salas comerciais);
  • Veículos (carros, embarcações e aeronaves);
  • Aplicações financeiras em renda fixa e variável;
  • Participações em empresas e sociedades;
  • Bens de luxo como obras de arte, joias e relógios;
  • Ativos digitais, incluindo criptomoedas e tokens não fungíveis (NFTs).

A inclusão de criptomoedas nas declarações tornou-se mais frequente após a regulamentação do tema pelo marco legal dos criptoativos, o que obrigou órgãos como o TSE e a Receita Federal a adaptarem seus formulários para acomodar esse novo tipo de ativo.

Como a disparidade patrimonial pode influenciar o debate eleitoral?

Embora a legislação eleitoral brasileira não limite o patrimônio de quem deseja se candidatar, a disparidade entre os valores declarados costuma gerar repercussão na imprensa e nas redes sociais. Concentrações muito elevadas em uma única chapa podem levantar questionamentos sobre a origem dos recursos, especialmente quando o candidato a vice pertence a partidos com menor tempo de televisão e estrutura financeira mais enxuta.

No caso específico de Leonardo Avalanche (PRTB), a magnitude do patrimônio declarado atrai atenção porque o PRTB é uma legenda de menor expressão no cenário nacional, sem o histórico de financiamento robusto de siglas tradicionais. A diferença de R$ 461 milhões em relação ao segundo colocado é um dado que, por si só, alimenta reportagens e análises sobre a origem dos bens declarados.

Vale destacar que os valores informados são autodeclaratórios e devem ser confirmados com a análise de prestação de contas à Justiça Eleitoral após o pleito. Eventuais inconsistências podem ser alvo de ação do Ministério Público Eleitoral e da própria Corregedoria do TSE.

Como consultar a declaração de bens de qualquer candidato?

Qualquer eleitor pode verificar os dados completos diretamente nas fontes oficiais. O caminho mais simples é:

  1. Acessar o Portal de Dados Abertos do TSE (dados.tes.gov.br ou a página específica de Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais).
  2. Filtrar pelo ano da eleição (2026) e pelo cargo (vice-presidente).
  3. Localizar o nome do candidato e abrir a ficha completa, onde constam tipo, descrição e valor de cada bem declarado.

Além do TSE, o portal DivulgaCand e o aplicativo TSE Mobile oferecem versões mais amigáveis para consulta, com filtros por partido, estado e cargo.

O que esperar da cobertura sobre patrimônio dos candidatos nas próximas semanas?

Com a proximidade do primeiro turno, é provável que novos levantamentos atualizem os dados oficiais à medida que a Justiça Eleitoral julgue pedidos de candidatura. Conforme antecipado pelo Terra.com.br, registros que constam como "aguardando julgamento" entram no cálculo como candidaturas concorrentes, mas podem mudar de status até o início da propaganda obrigatória no rádio e na televisão.

Outro ponto a ser acompanhado é o cruzamento das declarações de bens com a declaração de imposto de renda entregue à Receita Federal nos últimos anos. Quando há grandes saltos patrimoniais, veículos de imprensa e órgãos de controle costumam solicitar explicações formais aos candidatos, o que pode render novas matérias nos próximos dias.

Perguntas frequentes

Quem é o candidato a vice-presidente mais rico das eleições de 2026?
Leonardo Avalanche (PRTB), com R$ 495,2 milhões em bens declarados ao TSE, segundo levantamento do portal Terra.com.br.

Quantos candidatos disputam o cargo de vice-presidente em 2026?
São 13 candidaturas registradas no primeiro turno das Eleições Gerais de 2026, de acordo com os dados do TSE usados no levantamento.

Onde os dados de patrimônio dos candidatos ficam disponíveis?
No Portal de Dados Abertos do TSE e no DivulgaCand, plataformas oficiais da Justiça Eleitoral que permitem consulta por cargo, partido e estado.

Quais tipos de bens precisam ser declarados?
Imóveis, veículos, investimentos, participações em empresas, obras de arte, joias e também ativos digitais como criptomoedas, conforme exigido pelo TSE.

Candidatos com patrimônio muito elevado podem ter a candidatura questionada?
Não há limite legal de patrimônio para se candidatar, mas a Justiça Eleitoral e o Ministério Público podem investigar indícios de inconsistência entre os bens declarados e a renda declarada em exercícios anteriores.

Gostou desta matéria? Compartilhe com quem precisa ficar bem informado e assine a newsletter do GCBS NEWS para receber as principais notícias direto no seu e-mail.

Yuri Augusto
Escrito por
Yuri Augusto

Yuri Augusto Jornalista e entusiasta de inovação digital, Yuri acompanha de perto as principais movimentações do mercado, economia e tecnologia. Com foco em traduzir informações complexas em análises acessíveis, é o responsável por trazer os conteúdos mais relevantes e em primeira mão para os leitores do GCBS News.

Leia também