Entretenimento

Demolição do Cinema Paris aprovada e 19 habitações em Lisboa

Decisão da câmara destrava o projeto, com a construção de 19 moradias no local do antigo Cinema Paris, em Lisboa.

Demolição do Cinema Paris aprovada e 19 habitações em Lisboa

A Câmara de Lisboa aprovou, nesta quarta-feira, a demolição do antigo Cinema Paris, localizado na freguesia da Estrela, para dar lugar a um novo empreendimento residencial com 19 habitações. A decisão ocorre depois de o imóvel ser apontado como estando em “avançado estado de degradação” e de tramitar com pareceres de entidades competentes. Segundo o portal Observador.pt, a proposta do vereador do Urbanismo, Vasco Moreira Rato (independente indicado pelo PSD), foi aprovada em reunião privada do executivo municipal, com votos contra de PS, Livre, BE e PCP e votos favoráveis do Chega e da governação PSD/CDS-PP/IL.

O caso, que envolve a conversão de um equipamento cultural já encerrado, coloca em debate a preservação do património urbano versus a necessidade de reabilitar ou reconverter áreas degradadas. Para quem acompanha o tema no Brasil, o assunto também serve de termômetro: como as cidades decidem o destino de prédios antigos quando a demanda habitacional cresce e o uso original deixa de existir.

O que muda com a demolição do antigo Cinema Paris?

De acordo com a proposta citada pelo Observador.pt, a “operação urbanística” incide sobre um prédio urbano com área de 952,94 m², atualmente ocupado pela edificação do antigo Cinema Paris. O plano prevê a demolição do edifício e a construção de um novo empreendimento residencial, com 19 fogos (unidades habitacionais).

O projeto foi apresentado como uma alternativa para substituir um imóvel que, segundo os fundamentos apresentados na tramitação, estaria deteriorado. Essa abordagem costuma ser adotada quando a recuperação do prédio é considerada inviável técnica ou economicamente, ou quando a legislação urbanística exige adequações que não se compatibilizam com a estrutura existente.

Onde fica o Cinema Paris e qual é a situação atual do imóvel?

O antigo Cinema Paris foi inaugurado em 1931, na Rua Domingos Sequeira, na freguesia da Estrela. Segundo a mesma fonte, o cinema encerrou definitivamente em 1985 e está devoluto há mais de quatro décadas.

Imóveis nessas condições normalmente acumulam impactos como deterioração estrutural, insegurança para o entorno, custos de manutenção e risco de agravamento do estado de conservação. Por isso, processos de desafetação (quando o uso original deixa de ser considerado necessário para aquele fim) e de licenciamento urbanístico tendem a se acelerar quando o governo local argumenta que a permanência do prédio em aberto aumenta riscos.

Quem aprovou a medida e como foi a votação?

O Observador.pt informa que a proposta foi aprovada no âmbito de uma reunião privada do executivo municipal. A votação teve:

  • Votos contra: PS, Livre, BE e PCP;
  • Votos favoráveis: Chega e a governação PSD/CDS-PP/IL.

Essa divisão sugere que o tema tem dimensão política e ideológica: de um lado, a prioridade por liberar terrenos e criar moradias; de outro, a preocupação com a memória urbana e com critérios de preservação de espaços culturais.

Por que a demolição foi considerada “fundamentada”?

Conforme o texto reportado pelo Observador.pt, o vereador do Urbanismo argumentou que a decisão se baseou em pareceres emitidos por entidades competentes. Entre os documentos destacados, aparece a Inspeção-Geral das Atividades Culturais (IGAC), que em 2019 emitiu parecer favorável à desafetação do uso de equipamento.

Em termos práticos, pareceres desse tipo costumam avaliar questões relacionadas a valor cultural, impacto da mudança de uso e conformidade com regras aplicáveis ao patrimônio ou a equipamentos culturais. No entanto, a fonte não detalha o conteúdo integral desses pareceres, então é importante entender que a confirmação de critérios específicos depende dos documentos oficiais do processo.

Qual é o tamanho do projeto previsto para o novo prédio?

O Observador.pt aponta números do projeto urbanístico e das intenções de construção apresentadas anos antes. Segundo o relato:

  • Área de implantação: 668,92 m²
  • Área de construção: 5.723,32 m²
  • Altura: sete pisos acima da cota de soleira e três pisos abaixo

O conjunto indica um empreendimento vertical, com parte da estrutura em subsolo. Para o debate urbano, isso também implica decisões sobre garagem, acessos, impacto no terreno e necessidade de integração com o entorno da Rua Domingos Sequeira e com a malha urbana da Estrela.

Quando o pedido de mudança começou a ser discutido?

Segundo o Observador.pt, a proprietária do imóvel, a empresa Sociedade Geral de Cinemas, apresentou em 2017 um pedido de informação prévia sobre a viabilidade da obra. A intenção era construir um novo edifício, depois do processo que culminaria na aprovação municipal.

Em geral, esse tipo de trâmite pode envolver etapas como análise urbanística, pareceres setoriais, eventual discussão sobre o uso cultural do local e compatibilização com regras de licenciamento. O período entre o pedido de 2017 e a aprovação agora destaca que decisões desse tipo não costumam ser imediatas.

O que significa “desafetação” de uso de equipamento cultural?

Embora o Observador.pt não aprofunde o conceito, a referência à IGAC e ao parecer de 2019 permite entender a lógica do procedimento: quando um imóvel deixa de cumprir a função de equipamento cultural prevista (por exemplo, um cinema como equipamento), é necessário tratar formalmente a mudança de categoria de uso.

Na prática, desafetar pode abrir caminho para que o imóvel seja reaproveitado com outra finalidade — como habitação — desde que respeite o arcabouço urbanístico e as condições exigidas pelos órgãos competentes.

Impacto para moradores e para o debate sobre habitação

A construção de 19 fogos pode parecer pequena em escala nacional, mas, em cidades consolidadas como Lisboa, projetos pontuais têm peso. Eles afetam:

  • Oferta habitacional em áreas centrais ou bem conectadas;
  • Pressão por mudanças no estoque urbano (reconversões e demolições de estruturas antigas);
  • Custos e prioridades entre reabilitar versus substituir;
  • Discussão sobre patrimônio urbano e uso cultural.

Para leitores no Brasil, o paralelo é direto: cidades brasileiras também enfrentam a tensão entre preservar edifícios marcantes e acelerar a produção de moradias. A diferença é que, em Lisboa, há um arcabouço específico com órgãos de cultura e inspeções que influenciam a possibilidade de conversão do uso.

Quais são os próximos passos após a aprovação?

O conteúdo reportado pelo Observador.pt descreve a aprovação da demolição e apresenta o desenho do projeto. Porém, aprovação política/administrativa não equivale automaticamente ao início imediato de obras. Ainda pode haver etapas formais ligadas ao licenciamento, consolidação de documentação técnica e requisitos de execução.

Sem acesso a detalhes adicionais do processo municipal — além do que foi resumido na fonte — não é possível afirmar prazos exatos para o início das obras. Ainda assim, o cenário é compatível com um caminho que, depois da aprovação, tende a seguir para tramitação técnica final e procedimentos para demolição e construção.

Perguntas frequentes

O que a Câmara de Lisboa decidiu?

Segundo o portal Observador.pt, a Câmara aprovou a demolição do antigo Cinema Paris para construir um prédio com 19 habitações.

Onde fica o antigo Cinema Paris?

O imóvel está na Rua Domingos Sequeira, na freguesia da Estrela, em Lisboa.

Quando o cinema fechou?

O Cinema Paris encerrou definitivamente em 1985 e, conforme a fonte, ficou devoluto por mais de quatro décadas.

Qual foi o argumento para demolir o prédio?

O Observador.pt relata que o imóvel está em “avançado estado de degradação” e que a decisão foi apoiada por pareceres, incluindo o da IGAC em 2019 sobre a desafetação do uso de equipamento.

Como foi a votação no executivo municipal?

De acordo com a reportagem, houve votos contra de PS, Livre, BE e PCP e votos favoráveis do Chega e da governação PSD/CDS-PP/IL.

Por que esse caso gera debate?

Porque ele reúne duas agendas que frequentemente colidem: a necessidade de ampliar a habitação e o cuidado com a memória urbana ligada a equipamentos culturais. A aprovação da demolição não encerra automaticamente o debate público, mas indica que, para a maioria do executivo municipal, a reconversão do espaço degradado para moradia foi considerada mais adequada do que manter o edifício como está.

Segundo o portal Observador.pt, a Câmara de Lisboa aprovou a operação urbanística do antigo Cinema Paris, que prevê demolição e construção de 19 fogos no local.

Gostou desta matéria? Compartilhe com quem precisa ficar bem informado e assine a newsletter do GCBS NEWS para receber as principais notícias direto no seu e-mail.

Yuri Augusto

Yuri Augusto Jornalista e entusiasta de inovação digital, Yuri acompanha de perto as principais movimentações do mercado, economia e tecnologia. Com foco em traduzir informações complexas em análises acessíveis, é o responsável por trazer os conteúdos mais relevantes e em primeira mão para os leitores do GCBS News.

Leia também