Flamengo vai receber R$ 850 mil da FIFA por Arrascaeta na Copa de 2026; veja quanto cada atleta rende ao clube
O Flamengo deve embolsar cerca de R$ 850 mil apenas com a convocação do meia Giorgian De Arrascaeta para a Copa do Mundo de 2026, disputada por seleções de todo o planeta entre junho e julho nos Estados Unidos, Canadá e México. O valor faz parte do Programa de Benefícios a Clubes (Club Benefits Programme), mantido pela FIFA para indenizar as equipes que liberam atletas para o torneio. Segundo o portal Terra.com.br, a quantia é estimada com base nos 34 dias em que o jogador uruguaio ficará à disposição da Celeste Olímpica.
Como funciona o pagamento da FIFA aos clubes na Copa do Mundo
Criado em 2008 e ampliado a cada edição do Mundial, o programa da entidade que comanda o futebol mundial destina uma verba diretamente aos clubes formadores dos jogadores convocados. O dinheiro serve como compensação pela ausência do atleta no período da competição, uma vez que as equipes são obrigadas a liberar os profissionais sem poder recusar a convocação.
Para o torneio de 2026, a FIFA ampliou o montante global a ser distribuído em relação às edições anteriores. A contagem, conforme explica o portal Terra.com.br, começa na data de apresentação dos jogadores às seleções — 25 de maio de 2026 — e vai até o dia seguinte à eliminação ou ao último jogo disputado por cada país na competição. Por se tratar de uma estimativa, os valores podem variar para mais ou para menos dependendo do desempenho de cada seleção.
Na prática, quanto mais longe a equipe nacional avançar no torneio, maior será o repasse ao clube formador. Seleções que chegarem às fases finais, como oitavas, quartas, semifinais e final, renderão indenizações maiores aos seus clubes. O cálculo também leva em conta a diária paga pela FIFA por cada atleta, que nesta edição gira em torno de R$ 25 mil por dia — montante obtido a partir dos valores estimados divulgados pela imprensa.
Arrascaeta: o principal ativo da delegação rubro-negra no Uruguai
Convocado novamente para defender o Uruguai, Giorgian De Arrascaeta é uma das peças mais valiosas do elenco do Flamengo e referência técnica da Celeste. O meia de 31 anos foi um dos pilares do Flamengo na conquista da Libertadores de 2022 e segue como protagonista do elenco rubro-negro. Durante a Copa do Mundo, ele ficará à disposição da seleção uruguaia por 34 dias, o que se traduz em uma indenização aproximada de R$ 850 mil ao clube carioca.
O valor, embora significativo, é menor do que o recebido pelos atletas do clube que foram chamados por seleções que tendem a permanecer mais tempo na competição — caso do Brasil, atual pentacampeão e uma das favoritas ao título. A diferença no tempo de permanência entre as seleções explica a variação nos repasses.
Jogadores do Brasil e a indenização milionária ao Flamengo
Quatro jogadores do Flamengo foram chamados pelo técnico da seleção brasileira para a Copa de 2026: o lateral-esquerdo Alex Sandro, o lateral-direito Danilo, o zagueiro Léo Pereira e o meia Lucas Paquetá. Todos permanecem à disposição da Seleção Brasileira por 43 dias — período superior ao de Arrascaeta, porque a Canarinho costuma avançar mais fases nos mundiais.
Conforme o levantamento do Terra.com.br, cada um desses quatro atletas renderá aproximadamente R$ 1.075.000 ao clube da Gávea. Somados apenas os quatro brasileiros, o Flamengo receberá cerca de R$ 4,3 milhões só com esse grupo. Com Arrascaeta, o total sobe para R$ 5,15 milhões.
- Arrascaeta (Uruguai): 34 dias — R$ 850 mil
- Alex Sandro (Brasil): 43 dias — R$ 1,075 milhão
- Danilo (Brasil): 43 dias — R$ 1,075 milhão
- Léo Pereira (Brasil): 43 dias — R$ 1,075 milhão
- Lucas Paquetá (Brasil): 43 dias — R$ 1,075 milhão
Outros oito jogadores do elenco rubro-negro também foram cedidos a suas respectivas seleções para o Mundial, segundo o Terra.com.br, o que pode elevar o total recebido pelo clube para valores ainda mais expressivos. A identidade completa desses atletas e os valores individuais por eles gerados, no entanto, não foram detalhados pela fonte consultada. O total geral com os nove convocados pode ultrapassar a casa dos R$ 7 milhões, dependendo do desempenho das seleções envolvidas.
Por que a Copa de 2026 paga mais aos clubes
A Copa do Mundo de 2026 é a primeira a ser disputada com 48 seleções — antes eram 32. O formato expandido aumenta o número de jogos, alonga a duração do torneio e, consequentemente, amplia o tempo em que os jogadores ficam afastados de seus clubes. Para a FIFA, isso justifica um investimento maior no Programa de Benefícios a Clubes.
O programa é visto como uma forma de reconhecer o papel dos clubes na formação dos atletas que protagonizam o maior espetáculo do futebol mundial. Antes de sua criação, os times perdiam seus jogadores por longos períodos sem nenhuma compensação financeira direta. Hoje, a verba é distribuída proporcionalmente ao número de dias que cada profissional passa à disposição de sua seleção.
No Brasil, os recursos costumam ser aplicados pelos clubes em infraestrutura, pagamento de dívidas, reforços ou composição de caixa. Para o Flamengo, maior clube do país em termos de receita, o dinheiro da FIFA funciona como um reforço inesperado de caixa em pleno meio de temporada.
Impacto para o torcedor e o calendário do futebol brasileiro
A ausência de nove jogadores do Flamengo durante a Copa gera um desafio extra para a comissão técnica rubro-negra. A parada do Campeonato Brasileiro e da própria Libertadores coincide com o período do Mundial, o que obriga o clube a administrar o retorno dos atletas e o desgaste físico daqueles que forem mais longe na competição.
Para o torcedor brasileiro, a notícia é positiva do ponto de vista financeiro, mas exige paciência quanto ao desempenho do time no segundo semestre. Clubes com muitos convocados, como o Flamengo, costumam oscilar logo após o Mundial, até que os titulares retomem o ritmo de jogo e a forma física ideais.
Em paralelo, a Copa de 2026 marca um novo capítulo para o futebol sul-americano: além do Brasil e do Uruguai, outras seleções da região como Argentina, Colômbia e Equador têm presença garantida, o que aumenta o número de jogadores sul-americanos liberados por clubes da região e, por consequência, o volume de indenizações distribuídas pela FIFA aos times do continente.
Perguntas frequentes sobre a indenização da FIFA aos clubes
Quanto a FIFA paga aos clubes na Copa do Mundo de 2026?
O valor varia de acordo com o número de dias em que o jogador fica à disposição da sua seleção. Para os atletas do Flamengo citados pela fonte, a diária estimada gira em torno de R$ 25 mil, podendo chegar a mais de R$ 1 milhão por jogador no caso de seleções com campanhas longas.
Quais jogadores do Flamengo estão na Copa de 2026?
Segundo o Terra.com.br, foram chamados pelo menos nove atletas do clube: Arrascaeta (Uruguai), Alex Sandro, Danilo, Léo Pereira e Lucas Paquetá (Brasil), além de outros quatro jogadores cujas seleções não foram detalhadas pela fonte.
Por que os clubes recebem dinheiro da FIFA durante a Copa?
Porque os clubes são obrigados a liberar os jogadores convocados e ficam sem poder utilizá-los durante o torneio. O Programa de Benefícios a Clubes foi criado em 2008 como forma de compensar financeiramente essas equipes pelo período em que ficam sem seus atletas.
Quando começa a Copa do Mundo de 2026?
A Copa do Mundo de 2026 está marcada para o período entre junho e julho, em estádios dos Estados Unidos, Canadá e México. Será a primeira edição com 48 seleções participantes.
Como o Flamengo costuma usar o dinheiro da FIFA?
Os clubes brasileiros geralmente direcionam os valores recebidos para composição de caixa, pagamento de folhas salariais, investimentos em categorias de base ou contratações de reforços para a sequência da temporada.
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