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Google Assistente dará lugar ao Gemini em setembro de 2026

Ferramenta lançada em 2016 será descontinuada em diversos aparelhos; entenda o que muda e quais dispositivos podem ficar de fora.

Google Assistente dará lugar ao Gemini em setembro de 2026

O Google confirmou nesta semana que o Google Assistente deixará de funcionar em dispositivos móveis Android a partir de 4 de setembro de 2026, dando lugar ao Gemini, seu assistente baseado em inteligência artificial generativa. A informação foi divulgada pelo portal Eurisko.com.br a partir de e-mails enviados pela própria empresa a usuários da plataforma. A migração será gradual e poderá levar semanas até ser concluída em todos os aparelhos compatíveis.

A medida encerra um ciclo de quase dez anos do Google Assistente, lançado originalmente em 2016 e que se tornou uma das ferramentas mais emblemáticas do ecossistema Android. De acordo com o comunicado da gigante de Mountain View, a substituição não ocorrerá no mesmo dia para todos: o cronograma depende do modelo do aparelho, da versão do sistema operacional, do idioma configurado e do país onde o smartphone foi registrado.

O fim de uma era que começou em 2016

Quando o Google Assistente chegou ao mercado, a proposta era ambiciosa para a época: permitir que o usuário realizasse tarefas por comando de voz, obtivesse respostas em linguagem natural, controlasse dispositivos domésticos inteligentes e acessasse informações sem precisar tocar na tela. A ferramenta substituiu o antigo Google Now e foi gradualmente incorporada a smartphones, tablets, relógios inteligentes, sistemas de infoentretenimento de veículos, televisões e caixas de som conectadas.

Durante quase uma década, o Assistente se consolidou como peça central da estratégia do Google para o consumidor final. No Brasil, ganhou versões em português, foi integrado a apps nativos e recebeu comandos personalizados para contextos locais, como consulta a resultados do futebol, trânsito em grandes cidades e integração com serviços de streaming populares no país.

O cenário, porém, mudou radicalmente com a ascensão da inteligência artificial generativa. Modelos capazes de manter diálogos longos, compreender contexto e gerar conteúdo original redesenharam a competição no setor de assistentes virtuais — e o Google reagiu reposicionando sua estratégia em torno do Gemini.

O que é o Gemini e por que ele substitui o Assistente

O Gemini é a família de modelos de linguagem desenvolvida pelo Google DeepMind, anunciada publicamente em dezembro de 2023 e disponibilizada ao público consumidor em fevereiro de 2024. Diferentemente do Assistente, baseado em comandos curtos e respostas pré-formatadas, o Gemini opera com conversas contínuas, interpretação de contexto ampliado e capacidade multimodal — ou seja, entende texto, voz, imagens e, em alguns casos, vídeo.

Na prática, isso significa que o usuário pode fazer pedidos mais complexos, como pedir ao assistente que resuma um PDF, compare preços entre produtos, gere um rascunho de e-mail ou mantenha um diálogo encadeado sobre um mesmo tema. É um salto qualitativo semelhante ao que ocorreu quando os smartphones touch substituíram os aparelhos com teclado físico: a interface é a mesma (voz), mas a inteligência por trás mudou de patamar.

Para o Google, a consolidação de uma única marca também tem动机 comerciais claros: concentrar investimentos em uma plataforma única, evitar fragmentação entre produtos e competir de forma mais direta com rivais como ChatGPT, Copilot da Microsoft e Claude da Anthropic.

Como vai funcionar a transição para o usuário

Segundo o portal Eurisko.com.br, o Google iniciou o envio de comunicados por e-mail explicando o processo. A migração não exigirá ação imediata do consumidor no primeiro momento, mas alguns pontos já estão definidos:

  • Data de início: 4 de setembro de 2026.
  • Forma de implementação: gradual, em ondas, com duração estimada de algumas semanas até atingir todos os dispositivos elegíveis.
  • Critérios de prioridade: modelo do aparelho, versão do Android, idioma configurado e país de registro.
  • Aplicativo substituto: o app Gemini, já disponível gratuitamente na Google Play Store, assumirá as funções do Assistente.

Usuários que já utilizam o Gemini podem não perceber grandes mudanças além da unificação da experiência. Quem ainda depende exclusivamente do Assistente deverá ser convidado, em algum momento entre setembro e os meses seguintes, a baixar ou atualizar o aplicativo Gemini para continuar usando comandos por voz, automações e integração com outros serviços.

Quais dispositivos serão afetados

O ecossistema impactado vai muito além dos smartphones. O Google Assistente está presente em uma ampla gama de dispositivos conectados, e a substituição também será expandida para essas plataformas — embora os prazos possam variar conforme a categoria:

  • Smartphones e tablets Android: principais afetados já na primeira fase.
  • Wear OS (relógios inteligentes): tendência de substituição pelo Gemini no relógio, com interface adaptada.
  • Android Auto (carros): integração com Gemini para navegação, mensagens e mídia.
  • Google TV e Android TV: controle por voz e recomendações devem migrar para o novo assistente.
  • Caixas de som e telas inteligentes (Nest): linha de produtos da própria Google com migração já anunciada em outros mercados.

Ainda não há confirmação oficial detalhada sobre o calendário específico de cada categoria no Brasil. O mais provável, segundo analistas do setor, é que smartphones e tablets sirvam como ponta de lança, seguidos por veículos e dispositivos de TV.

O que muda (e o que permanece) na rotina do usuário

Para quem utiliza o Assistente em tarefas básicas — definir alarmes, fazer ligações, abrir aplicativos, consultar a previsão do tempo — a experiência tende a ser mantida, mas com respostas mais elaboradas e contextuais. Para quem já explora funções avançadas, há ganhos expressivos:

  • Comandos encadeados: é possível pedir várias ações em uma única frase, com o assistente entendendo as relações entre elas.
  • Memória de contexto: dentro de uma conversa, o Gemini lembra do que foi dito antes, sem precisar repetir informações.
  • Integração com apps do Google: Gmail, Docs, Maps, YouTube e Fotos podem ser acionados de forma mais profunda.
  • Criação de conteúdo: resumos, traduções, roteiros, listas e até códigos podem ser gerados por comando de voz.
  • Limites: algumas automações mais antigas e rotinas criadas no Assistente podem exigir reconfiguração na nova plataforma.

O impacto para o usuário brasileiro

O Brasil é um dos maiores mercados de Android do mundo, e a transição tende a ocorrer em ritmo parecido com o de outros países ocidentais. O português do Brasil já é compatível com o Gemini desde as primeiras versões do aplicativo, o que reduz barreiras linguísticas. Ainda assim, há pontos de atenção:

  • Privacidade e dados: conversas com o Gemini podem ser usadas para treinar modelos, a menos que o usuário desative essa opção nas configurações — recurso já existente no app.
  • Consumo de dados móveis: tarefas baseadas em nuvem exigem conexão estável com a internet; em regiões com cobertura limitada, a experiência pode oscilar.
  • Acessibilidade: usuários que dependem do Assistente por motivos de inclusão digital devem ser informados sobre o período de convivência entre as plataformas para evitar interrupções de serviço.
  • Rotinas domésticas: quem usa comandos para acender luzes, trancar portas ou controlar eletrodomésticos via Assistente precisa verificar a compatibilidade dos dispositivos conectados com o Gemini.

O que esperar dos próximos meses

Até a data oficial de início da transição, o Google deve intensificar a comunicação com usuários por meio de notificações no próprio sistema Android, banners no app Assistente e campanhas em seus canais oficiais. A expectativa é que a empresa detalhe:

  1. Como exportar rotinas e preferências do Assistente antigo.
  2. Quais recursos deixarão de existir imediatamente e quais serão gradualmente adaptados.
  3. Se haverá período de coexistência entre as duas plataformas para minimizar transtornos.
  4. Política de suporte para usuários de versões mais antigas do Android, que podem não ser elegíveis ao Gemini.

A movimentação ocorre em um momento em que o setor de assistentes virtuais passa pela maior transformação desde a popularização da Siri, em 2011. Apple, Microsoft, Amazon e Samsung também reestruturaram suas estratégias em torno de IA generativa nos últimos dois anos, o que torna a substituição do Google Assistente um marco não apenas para o Android, mas para toda a indústria de tecnologia.

Perguntas frequentes

O Google Assistente vai deixar de funcionar de uma vez em 4 de setembro?

Não. Segundo o portal Eurisko.com.br, a migração será gradual e poderá levar algumas semanas até atingir todos os usuários. A data marca o início do processo, não o desligamento imediato e simultâneo em todos os aparelhos.

Preciso pagar pelo Gemini para continuar usando comandos por voz?

Não necessariamente. O aplicativo Gemini está disponível gratuitamente na Google Play Store e oferece as funções principais sem custo. Existe uma versão paga, chamada Gemini Advanced, com recursos extras e acesso a modelos mais robustos, mas o uso básico substitui o Assistente sem cobrança.

Minhas rotinas do Google Assistente serão preservadas?

Ainda não há confirmação oficial detalhada sobre o tratamento de rotinas personalizadas. O mais provável é que o Google ofereça ferramentas de migração e equivalentes dentro do novo ecossistema, mas o usuário deve se preparar para revisar automações domésticas após a transição.

Dispositivos mais antigos do Android vão perder o assistente?

Aparelhos que não forem compatíveis com o Gemini podem ficar sem um assistente oficial após o fim do suporte ao Google Assistente. O Google costuma publicar listas de dispositivos elegíveis à medida que cada fase da migração se aproxima — ainda sem confirmação oficial detalhada para esta transição.

Por que o Google está substituindo o Assistente pelo Gemini?

A mudança reflete a evolução da inteligência artificial generativa, capaz de manter conversas mais longas, compreender melhor o contexto e executar tarefas mais complexas do que os assistentes baseados em comandos curtos, como o antigo Assistente. Concentrar investimentos em uma única plataforma também é estratégia comercial da empresa.

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Yuri Augusto
Escrito por
Yuri Augusto

Yuri Augusto Jornalista e entusiasta de inovação digital, Yuri acompanha de perto as principais movimentações do mercado, economia e tecnologia. Com foco em traduzir informações complexas em análises acessíveis, é o responsável por trazer os conteúdos mais relevantes e em primeira mão para os leitores do GCBS News.

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