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IA valoriza currículo em 28%, mas Excel decide a entrevista

Contradição do recrutamento moderno: tecnologia impulsiona currículos, mas ferramentas tradicionais decidem quem avança.

IA valoriza currículo em 28%, mas Excel decide a entrevista

IA valoriza o currículo em 28%, mas é o Excel que decide a entrevista: o paradoxo do mercado de trabalho em 2025

Trabalhar com inteligência artificial paga mais — em média, 28% a mais do que vagas equivalentes que não exigem essas competências, segundo o relatório mais recente da Lightcast, consultoria norte-americana que monitora o mercado de trabalho global. A conclusão, porém, esconde um detalhe que tem animado conversas em Recursos Humanos, escolas técnicas e grupos de carreira: a maioria esmagadora dessas vagas está fora da área de tecnologia, em escritórios, clínicas, lojas e canteiros de obra onde o dia continua começando em uma planilha. É nesse cenário que ferramentas aparentemente "ultrapassadas", como o Excel, seguem decidindo quem passa ou não para a próxima etapa de uma seleção.

O que diz o estudo que analisou 1,3 bilhão de vagas

O relatório de 2025 da Lightcast, divulgado neste ano, teve como base a análise de mais de 1,3 bilhão de anúncios de emprego publicados em diversos países. O número chamou a atenção porque escapa ao senso comum: 51% das vagas que pedem competências de inteligência artificial não estão em departamentos de TI, desenvolvimento de software ou ciência de dados. Estão em finanças, logística, atendimento, marketing, saúde, educação e recursos humanos — áreas em que o uso de IA é crescente, mas raramente é o cerne da função.

A pesquisa converteu o diferencial salarial em números concretos: quem domina IA recebe, em média, cerca de 18 mil dólares anuais a mais do que profissionais com formação e cargo similares sem essa especialidade. Em reais, considerando a cotação recente e desconsiderando impostos e ajustes de custo de vida, isso equivale a uma diferença que pode ultrapassar R$ 100 mil por ano em cargos de maior responsabilidade.

Excel faz 40 anos e se recusa a sair de cena

Lançado em 30 de setembro de 1985, inicialmente para Macintosh, antes de chegar ao Windows, o Microsoft Excel completou 40 anos em setembro de 2025. A própria Microsoft promoveu uma celebração pública para marcar a data, algo raro para um software com quatro décadas de história. A longevidade tem explicação prática: a ferramenta virou camada invisível de processos que sustentam operações inteiras.

Orçamentos de obras, escalas de clínicas, fechamento de vendas, controle de estoque, prestação de contas de condomínios, fluxo de caixa de pequenas empresas — tudo isso ainda roda, em algum momento, em uma planilha. Não por nostalgia, mas porque o Excel combina três qualidades difíceis de substituir: é barato, está em quase todo computador e permite que uma pessoa sem formação técnica construa soluções funcionais em horas.

Por que a IA não substituiu as planilhas (ainda)

Modelos generativos, copilots e ferramentas de automação prometem reduzir o trabalho manual com dados, mas a realidade observada no relatório da Lightcast mostra que IA e planilhas passaram a operar em camadas complementares. Um analista financeiro pode usar IA para resumir relatórios e cruzar tendências, mas precisa devolver os números em uma tabela dinâmica para apresentar à diretoria. Um engenheiro usa IA para estimar prazos, mas mantém o controle de medições em uma planilha que alimenta o relatório da obra.

Quem está atualizando o currículo em setembro, em busca de estágio ou em transição de carreira percebe rapidamente essa divisão: incluir IA no perfil eleva a remuneração potencial, mas é a familiaridade demonstrada com fórmulas, tabelas dinâmicas e, cada vez mais, com Power Query e Power BI que decide, em muitas entrevistas, se o candidato avança.

O caso brasileiro: como o paradoxo aparece por aqui

Embora o relatório da Lightcast tenha foco global, os efeitos se reproduzem no mercado brasileiro. Grandes empregadores nacionais — bancos, redes de varejo, indústrias e empresas de serviços — já publicam vagas para analistas, assistentes e coordenadores citando "noções de IA", "uso de ferramentas de automação" ou "Power Platform" como diferenciais. Ao mesmo tempo, etapas eliminatórias de processos seletivos incluem testes práticos de Excel, do básico ao avançado, dependendo do cargo.

Para o trabalhador brasileiro, a equação é direta: investir em uma certificação de IA pode garantir acesso a vagas com salário mais alto, mas dominar Excel continua sendo o requisito de entrada em grande parte das posições administrativas e financeiras. Ignorar essa camada significa ficar de fora antes mesmo de a IA entrar na conversa.

Como se preparar para o novo (e velho) mercado de trabalho

1. Trate Excel como infraestrutura, não como software

Da mesma forma que não se questiona a necessidade de saber usar e-mail, o domínio do Excel é hoje um requisito silencioso. Investir em cursos de fórmulas avançadas, tabelas dinâmicas, dashboards e noções de VBA ou Power Query diferencia o candidato em processos seletivos concorridos.

2. Adicione IA ao currículo de forma verificável

Não basta listar "IA" como habilidade. Recrutadores valorizam aplicações concretas: uso de chatbots para atendimento, automação de planilhas com Python, criação de prompts para análise de dados ou operação de plataformas específicas. Cursos com certificado e projetos práticos contam pontos.

3. Entenda o pacote Office como ecossistema

Word, Excel, PowerPoint e Access formam uma tríade que segue presente em editais de concurso, manuais internos e processos de integração. Manter uma licença atualizada evita improvisos e garante compatibilidade com os formatos usados pelas empresas.

Contexto: a promoção de chaves digitais que coincidiu com o debate

O tema ganhou repercussão em paralelo a uma campanha promocional da GoodOffer24, marketplace especializado em chaves digitais de software. Segundo o portal Sapo.pt, que报道ou a ação, o pacote Office 2024 estava disponível por 17,2 euros e o Windows 11 Pro por 22,5 euros, com cupons específicos para descontos adicionais. A promoção, embora comercial, ilustra o movimento de digitalização do acesso ao pacote Office — antes restrito a assinaturas mensais caras, hoje disponível em modelos de compra definitiva, especialmente procurados por profissionais autônomos e pequenas empresas.

Para o leitor brasileiro, vale lembrar que licenças adquiridas fora de canais oficiais podem apresentar restrições de idioma, suporte e ativação regional. Antes de comprar, é recomendável verificar a procedência, a compatibilidade com o sistema operacional e as condições de uso previstas pela Microsoft.

Perguntas frequentes

Dominar Excel ainda vale a pena em 2025?

Sim. Segundo dados da Lightcast reportados pelo portal Sapo.pt, metade das vagas que pedem IA está fora da área de tecnologia, e grande parte dessas posições continua exigindo domínio de planilhas como pré-requisito.

Quanto a mais paga uma vaga que exige IA?

O relatório da Lightcast de 2025 indica um prêmio salarial médio de 28%, equivalente a cerca de 18 mil dólares anuais adicionais para cargos comparáveis.

Excel tem quantos anos em 2025?

O Microsoft Excel foi lançado em 30 de setembro de 1985, inicialmente para Macintosh, e completou 40 anos em setembro de 2025, data celebrada publicamente pela própria Microsoft.

Vale comprar chave digital de Office ou Windows?

Depende do uso, do país e da procedência do vendedor. Chaves de marketplaces como GoodOffer24 oferecem preços menores, mas exigem atenção a idioma, suporte e termos de ativação antes da compra.

Qual a relação entre IA e Excel no currículo?

São competências complementares, não concorrentes. A IA amplia o valor da candidatura, mas o Excel continua sendo a ferramenta de entrada em grande parte das vagas administrativas e financeiras.

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Yuri Augusto
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Yuri Augusto

Yuri Augusto Jornalista e entusiasta de inovação digital, Yuri acompanha de perto as principais movimentações do mercado, economia e tecnologia. Com foco em traduzir informações complexas em análises acessíveis, é o responsável por trazer os conteúdos mais relevantes e em primeira mão para os leitores do GCBS News.

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