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Idosos: 74,5% usaram internet em 2025, mas falta apoio

Mesmo com maior conectividade, obstáculos para realizar tarefas digitais ainda restringem a autonomia de quem precisa de orientação.

Idosos: 74,5% usaram internet em 2025, mas falta apoio

O uso da internet entre brasileiros com 60 anos ou mais avançou em 2025, enquanto serviços conectados e acompanhamento presencial passaram a integrar, em alguns modelos de atendimento, a rotina de cuidado dessa população. Os dados reforçam uma oportunidade e um desafio: a tecnologia pode facilitar o contato e o acesso a orientações, mas muitas pessoas ainda precisam de apoio para aprender a usar os recursos com segurança. Segundo o portal Terra.com.br, a combinação de dispositivos de emergência, teleatendimento e atividade física supervisionada aparece em iniciativas de cuidado domiciliar, como a operação da Home Angels.

O que os dados mostram sobre idosos e acesso à internet?

Levantamento do IBGE divulgado em julho de 2026 aponta que 74,5% das pessoas com 60 anos ou mais usaram a internet em 2025. Embora a proporção permaneça abaixo da observada em faixas etárias mais jovens, o grupo registrou crescimento de 4,4 pontos percentuais em relação a 2024 — a maior expansão entre as idades pesquisadas naquele período.

A posse de celular também é expressiva: 80,3% dos brasileiros com 60 anos ou mais tinham telefone móvel para uso pessoal em 2025. Os dois indicadores, porém, medem coisas diferentes. Ter um aparelho não significa necessariamente ter conexão, saber utilizar aplicativos ou conseguir resolver problemas técnicos sem ajuda.

Essa diferença aparece entre quem ficou fora da internet: 66,5% dos idosos que não a utilizaram apontaram não saber usar como principal motivo. O dado sugere que ampliar o acesso físico a aparelhos e redes não basta. Orientação prática, linguagem simples e apoio paciente podem ser necessários para transformar conectividade em uso cotidiano.

Para que os idosos usam a internet?

Entre os usuários, conversar por chamadas de voz ou vídeo foi a finalidade mais citada, alcançando 95,3% em 2025, segundo os números mencionados na reportagem. O dado destaca uma função concreta da tecnologia: manter contato com familiares e outras pessoas, inclusive quando a distância ou a mobilidade tornam encontros presenciais mais difíceis.

Esse uso também pode ajudar a reduzir o isolamento, mas não substitui por si só a convivência presencial nem resolve todas as barreiras de acesso. A qualidade da conexão, a familiaridade com o aparelho, a audição, a visão e a facilidade de leitura podem influenciar a experiência de cada pessoa. Por isso, ensinar a fazer uma chamada, salvar contatos importantes e reconhecer mensagens suspeitas pode ser mais útil do que apenas entregar um celular.

Como a tecnologia pode apoiar o cuidado em casa?

A reportagem descreve duas frentes na operação da Home Angels. A primeira reúne recursos conectados: botão de emergência disponível 24 horas em parceria com a TeleHelp, orientação médica por telefone e atendimento por telemedicina. A segunda envolve a presença de um cuidador supervisionado, que acompanha atividades e ajuda a adaptar o ambiente doméstico.

Esses serviços não devem ser interpretados como uma solução única para todas as necessidades, nem como substitutos automáticos de consultas, atendimento de urgência ou acompanhamento profissional. A utilidade de cada recurso depende das condições da pessoa, da cobertura disponível e de como o serviço funciona na prática. A reportagem não detalha, por exemplo, os critérios de atendimento, os custos ou a área de cobertura do botão de emergência.

Antes de contratar uma solução, familiares e idosos podem perguntar:

  • Quem recebe o alerta quando o botão é acionado e qual é o procedimento depois do chamado?
  • O serviço funciona em toda a residência ou depende de celular, internet ou outro equipamento?
  • Como é feito o atendimento por telefone ou telemedicina e em quais situações é indicado procurar um serviço de emergência?
  • Quais são os custos, as condições do contrato e os limites de cobertura?
  • Como os dados pessoais e as informações de saúde são protegidos?

Também é importante testar os aparelhos com a pessoa idosa e explicar, sem pressa, quando e como usar cada função. Um recurso só oferece apoio efetivo se estiver acessível, carregado quando necessário e compreendido por quem vai utilizá-lo.

Exercício para idosos: por que o acompanhamento importa?

Na frente presencial descrita pelo Terra.com.br, o cuidador supervisionado ajuda a viabilizar exercícios dentro dos limites definidos por um profissional de saúde e a ajustar o ambiente da residência. A atividade física pode fazer parte de uma rotina de cuidado, mas o tipo e a intensidade precisam considerar as condições individuais. Não há um exercício único adequado para todas as pessoas com mais de 60 anos.

Quem pretende retomar o movimento deve conversar com um profissional de saúde, especialmente se tiver doenças crônicas, dor, limitações de mobilidade ou estiver há muito tempo sem se exercitar. A orientação profissional ajuda a definir atividades compatíveis com a situação de cada pessoa; o cuidador, quando presente, pode apoiar a rotina e observar necessidades, sem substituir a avaliação clínica.

Em casa, medidas simples podem contribuir para um ambiente mais seguro: manter os caminhos desobstruídos, deixar objetos de uso frequente ao alcance e garantir iluminação adequada. A adaptação deve respeitar as necessidades do morador e, quando envolver mudanças relevantes ou equipamentos, pode exigir orientação especializada. O acompanhamento presencial não elimina todos os riscos, mas pode ajudar a perceber obstáculos e organizar a rotina com mais atenção.

O que os números significam para famílias e cuidadores?

Os dados apontam para uma combinação de necessidades: acesso a dispositivos, aprendizado digital, contato humano e apoio presencial. Para famílias, isso significa que a escolha de uma solução de cuidado não deve se limitar a perguntar se há tecnologia disponível. É útil verificar se a pessoa consegue utilizá-la, se sabe a quem recorrer em caso de dúvida e se existe um plano de apoio compatível com sua rotina.

Uma abordagem prática pode começar por identificar as tarefas que a pessoa deseja fazer com mais autonomia — como falar com parentes por vídeo ou pedir ajuda — e ensinar uma função de cada vez. Instruções escritas em letras legíveis, contatos importantes salvos no aparelho e demonstrações repetidas podem facilitar o aprendizado. A pessoa idosa deve participar das decisões, em vez de ter a tecnologia instalada sem explicação ou consentimento.

O avanço da conexão entre pessoas com 60 anos ou mais é relevante, mas o indicador de dificuldade de uso mostra que inclusão digital também depende de suporte. A tecnologia pode aproximar familiares e ampliar canais de orientação; o cuidado presencial, por sua vez, pode apoiar atividades e adaptações em casa. A escolha entre recursos deve levar em conta as necessidades reais da pessoa, e não a ideia de que um dispositivo, sozinho, resolve o cuidado.

Perguntas frequentes

Qual proporção de pessoas com 60 anos ou mais usou a internet em 2025?

Segundo o levantamento do IBGE citado na reportagem, 74,5% dos brasileiros nessa faixa etária utilizaram a internet em 2025. O grupo teve aumento de 4,4 pontos percentuais em relação ao ano anterior.

Qual é a principal barreira de acesso digital entre idosos?

Entre os idosos que não usaram a internet no período pesquisado, 66,5% disseram que não sabiam utilizar. O resultado aponta a importância de orientação e apoio, além da disponibilidade de aparelhos e conexão.

Qual é o uso mais citado da internet por esse público?

Conversar por chamadas de voz ou vídeo foi a finalidade mais informada, mencionada por 95,3% dos usuários da internet em 2025, de acordo com os dados apresentados na reportagem.

Um botão de emergência substitui o atendimento médico?

Não se deve presumir isso. O funcionamento e os limites variam conforme o serviço; é importante confirmar com o fornecedor como os alertas são atendidos e quando é necessário acionar os serviços de emergência.

Idosos podem começar a se exercitar sem avaliação?

O tipo e a intensidade da atividade devem respeitar as condições individuais. Quem tem dúvidas, limitações ou problemas de saúde deve buscar orientação de um profissional de saúde antes de retomar os exercícios.

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Yuri Augusto
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Yuri Augusto

Yuri Augusto Jornalista e entusiasta de inovação digital, Yuri acompanha de perto as principais movimentações do mercado, economia e tecnologia. Com foco em traduzir informações complexas em análises acessíveis, é o responsável por trazer os conteúdos mais relevantes e em primeira mão para os leitores do GCBS News.

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