O meia Jorginho, do Flamengo, anunciou uma parceria com a Jungle, marca de reposição de eletrólitos e isotônicos naturais pertencente à Positive Co. O acordo, divulgado nesta semana, integra uma estratégia mais ampla da empresa de aproximar sua proposta de hidratação do futebol brasileiro de alto rendimento, depois de iniciar a movimentação no esporte em 2025 com o Internacional, conforme reportado pelo portal Terra.com.br.
A entrada do jogador como parceiro institucional ocorre no mesmo período em que a Jungle ampliou seu portfólio no país, passando a integrar também a rotina de hidratação de Flamengo, Ceará e Fortaleza. O movimento acompanha uma transformação nos bastidores do esporte: a preparação física deixou de se limitar a treinos e jogos e passou a incorporar decisões cotidianas sobre alimentação, sono e, especialmente, hidratação.
Como a Jungle entrou no futebol brasileiro
A presença da Jungle no futebol nacional é recente, mas tem avançado em ritmo acelerado. Em 2025, a empresa firmou acordo com o Sport Club Internacional, que se tornou o primeiro clube de seu portfólio no Brasil. Segundo informações divulgadas pela própria marca e reproduzidas pelo portal Terra.com.br, a proposta inicial era oferecer uma alternativa de hidratação baseada em eletrólitos, formulação clean label — sem corantes, aromatizantes ou aditivos artificiais — e ingredientes de qualidade superior.
A partir desse primeiro movimento, a marca passou a mirar outros clubes e profissionais do esporte de alto rendimento. Hoje, além do Internacional, fazem parte da lista Flamengo, Ceará e Fortaleza, formando um mosaico que inclui equipes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro.
A escolha de clubes em diferentes regiões e divisões sugere uma estratégia de cobertura nacional, aproveitando a relevância de cada agremiação em seu mercado regional para consolidar a marca junto a torcedores e consumidores locais.
Por que Jorginho topou o acordo
Em comunicado à imprensa, o meia do Flamengo explicou que a decisão de selar a parceria ocorreu de forma orgânica, depois de identificar na proposta da Jungle valores alinhados à sua rotina de preparação. Para o jogador, o rendimento em campo é reflexo direto dos cuidados mantidos fora dos gramados.
"No futebol, a gente sabe que performance não depende só do que acontece dentro de campo, mas também dos cuidados que você tem no dia a dia. Quando conheci a proposta da Jungle, vi que existia essa preocupação com qualidade e bem-estar, então foi uma parceria que aconteceu de forma bem natural", afirmou Jorginho.
A fala do atleta reforça uma tendência observada nos departamentos médicos e de nutrição dos grandes clubes: a hidratação deixou de ser vista apenas como um complemento pós-treino e passou a ser tratada como peça-chave do planejamento diário. Jogos sob calor intenso, sequência de partidas e viagens constantes são alguns dos fatores que elevaram a importância de reposição adequada de sais minerais e líquidos.
O que diz a Positive Co., dona da Jungle
Rodrigo Carvalho, CEO da Positive Co., responsável pela Jungle, comentou que a preparação dos atletas envolve cada vez mais decisões que vão além do treinamento em si. Para o executivo, a hidratação ganhou importância estratégica no cenário atual do esporte, não apenas do ponto de vista fisiológico, mas também comercial, à medida que jogadores e clubes passaram a dialogar mais abertamente sobre rotinas de cuidado com o corpo.
A fala do CEO da Positive Co. está alinhada a um movimento global de crescimento do mercado de bebidas funcionais e esportivas, impulsionado por consumidores que buscam alternativas mais saudáveis a refrigerantes e isotônicos tradicionais. Marcas com apelo "natural", "sem aditivos" e "clean label" encontraram nesse nicho uma fatia relevante de público, especialmente entre praticantes de atividade física e adeptos de的生活方式 ativos.
Hidratação virou questão estratégica no esporte
A evolução da ciência do exercício nas últimas décadas reposicionou a hidratação no centro da performance esportiva. Estudos da área de medicina esportiva indicam que perdas de apenas 2% do peso corporal em água podem comprometer o rendimento em até 20%, alterando capacidade aeróbica, concentração e resposta neuromuscular. Em modalidades coletivas como o futebol, onde a exigência física é alternada com decisões cognitivas rápidas, o impacto pode ser ainda mais sensível.
No Brasil, onde temperaturas elevadas e alta umidade relativa do ar são frequentes em boa parte do calendário, a questão ganha contornos específicos. Clubes de regiões Norte e Nordeste costumam adaptar rotinas de hidratação não apenas em treinos, mas também em deslocamentos, hospedagens e concentrações pré-jogo. É nesse contexto que empresas como a Jungle buscaram construir suas propostas de valor.
Para além dos atletas profissionais, a estratégia de comunicação das marcas de hidratação esportiva costuma mirar consumidores amadores, frequentadores de academias, ciclistas e corredores — um público amplo que se identifica com a performance de atletas de elite e busca reproduzir parte dessas rotinas.
O que muda para o consumidor brasileiro?
A expansão da Jungle em parceria com clubes e jogadores de visibilidade nacional tende a ampliar a oferta de bebidas isotônicas e repositores de eletrólitos nas prateleiras brasileiras, especialmente em redes de supermercado, lojas de suplementos e plataformas de e-commerce. Para o consumidor, isso pode significar:
- Maior variedade de produtos com apelo natural e clean label, em um segmento historicamente dominado por marcas tradicionais com fórmulas que incluem corantes e aromatizantes artificiais.
- Acesso facilitado a produtos antes restritos a determinados nichos, como atletas profissionais e praticantes de atividades de alta intensidade.
- Maior concorrência de preços no segmento de bebidas funcionais, à medida que novas marcas disputam espaço nas gôndolas.
A estratégia também se conecta a uma mudança de comportamento do consumidor brasileiro, que nos últimos anos passou a ler mais rótulos, reduzir o consumo de ultraprocessados e buscar alternativas com listas de ingredientes mais enxutas. Marcas que se posicionam nesse filão tendem a ganhar tração junto a esse perfil de público.
Próximos passos da Jungle no futebol
Embora a marca ainda não tenha detalhado publicamente quais serão os próximos clubes ou atletas a integrar seu portfólio no Brasil, o ritmo de expansão em 2025 — com quatro clubes e ao menos um jogador de grande exposição midiática em pouco mais de um ano — sugere que novos anúncios podem surgir ao longo da temporada.
A escolha de Jorginho como parceiro, em particular, não parece casual. O jogador chega ao Flamengo após passagem pela Seleção Brasileira e por clubes europeus, o que amplia o alcance da marca junto a torcedores de diferentes perfis e mercados. Caso a estratégia se mantenha, é plausível que a Jungle siga diversificando suas parcerias para além do eixo Rio-São Paulo, mirando também regiões onde o futebol tem forte identidade cultural.
Por ora, o acordo se inscreve em um movimento mais amplo do marketing esportivo brasileiro, que nos últimos anos viu crescer o número de empresas de nutrição, hidratação e bem-estar buscando associação com atletas e clubes como forma de credibilidade junto ao consumidor final.
Perguntas frequentes
Quem é Jorginho, jogador do Flamengo?
Jorginho Frello é um meio-campista brasileiro que atua pelo Flamengo. Ao longo da carreira, defendeu clubes da Europa e integrou convocações da Seleção Brasileira, sendo uma das peças de meio-campo em atividade no futebol nacional.
O que é a Jungle?
A Jungle é uma marca de reposição de eletrólitos e isotônicos naturais pertencente à Positive Co. A empresa trabalha com formulação clean label, sem corantes, aromatizantes ou aditivos artificiais em seus produtos.
Quais clubes brasileiros já têm parceria com a Jungle?
Até o momento, a Jungle possui parceria com Internacional, Flamengo, Ceará e Fortaleza, sendo o Internacional o primeiro clube do portfólio nacional da marca, a partir de 2025.
Por que a hidratação é importante para atletas de futebol?
A hidratação adequada é essencial para manter o equilíbrio eletrolítico, a temperatura corporal e o desempenho físico e cognitivo durante treinos e jogos. Perdas hídricas superiores a 2% do peso corporal podem reduzir significativamente o rendimento esportivo.
A parceria entre Jorginho e a Jungle é exclusiva?
As informações divulgadas até o momento não detalham cláusulas de exclusividade. O que se sabe é que o jogador passou a integrar a estratégia da marca no futebol brasileiro, sem confirmação oficial sobre eventuais restrições a parcerias com concorrentes.
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