A terceira edição do Metrópoles Catwalk chegou ao fim na sexta-feira passada (18/9), após cinco dias de desfiles, encontros profissionais e lançamentos que transformaram a Arena Mané Garrincha, em Brasília, em um grande palco para a moda nacional. Pela primeira vez realizado no estádio, o evento reuniu mais de 30 marcas e etiquetas brasileiras, além de modelos, estilistas e convidados, consolidando-se como um dos principais termômetros da produção de moda fora do eixo Rio-São Paulo.
O que foi o Metrópoles Catwalk 2025 e por que a edição chamou atenção
O Metrópoles Catwalk é um projeto do portal Metrópoles dedicado a promover a indústria da moda no Distrito Federal e no entorno. Segundo a cobertura do próprio Metrópoles.com, a terceira edição ocupou pela primeira vez a Arena Mané Garrincha — estádio multiuso conhecido por receber jogos de futebol, shows e grandes eventos — em um movimento que amplia a ambição do evento e o aproxima do público em grande escala.
A mudança de endereço não foi apenas cenográfica. Levar um evento de moda para dentro de um equipamento esportivo desse porte sinaliza a tentativa de tirar a passarela do circuito tradicional e inseri-la no cotidiano do brasiliense, transformando o estádio em um espaço temporário de criação, varejo e relacionamento entre marcas e consumidores.
Como foi a abertura do evento
A noite inaugural reuniu um dos nomes mais conhecidos da passarela brasileira. A modelo Yasmin Brunet abriu a programação e desfilou para duas etiquetas: Zinc Complements e Biruta. A presença dela no casting ajudou a dar visibilidade midiática ao primeiro dia e a reforçar a proposta de misturar nomes de expressão nacional com marcas regionais.
Também na abertura, a modelo Vivi Orth cruzou a passarela pela etiqueta Sacramound Letícia Gonzaga, ampliando o leque de representatividade no lineup da primeira noite.
Jhona Burjack: o rosto brasiliense da edição
Um dos destaques da cobertura do Metrópoles.com foi o modelo Jhona Burjack, natural de Brasília, que participou do Metrópoles Catwalk pela segunda edição consecutiva. Na segunda-feira (15/9), ele integrou os desfiles das marcas Meu Kimô e do coletivo Tela Ambulante. Na sexta-feira de encerramento (18/9), voltou à passarela pelas etiquetas Erica Rosa e Vitor Cunha.
A trajetória de Burjack no evento é representativa de uma tendência que a própria organização do Catwalk procura estimular: dar espaço a modelos da região, muitas vezes em início de carreira, dividindo a passarela com nomes mais consolidados do cenário nacional.
A estreia da Meu Kimô e o uso da dança na passarela
Entre as marcas que estrearam no Metrópoles Catwalk nesta terceira edição, a Meu Kimô chamou atenção por dois motivos. O primeiro foi a proposta estética: peças inspiradas na elegância atemporal dos quimonos e na arte contemporânea brasileira, criando um diálogo entre o vestuário de origem japonesa e a produção cultural nacional.
O segundo diferencial foi a incorporação de uma apresentação de dança ao desfile. Em vez de restringir a apresentação ao caminhar tradicional das modelos, a marca apostou em uma linguagem cênica para reforçar o conceito da coleção. O recurso, cada vez mais usado por estilistas brasileiros em busca de identidade autoral, aproxima o desfile de uma performance e ajuda o público a assimilar a narrativa por trás das peças.
Mais de 30 marcas e o mosaico da moda brasileira
Ao longo dos cinco dias, mais de 30 etiquetas desfilaram na Arena Mané Garrincha. O número, divulgado pela organização do evento, evidencia o tamanho do circuito que se formou em torno do Metrópoles Catwalk e a diversidade de propostas que a moda brasileira abriga: do streetwear autoral a coleções com pegada conceitual, passando por ateliês pequenos e marcas já estabelecidas.
Para o consumidor brasiliense, o efeito prático é direto. Eventos desse porte funcionam como uma vitrine regional, permitindo que o público local conheça coleções e estilistas que, em outra circunstância, só seriam vistos em capitais como São Paulo ou Rio de Janeiro, onde ocorrem a São Paulo Fashion Week e o Rio Fashion Week, principais semanas de moda do país.
Por que realizar uma semana de moda em Brasília
Brasília tem características próprias que influenciam a forma como a moda acontece na cidade. Diferentemente de polos consolidados como São Paulo — com seu parque têxtil e distritos industriais — ou do Rio de Janeiro — com forte ligação com o beachwear e a moda de luxo —, a capital federal se apoia em um ecossistema de pequenos e médios ateliers, além de marcas que dialogam com o funcionalismo público, a vida universitária e o comércio regional.
Eventos como o Metrópoles Catwalk preenchem uma lacuna importante: criam um calendário próprio, dão ritmo à atividade econômica do setor e funcionam como ponto de encontro entre estilistas, lojistas, imprensa e consumidores. A escolha da Arena Mané Garrincha como sede reforça essa intenção de escala.
Repercussão e o que esperar da próxima edição
Ainda sem confirmação oficial sobre datas da próxima edição, o encerramento desta terceira edição costuma ser seguido por um período de avaliações internas e reuniões com marcas parceiras para definir o calendário do ano seguinte. O histórico do evento mostra que a cada edição houve aumento no número de etiquetas participantes e maior procura por parte de modelos da região, o que tende a se repetir em 2026 caso a tendência se mantenha.
Para acompanhar desdobramentos, calendários de semanas de moda brasileiras e lançamentos do setor, o leitor pode acompanhar a cobertura contínua de veículos especializados, como o portal Metrópoles, e também do GCBS NEWS.
Perguntas frequentes sobre o Metrópoles Catwalk
O que é o Metrópoles Catwalk?
É um evento de moda promovido pelo portal Metrópoles que reúne marcas, modelos e estilistas em Brasília, com desfiles, lançamentos e ações voltadas ao público e ao trade da moda.
Quando e onde aconteceu a terceira edição?
A terceira edição ocorreu entre segunda-feira (15/9) e sexta-feira (18/9) de 2025, pela primeira vez na Arena Mané Garrincha, em Brasília.
Quantas marcas participaram?
Segundo a organização do evento, mais de 30 marcas e etiquetas nacionais desfilaram ao longo dos cinco dias de programação.
Quem foram alguns dos destaques da passarela?
Entre os nomes citados na cobertura do Metrópoles.com estão a modelo Yasmin Brunet, que abriu o evento, Vivi Orth e o modelo brasiliense Jhona Burjack, que participou pela segunda edição consecutiva.
O evento é aberto ao público?
O Metrópoles Catwalk é um evento voltado à indústria e à imprensa, mas costuma ter ações abertas, como ativações de marca e presenças de convidados. Cada edição define previamente o formato de acesso ao público.
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