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Multibanco + Perto instala SmartPOS em Tó, Portugal

Rede de multibanco dá passo maior no varejo: implantação do SmartPOS em Tó visa ampliar pagamentos no dia a dia dos comerciantes locais.

Multibanco + Perto instala SmartPOS em Tó, Portugal

Um projeto piloto de acesso a serviços bancários em localidades com pouca oferta de atendimento começou nesta segunda-feira em Portugal, com a instalação de um novo terminal em uma freguesia do concelho de Mogadouro (distrito de Bragança). Segundo o portal Sapo.pt, a iniciativa “Multibanco + Perto” (desenvolvida pelo Governo em parceria com o Banco de Portugal, a SIBS e a Associação Nacional de Freguesias — ANAFRE) busca aproximar dinheiro e serviços essenciais de populações que vivem em zonas isoladas e sem caixas Multibanco por perto.

O primeiro equipamento foi instalado na freguesia de Tó. A proposta, conforme o Ministério da Economia e da Coesão Territorial, é usar terminais digitais SmartPOS capazes de realizar grande parte das operações típicas das caixas Multibanco, reduzindo a necessidade de deslocamentos longos até um banco ou a um posto de atendimento.

O que é o “Multibanco + Perto” e por que ele está começando em Bragança?

O “Multibanco + Perto” é um piloto para levar serviços bancários a freguesias onde o acesso a caixas eletrónicas ou outros pontos de atendimento é limitado. Segundo o Sapo.pt, o lançamento ocorre em Bragança, descrito como o distrito mais afetado pela falta de serviços bancários.

Na prática, o projeto tenta responder a um problema recorrente em regiões menos urbanizadas: para sacar dinheiro, pagar contas ou consultar informações básicas da conta, muitas pessoas acabam dependendo do deslocamento até cidades maiores. Ao levar um equipamento para a própria freguesia, a medida pretende tornar o atendimento mais “local” e reduzir barreiras de mobilidade.

O terminal é mesmo um “Multibanco”?

Não é exatamente uma caixa eletrónica tradicional. De acordo com a informação divulgada, os SmartPOS combinam funções de um terminal de pagamento (POS) com um sistema operativo — normalmente Android — e permitem rodar aplicações para disponibilizar serviços adicionais.

Segundo o Ministério da Economia e da Coesão Territorial, os terminais digitais foram desenhados para abranger cerca de 90% das operações habitualmente feitas nas caixas Multibanco. Ou seja, a ideia é manter a maior parte das tarefas do dia a dia que costumam ser resolvidas em caixas eletrónicas, mas com tecnologia mais flexível e com instalação em pontos selecionados.

Quais serviços os SmartPOS devem oferecer?

Conforme o Sapo.pt e a descrição do Ministério, os equipamentos permitem:

  • Levantamento (saque) de dinheiro;
  • Pagamentos de serviços, como contas de luz;
  • Pagamentos ao Estado;
  • Carregamento de telemóveis;
  • Carregamento de títulos de transporte;
  • Consulta de saldos e movimentos (histórico/transações).

Esse conjunto de funções é relevante para quem precisa resolver questões financeiras sem depender de agências bancárias com horários restritos ou de deslocamentos longos. Em termos de experiência do usuário, o ponto-chave é que tarefas comuns — como pagar uma conta e verificar saldo — ficam disponíveis no território.

Quando e onde o piloto vai expandir?

Após o arranque em Tó (Mogadouro), o projeto deve ampliar a instalação de terminais ao longo da mesma semana em outras freguesias. Segundo o Sapo.pt, os equipamentos também ficarão disponíveis em localidades do concelho de Mértola, em Beja, incluindo São Miguel do Pinheiro, São Pedro de Solis e São Sebastião dos Carros.

Além dessas, a expansão imediata citada inclui Espírito Santo e Santana de Cambas. O Sapo.pt também indica que, depois, os terminais estarão na Coriscada, em Mêda (distrito da Guarda).

O cronograma apresentado pela fonte cobre apenas o “próximos passos” em curto prazo (esta semana e localidades específicas). Para etapas posteriores e critérios de seleção de novas freguesias, ainda não há detalhes adicionais no material de referência.

O que motivou o “Multibanco + Perto”?

Embora o texto de referência não traga uma lista de causas em detalhe, é possível entender o contexto a partir do próprio desenho do projeto: aproximar serviços bancários de centenas de milhares de portugueses, especialmente em zonas com infraestrutura limitada.

Quando um território não tem caixas Multibanco ou pontos de atendimento bancário próximos, a consequência prática tende a ser:

  • Mais dependência de terceiros para movimentar dinheiro e pagar contas;
  • Deslocamentos mais longos para tarefas simples (saque, consulta, pagamento);
  • Maior dificuldade para idosos e pessoas com mobilidade reduzida;
  • Risco de atraso em pagamentos e rotinas financeiras por falta de acesso local.

Ao usar SmartPOS, o projeto aposta em uma solução com maior capacidade de adaptação do que uma caixa eletrónica fixa, além de permitir a inclusão de serviços como carregamentos e pagamentos específicos.

Como essa tecnologia funciona (e por que ela é diferente de um POS comum)?

O texto de referência explica que os SmartPOS são “terminais de pagamento inteligentes” que combinam funções de um terminal de pagamento eletrónico tradicional (POS) com um sistema operativo, normalmente Android, para executar aplicações e disponibilizar serviços adicionais.

Em termos jornalísticos, isso significa que o equipamento não se limita a uma única finalidade. Ele pode, conforme a configuração e as aplicações disponíveis, oferecer:

  • operações associadas ao uso de caixas eletrónicas (como saque e consulta);
  • operações associadas ao pagamento (como pagar serviços e ao Estado);
  • serviços complementares (como carregamento de telemóveis e títulos de transporte).

Essa combinação amplia o “valor” do ponto instalado na freguesia, reduzindo a necessidade de múltiplos caminhos para resolver questões do dia a dia.

Impacto para quem vive em zonas isoladas

Mesmo sem números adicionais no material de referência, o objetivo declarado — levar acesso bancário essencial a áreas sem caixas próximas — já sugere um ganho direto de autonomia. Para o cidadão, a mudança não é abstrata: é poder resolver operações rotineiras sem precisar ir a uma cidade maior.

Na rotina, isso costuma afetar principalmente:

  • Pagamento de contas em dia (como serviços de utilidade pública);
  • Gestão do dinheiro (saldo e movimentos);
  • Transporte e comunicação (carregamento e títulos de transporte);
  • Pagamentos ao Estado (quando aplicável à necessidade do cidadão).

É também uma resposta ao desafio de inclusão financeira, que ganha força quando se considera a distribuição desigual de serviços em países com regiões rurais e remotas.

O que observar nos próximos passos do piloto?

Como se trata de projeto piloto, a avaliação tende a incluir disponibilidade do equipamento, estabilidade operacional e adesão da população ao serviço. Entretanto, o material de referência não traz critérios de medição nem uma data para conclusão.

Para quem acompanha a iniciativa, alguns pontos devem ficar no radar:

  • Tempo de implementação e expansão para novas freguesias;
  • Quais operações de fato ficam disponíveis em cada local (o texto menciona 90% das operações, mas não lista variações por freguesia);
  • Experiência do usuário (especialmente para públicos que não usam tecnologia diariamente);
  • Suporte e manutenção do equipamento no território.

Se houver atualizações oficiais sobre resultados e extensão do projeto, elas devem ser acompanhadas nas comunicações do Governo e das entidades parceiras citadas pelo Sapo.pt.

Perguntas frequentes

O projeto “Multibanco + Perto” já começou?

Sim. Segundo o portal Sapo.pt, o piloto começou nesta segunda-feira com a instalação do primeiro terminal na freguesia de Tó, em Mogadouro.

Quais serviços o terminal deve permitir?

De acordo com o Ministério mencionado no texto de referência, o equipamento deve permitir saque, pagamentos de serviços e ao Estado, carregamento de telemóveis e títulos de transporte, além de consulta de saldos e movimentos.

Onde os terminais vão ficar disponíveis além de Bragança?

A fonte indica, para a mesma semana, freguesias do concelho de Mértola (Beja) e depois a Coriscada, em Mêda (distrito da Guarda). Ainda sem detalhes sobre uma lista completa e datas além dessas localidades.

O SmartPOS funciona como uma caixa Multibanco tradicional?

Ele foi descrito como capaz de realizar cerca de 90% das operações típicas das caixas Multibanco, mas com tecnologia SmartPOS (terminal inteligente com sistema operativo e apps).

Quem desenvolveu o projeto?

Conforme o Sapo.pt, o projeto é do Governo, em parceria com o Banco de Portugal, a SIBS e a ANAFRE.

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Yuri Augusto

Yuri Augusto Jornalista e entusiasta de inovação digital, Yuri acompanha de perto as principais movimentações do mercado, economia e tecnologia. Com foco em traduzir informações complexas em análises acessíveis, é o responsável por trazer os conteúdos mais relevantes e em primeira mão para os leitores do GCBS News.

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