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Onimusha retorna após 20 anos estrelando Miyamoto Musashi

Duas décadas depois, a lâmina amaldiçoada do lendário espadachim enfrenta hordas de demônios em gráficos de última geração.

Onimusha retorna após 20 anos estrelando Miyamoto Musashi

A Capcom, uma das mais tradicionais desenvolvedoras de jogos eletrônicos do Japão, vive em 2026 um dos anos mais marcantes de sua trajetória. Depois de estrear o ano com o estrondoso sucesso de Resident Evil: Requiem — nono capítulo numerado da franquia de terror que já ultrapassou a marca de 8 milhões de cópias vendidas em todo o mundo — e de apresentar Pragmata, aventura original de ficção científica protagonizada por um astronauta e uma garota-robô com poderes de hacker, o estúdio fecha o segundo semestre com mais um título de peso: Onimusha: Way of the Sword.

Segundo o portal Abril.com.br, o novo jogo marca o retorno de uma série clássica de ação com samurais e demônios inspirada na mitologia japonesa, que não ganhava um episódio inédito havia mais de duas décadas. A proposta reacende um filão caro aos fãs de games eletrônicos de combate com espadas e transporta para os dias atuais uma herança visual e narrativa que marcou a história do PlayStation 2.

Um 2026 raro para a Capcom: três jogos de grande porte no mesmo ano

Não é comum que uma produtora com mais de quarenta anos de história, conhecida por franquias gigantes como Street Fighter, Monster Hunter e Devil May Cry, consiga emplacar três lançamentos próprios com forte repercussão em um único exercício. Em 2026, a Capcom conseguiu isso ao apostar em frentes bem diferentes entre si.

  • Resident Evil: Requiem — sequência direta da saga de terror que consagrou a empresa nos anos 1990 e segue entre as mais vendidas da história.
  • Pragmata — propriedade intelectual original ambientada no espaço, que mistura exploração, puzzles e combate.
  • Onimusha: Way of the Sword — retorno de uma franquia parada desde 2006 e relançada de forma remasterizada em 2019.

O conjunto evidencia uma estratégia de diversificação: enquanto Resident Evil continua sendo carro-chefe comercial, títulos como Pragmata ampliam o portfólio de IPs próprias, e Onimusha explora o filão nostálgico que costuma gerar forte engajamento entre jogadores de longa data.

O que é Onimusha: Way of the Sword?

Como explicou a reportagem da Abril, Onimusha: Way of the Sword é um jogo de ação com samurais ambientado em um Japão do início do século XVII infestado por criaturas demoníacas inspiradas no folclore nipônico. O protagonista é Miyamoto Musashi, lendário espadachim que de fato existiu e se tornou figura recorrente da cultura pop mundial — presente em livros, filmes, mangás e em dezenas de outros jogos eletrônicos.

A jogabilidade mantém a fórmula original da série: duelos de espada contra hordas de demônios e chefes gigantescos. A grande diferença é que, agora, os combates foram repensados para funcionar como verdadeiros "quebra-cabeças em movimento", nos quais o herói combina golpes de katana com uma série de poderes mágicos concedidos por uma manopla mística. Esses artifícios ampliam as possibilidades de leitura das lutas e exigem que o jogador encontre padrões nos ataques inimigos antes de contra-atacar.

Por que o retorno da franquia é um marco após mais de 20 anos?

Lançado originalmente em 2001 no PlayStation 2, Onimusha: Warlords foi criado pelo produtor Keiji Inafune, o mesmo nome por trás do ressurgimento de Resident Evil e da franquia Mega Man. A série chegou a vender mais de 8 milhões de cópias no total, somando os três jogos principais — Warlords (2001), Samurai's Destiny (2002) e Demon Siege (2004) —, além de aventuras portáteis para Game Boy Advance.

O intervalo entre Demon Siege e Way of the Sword supera duas décadas, período mais longo do que o hiato de Resident Evil entre Code: Veronica (2000) e Resident Evil 4 (2005). Na prática, isso significa que boa parte do público atual nunca jogou um título inédito da série, embora tenha encontrado uma porta de entrada no remaster Onimusha: Warlords, relançado em 2019 para PlayStation 4, Xbox One, Nintendo Switch e PC.

O retorno, portanto, não se apoia apenas na nostalgia: atende a uma geração que descobriu a franquia recentemente e a outra que esperava há anos por um capítulo novo. É um movimento calculado para reacender uma marca adormecida em momento de forte aquecimento do mercado global de games.

A homenagem a Toshiro Mifune e a tradição dos rostos reais

Um dos elementos mais marcantes de Onimusha sempre foi usar a aparência de atores reais como modelo para os heróis digitais. Em Way of the Sword, a Capcom recriou em computação gráfica o rosto do lendário ator japonês Toshiro Mifune (1920–1997), imortalizado em clássicos do cinema mundial como Yojimbo, Sanjuro e Rashomon, todos dirigidos por Akira Kurosawa.

Mifune morreu em 1997, mas sua presença estética segue sendo referência obrigatória quando se pensa em samurais no cinema. Reconstruir digitalmente seu rosto em 2026 é também um gesto de preservação de memória cultural, viabilizado pelos avanços da captura facial e da renderização em tempo real.

A escolha de Mifune não é apenas estética. Ela conecta a franquia à Era de Ouro do cinema japonês e reforça a ligação entre videogames e a sétima arte, relação que sempre fez parte da identidade visual da série.

No Brasil, a lembrança mais viva dessa tradição é o terceiro jogo da série, Onimusha 3: Demon Siege, lançado para PlayStation 2. Naquele capítulo, um dos personagens principais foi modelado a partir do ator francês Jean Reno, conhecido por filmes como Léon: O Profissional e Mississippi Burning. A versão brasileira do jogo fez enorme sucesso e segue citada por jogadores nostálgicos sempre que o assunto ressurge nas redes sociais.

Miyamoto Musashi: quem foi o espadachim que dá nome ao jogo

Vivido entre 1584 e 1645, Miyamoto Musashi foi um ronin — samurai sem mestre — que se tornou o duelista mais famoso da história do Japão. Sua técnica de combate com duas espadas, o Niten Ichi-ryū, e sua obra filosófica O Livro dos Cinco Anéis continuam sendo estudados em academias de artes marciais no mundo todo.

Musashi morreu em 1645, deixando um legado que atravessa séculos. No game, ele é envolvido em uma trama sobrenatural pouco depois de receber a misteriosa manopla que lhe concede os poderes necessários para enfrentar as hordas demoníacas. Pelo caminho, encontra versões ficcionais de figuras históricas, incluindo Sasaki Ganryū, seu rival real no duelo mais famoso da história japonesa: a batalha da ilha de Ganryūjima, ocorrida em 1612. Na vida real, Musashi venceu o combate com um golpe engenhoso usando um longo bastão de madeira.

Como funciona a jogabilidade na prática?

De acordo com a reportagem da Abril, o combate privilegia duelos de espada ritmados, nos quais o jogador precisa identificar padrões de ataque dos inimigos para executar defesas, contra-ataques e golpes finais devastadores. A manopla mística funciona como gatilho para magias especiais, que vão desde ataques elementais até invocações temporárias.

Entre os adversários esperados estão:

  • Onis e yokais menores, baseados em figuras clássicas do folclore japonês.
  • Criaturas colossais que funcionam como chefes de fase, exigindo leitura de cenário e mudança de postura.
  • Espadachins humanos como Sasaki Ganryū, que duelam no mesmo nível técnico do protagonista.

A direção artística aposta em cenários noturnos, florestas sombrias, templos em ruínas e castelos feudais, sempre atravessados por uma névoa que reforça o clima de horror sobrenatural. A trilha sonora combina instrumentos tradicionais japoneses com orquestração moderna, recurso já explorado em Ghost of Tsushima e na franquia Nioh.

O que esperar do lançamento e por que o público brasileiro deve prestar atenção

Para os jogadores do Brasil, o retorno de Onimusha tem um peso afetivo extra. Foi no país que o terceiro jogo se consolidou como clássico cult do PlayStation 2, especialmente por causa da participação de Jean Reno e da dublagem em português que marcou época. A possibilidade de revisitar a série com tecnologia atual reacende uma comunidade ativa em fóruns, grupos de Facebook e servidores de Discord dedicados a jogos retrô.

No cenário global, o título chega em um momento de ouro para jogos de ação ambientados no Japão feudal. Ghost of Tsushima, Sekiro: Shadows Die Twice, Like a Dragon: Ishin! e a série Nioh vêm demonstrando que existe demanda sólida e crescente por esse tipo de experiência, sobretudo entre jogadores ocidentais. A Capcom entra nesse mercado com a bagagem de quem já ajudou a definir o subgênero no início dos anos 2000.

A expectativa é que Way of the Sword sirva não apenas como o retorno de uma franquia, mas como uma ponte entre o público que cresceu jogando Onimusha no PS2 e a nova geração que descobriu o Japão feudal por meio de títulos mais recentes.

Perguntas frequentes

O que é Onimusha: Way of the Sword?

É o novo jogo de ação e aventura da Capcom estrelado pelo lendário espadachim Miyamoto Musashi, que enfrenta criaturas demoníacas no Japão do início do século XVII usando uma espada e uma manopla com poderes mágicos. Marca o retorno da série Onimusha após mais de 20 anos sem capítulos inéditos.

Quando o jogo foi lançado?

O título está previsto para o segundo semestre de 2026, conforme noticiado pelo portal Abril.com.br. A Capcom ainda não havia divulgado uma data exata no momento da publicação da reportagem original.

Por que o rosto do personagem se parece com o ator Toshiro Mifune?

Desde o primeiro jogo da franquia, lançado em 2001, a Capcom costuma modelar seus protagonistas com base em atores reais como homenagem ao cinema. Em Way of the Sword, o escolhido foi Toshiro Mifune, astro dos filmes de Akira Kurosawa, falecido em 1997. No Brasil, o exemplo mais lembrado é Onimusha 3, que tinha Jean Reno como modelo.

Onimusha: Way of the Sword é sequência de qual jogo?

O game se passa na mesma linha temporal dos títulos anteriores da série, iniciada em 2001 com Onimusha: Warlords e seguida por Samurai's Destiny (2002) e Demon Siege (2004). Não há, porém, ligação direta de história com os jogos antigos, funcionando como uma nova narrativa ambientada no mesmo universo.

Em quais plataformas o jogo estará disponível?

A Capcom ainda não havia confirmado a lista completa de plataformas na reportagem original, mas a tendência é que o título seja lançado para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC, padrão atual dos grandes lançamentos da empresa.

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Yuri Augusto
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Yuri Augusto

Yuri Augusto Jornalista e entusiasta de inovação digital, Yuri acompanha de perto as principais movimentações do mercado, economia e tecnologia. Com foco em traduzir informações complexas em análises acessíveis, é o responsável por trazer os conteúdos mais relevantes e em primeira mão para os leitores do GCBS News.

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