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Renan Lodi: "O Atlético não ficaria invicto o ano todo"

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Renan Lodi: "O Atlético não ficaria invicto o ano todo"

O lateral-esquerdo Renan Lodi reconheceu, em declarações após a derrota do Atlético por 2 a 0 para o São Paulo, no estádio Morumbis, neste sábado (5/9), que a invencibilidade de 14 jogos sob o comando do técnico Eduardo Domínguez chegou ao fim de forma inevitável. Para o jogador, o tropeço não representa uma crise, mas faz parte do calendário competitivo do Galo, que agora volta atenções para a Copa Sul-Americana.

Segundo o portal Terra.com.br, Lodi adotou tom resignado, mas confiante ao analisar o revés: "Faz parte essa derrota, a gente não ia ficar invicto o ano todo. Uma hora a sequência ia acabar, e aconteceu contra o São Paulo. Mas temos muita coisa pela frente. Esse é um dos campeonatos que estamos disputando e sabemos que é muito importante pontuar nele".

O fim de uma sequência histórica

A derrota no Morumbis encerrou uma marca consistente construída nas últimas rodadas: 14 partidas sem perder desde que Eduardo Domínguez assumiu o comando técnico do Atlético. O número é significativo dentro do Campeonato Brasileiro, onde o equilíbrio entre os clubes costuma ser maior do que nas fases de mata-mata.

Durante esse período, o Galo acumulou resultados que o recolocaram na briga por posições mais altas na tabela. A sequência interrompida ajudou o clube a se aproximar do grupo dos seis primeiros colocados, embora sem conseguir, até aqui, furar de fato a zona de classificação para a Copa Libertadores.

A postura de Renan Lodi ao comentar o revés evidencia maturidade. Em vez de lamentar excessivamente, o defensor lembrou que invencibilidades longas não costumam sobreviver a calendários cheios de jogos decisivos — uma realidade comum no futebol brasileiro, em que times costumam disputar simultaneamente Brasileirão, Copa do Brasil e competições continentais.

Onde o Atlético está na tabela do Brasileirão

Com a derrota para o São Paulo, o Atlético somou 36 pontos e permaneceu na oitava colocação ao fim da rodada. O resultado o impediu de assumir, mesmo que de forma provisória, uma das seis vagas da chamada zona de classificação para a fase de grupos da Libertadores, conhecida no meio esportivo como G-6.

Mesmo sem entrar no G-6, o clube não perdeu posição na rodada: o desempenho dos rivais diretos também não foi suficiente para ultrapassar a marca dos 36 pontos. Ainda assim, a distância para os clubes que ocupam as vagas mais nobres segue curta, o que mantém o campeonato aberto para as rodadas finais do returno.

Como funciona o G-6 no Brasileirão

O termo G-6 é uma abreviação usada por torcedores, jornalistas e clubes para designar os seis primeiros colocados do Campeonato Brasileiro da Série A. Esses times garantem vaga direta na fase de grupos da Copa Libertadores do ano seguinte, considerada o principal objetivo esportivo dos grandes clubes do país fora do título nacional.

Quando o campeonato chega às rodadas finais, a disputa pelo G-6 costuma envolver entre oito e dez clubes, já que a diferença de pontos entre as equipes intermediárias normalmente é pequena. Foi exatamente nessa faixa que o Atlético se manteve durante a maior parte do campeonato até agora.

Próximo compromisso: Sul-Americana contra o Santos

Logo após o duelo com o São Paulo, o Atlético muda completamente o foco para a Copa Sul-Americana. Na próxima quarta-feira (9/9), o Galo enfrentará o Santos na Vila Belmiro, em Santos (SP), pela partida de ida das quartas de final da competição continental.

A Sul-Americana é o segundo principal torneio de clubes da América do Sul, organizado pela Conmebol, e reúne equipes que não conseguiram classificação direta para a Libertadores. Para o Atlético, que disputa o torneio desde as fases iniciais, chegar às quartas de final já representa um avanço relevante em relação à temporada passada, mas o objetivo agora é a classificação para as semifinais.

O jogo da Vila Belmiro será apenas o primeiro dos dois confrontos que definem a vaga. Como o regulamento da Sul-Americana prevê que em mata-matas continentais não há critério de gol qualificado (o gol fora de casa deixou de ser vantagem), o segundo jogo decide a classificação sem precisar de empate em saldo. O Galo, por ter melhor campanha na fase de grupos, tem a vantagem de decidir a vaga em casa na partida de volta.

O calendário apertado do Galo nas próximas semanas

A sequência de jogos decisivos exige do Atlético Mineiro um esforço físico e tático importante. Depois do Santos pela Sul-Americana, o clube volta a campo pelo Brasileirão para enfrentar o Fluminense, em mais um compromisso de peso contra um adversário tradicional do futebol brasileiro.

Renan Lodi lembrou exatamente dessa alternância de torneios ao avaliar o momento: "Agora muda a chave outra vez, temos o Santos pela Sul-Americana, depois o Fluminense. Faz parte, a invencibilidade acabou, mas vamos seguir trabalhando".

O trecho mostra a mentalidade do elenco em priorizar competição por competição, sem permitir que o resultado negativo no Morumbis comprometa a confiança para os duelos seguintes. Esse tipo de gestão emocional é considerado fundamental por treinadores em clubes que disputam três frentes diferentes na mesma temporada.

O que a sequência interrompida diz sobre o trabalho de Domínguez

Eduardo Domínguez assumiu o comando do Atlético em um momento delicado da temporada, com o time oscilando entre resultados bons e performances abaixo do esperado. A reconstrução da confiança coletiva, normalmente, é uma das tarefas mais difíceis para um treinador em transição, e a marca de 14 jogos sem perder sugere que o argentino conseguiu imprimir ritmo competitivo ao grupo.

Treinadores que chegam a clubes grandes em meio ao campeonato costumam ser avaliados pela capacidade de rapidamente somar pontos e devolver estabilidade ao elenco. No caso de Domínguez, o retrospecto recente indica que o trabalho vinha sendo reconhecido internamente, mesmo com a derrota no Morumbis.

A expectativa da torcida mineira e da diretoria é que a manutenção desse nível de rendimento ao longo das próximas rodadas permita ao Atlético retornar ao G-6 e avançar na Sul-Americana — objetivos considerados factíveis segundo a tabela de classificação e o chaveamento do torneio continental.

Repercussão e próximos passos

No ambiente interno do clube, a derrota foi recebida com frieza. A avaliação predominante entre os jogadores é a de que o resultado adverso não anula o trabalho das últimas rodadas e que o próximo desafio, contra o Santos, já exige concentração total desde a preparação.

Para os torcedores, o fim da invencibilidade costuma gerar duas reações comuns: de um lado, a desconfiança após o primeiro resultado negativo; de outro, a expectativa de que a sequência interrompida seja imediatamente substituída por uma nova arrancada. Os próximos dois jogos — Santos pela Sul-Americana e Fluminense pelo Brasileirão — servirão como termômetro para medir o real impacto do tropeço no Morumbis.

A comissão técnica, por sua vez, deve preservar a base da equipe que vinha sendo utilizada, com possíveis ajustes pontuais em razão do desgaste físico e do tipo de adversário. A viagem a Santos, na próxima semana, será o primeiro teste de resiliência do Galo no novo ciclo.

Perguntas frequentes

Quantos jogos durou a invencibilidade do Atlético?

A invencibilidade do Atlético sob o comando de Eduardo Domínguez chegou a 14 jogos, encerrada com a derrota por 2 a 0 para o São Paulo no Morumbis, segundo o portal Terra.com.br.

Em que posição está o Atlético no Brasileirão?

Com a derrota, o Atlético ficou com 36 pontos e permaneceu na oitava colocação ao fim da rodada, sem entrar no G-6 que dá vaga na fase de grupos da Libertadores.

Qual é o próximo jogo do Atlético?

O próximo compromisso é contra o Santos, na Vila Belmiro, pela partida de ida das quartas de final da Copa Sul-Americana, na quarta-feira (9/9).

O que é o G-6 no Campeonato Brasileiro?

O G-6 é a abreviação usada para os seis primeiros colocados do Brasileirão, que conquistam vaga direta na fase de grupos da Copa Libertadores do ano seguinte.

Por que a invencibilidade acabou?

A sequência foi interrompida pela derrota por 2 a 0 para o São Paulo, no estádio Morumbis, neste sábado (5/9), resultado considerado inevitável pelo próprio elenco, segundo o portal Terra.com.br.

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Yuri Augusto
Escrito por
Yuri Augusto

Yuri Augusto Jornalista e entusiasta de inovação digital, Yuri acompanha de perto as principais movimentações do mercado, economia e tecnologia. Com foco em traduzir informações complexas em análises acessíveis, é o responsável por trazer os conteúdos mais relevantes e em primeira mão para os leitores do GCBS News.

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