Robô de resgate de telescópio espacial perde controle e começa a girar sem comando
A terça-feira, 28 de julho de 2026, começou com uma notícia preocupante para a comunidade espacial: um robô projetado para resgatar um telescópio espacial em órbita perdeu o controle e entrou em rotação descontrolada após uma série de falhas técnicas. Segundo o portal Olhardigital.com.br, o incidente foi confirmado pela NASA em conjunto com a empresa Katalyst Space Technologies, responsável pelo projeto.
De acordo com as informações divulgadas, a falha ocorre em um momento especialmente delicado para a comunidade astronômica. Nos últimos anos, várias missões de serviço a telescópios — como as famosas missões do ônibus espacial ao Hubble, encerradas em 2009 — deixaram de existir, tornando o reparo em órbita uma das áreas mais críticas e desafiadoras da engenharia espacial atual.
Especialistas ouvidos pelo setor apontam que manobras de aproximação e captura de satélites inativos são extremamente sensíveis, já que qualquer oscilação de trajetória pode comprometer tanto a plataforma científica quanto a missão de resgate. Ainda não há detalhes oficiais sobre o estado do telescópio afetado nem previsão de retomada do controle do robô — a NASA prometeu novas atualizações nos próximos dias.
NASA confirma retorno à Lua em 2028 e detalha planos para base lunar
Em meio ao revés com o robô espacial, a NASA aproveitou a terça-feira para reforçar um dos compromissos mais ambiciosos da década: a volta tripulada à Lua. A agência reafirmou que a missão Artemis II segue em fase final de preparação de sistemas, com janela de lançamento prevista para 2028, conforme noticiado pelo Olhar Digital.
O Artemis II é o segundo passo do programa Artemis e tem como objetivo principal levar astronautas em um voo tripulado ao redor da Lua — sem alunissagem, mas com testes cruciais dos sistemas de suporte à vida, comunicação e navegação em ambiente lunar. A missão antecede o Artemis III, que pretende realizar o primeiro pouso tripulado desde a Apollo 17, em 1972.
Além do marco simbólico, o programa Artemis foi desenhado para preparar terreno para uma base lunar permanente, com módulos de habitat, geração de energia e utilização de recursos locais — como o gelo encontrado em regiões polares da Lua, que pode ser convertido em água potável e combustível para foguetes.
Por que isso importa para o Brasil? O país participa indiretamente do programa por meio de acordos de cooperação com a NASA e com a Agência Espacial Europeia (ESA). Universidades e centros de pesquisa brasileiros, como o INPE, têm contribuído com estudos sobre regolito lunar e instrumentação científica, abrindo caminho para possível participação nacional em missões futuras.
Dados do rover Spirit, 20 anos depois, revelam vestígios de água em Marte
Uma das notícias mais celebradas do dia veio do planeta vermelho. Análises recentes de dados coletados pelo rover Spirit — que pousou em Marte em janeiro de 2004 e operou até 2010 — apontaram minerais associados à presença de água no passado marciano. Segundo o portal Olhardigital.com.br, o achado traz pistas importantes sobre a história geológica e climática do planeta.
O Spirit explorou a cratera Gusev, uma região que já foi considerada candidata a abrigar um antigo lago. Ao longo de sua missão, o rover identificou minerais sulfatos e sinais de alteração por água, mas novas técnicas de reanálise aplicadas aos dados brutos permitiram refinar a interpretação dos registros.
Esse tipo de "arqueologia de dados" é cada vez mais comum em missões espaciais: instrumentos atuais conseguem extrair informações que ultrapassam as capacidades dos algoritmos da época em que os dados foram coletados. No caso do Spirit, as novas leituras reforçam a hipótese de que Marte teve, bilhões de anos atrás, condições compatíveis com ambientes úmidos — um pré-requisito essencial para qualquer forma de vida microbiana.
Após um século de buscas, astrônomos anunciam possível estrela companheira de Betelgeuse
Uma das estrelas mais estudadas e fotografadas do céu ganhou um novo capítulo em sua história. Depois de quase cem anos de especulações, um grupo de astrônomos revelou fortes indícios da existência de uma estrela companheira orbitando Betelgeuse, a supergigante vermelha da constelação de Órion. O anúncio, divulgado nesta terça-feira (28), foi reportado pelo Olhar Digital.
Betelgeuse é uma das maiores e mais luminosas estrelas visíveis a olho nu, localizada a cerca de 642 anos-luz da Terra. Nos últimos anos, ela chamou atenção do público por um escurecimento incomum registrado entre 2019 e 2020, que levantou especulações sobre uma possível supernova — evento que, segundo os pesquisadores, ainda não deve ocorrer nos próximos milhares de anos.
A hipótese de uma estrela companheira não é nova: desde a década de 1980, astrônomos já sugeriam que Betelgeuse poderia fazer parte de um sistema binário. Os novos dados, obtidos com instrumentação de alta resolução e técnicas de imageamento avançadas, reforçam essa teoria. Caso confirmada, a descoberta ajudaria a explicar variações de brilho e comportamento da supergigante ao longo das décadas.
Júpiter "some" do céu: entenda o fenômeno de quarta-feira (29)
Já nesta quarta-feira (29), os brasileiros que costumam olhar para o céu à noite vão notar a ausência de um velho conhecido: Júpiter. O planeta atinge sua distância máxima da Terra e fica praticamente invisível, "desaparecendo" do firmamento por algumas semanas.
O fenômeno acontece quando a Terra e Júpiter ficam em lados opostos do Sol em relação ao nosso ponto de observação. Nessa configuração, chamada de conjunção solar, o planeta fica ofuscado pelo brilho do astro rei e se mistura ao clarão do amanhecer ou entardecer.
Como observar? Não é possível observar Júpiter a olho nu durante o período de conjunção, mas o planeta gradualmente volta a ser visível nas madrugadas nas semanas seguintes, deslocando-se para o céu leste antes do nascer do Sol. Aplicativos de astronomia, como Stellarium e Sky Map, ajudam a acompanhar o retorno.
O que esse conjunto de notícias revela sobre o momento atual da exploração espacial
As manchetes de 28 de julho formam um retrato fiel de uma fase de transição na exploração espacial. De um lado, fracassos e riscos técnicos — como o descontrole do robô de resgate — mostram que ir ao espaço continua sendo uma atividade de altíssimo risco. De outro, descobertas acumuladas ao longo de décadas seguem sendo reinterpretadas com tecnologia atual, gerando ciência nova a partir de missões aparentemente encerradas.
A retomada do programa lunar e a busca por sistemas estelares complexos também indicam que os próximos anos serão marcados por uma corrida internacional envolvendo não apenas os Estados Unidos, mas também China, Índia, Europa e Japão — cada qual com metas próprias de exploração tripulada e robótica.
Perguntas frequentes
O telescópio que o robô tentava resgatar é o Hubble?
A fonte não identifica nominalmente o telescópio espacial afetado. A NASA e a Katalyst Space divulgaram apenas que se trata de um telescópio em órbita, sem confirmar publicamente o nome do equipamento. Informações oficiais devem ser divulgadas nos próximos dias.
A missão Artemis II vai levar astronautas até a superfície da Lua?
Não. A Artemis II é uma missão tripulada de sobrevoo lunar, sem alunissagem. O pouso tripulado está previsto para a Artemis III, em data posterior ao voo de 2028.
O rover Spirit ainda funciona?
Não. O Spirit comunicou pela última vez com a Terra em março de 2010, após ficar preso em uma duna de areia. As novas descobertas foram possíveis graças à reanálise dos dados que ele enviou durante sua operação.
Betelgeuse vai explodir em breve?
Não há indicação disso. Embora Betelgeuse seja uma estrela candidata a supernova em escala astronômica — o que significa daqui a dezenas ou centenas de milhares de anos —, os astrônomos consideram improvável que o evento ocorra em vida humana.
Quando Júpiter volta a ser visível no céu brasileiro?
O planeta reaparece gradualmente nas madrugadas a partir de algumas semanas após a conjunção solar de 29 de julho, inicialmente baixo no horizonte leste, antes do nascer do Sol.
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