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TSE registra 14 candidatos à Presidência nas eleições 2026

Lista reúne nomes conhecidos do cenário político e postulantes que concorrerão pela primeira vez ao cargo executivo

TSE registra 14 candidatos à Presidência nas eleições 2026

Eleições 2026: TSE registra 14 candidatos à Presidência da República

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou 14 candidatos à Presidência da República para a disputa de 2026, conforme divulgado pelo portal Globo. A votação do primeiro turno acontece em 4 de outubro, das 8h às 17h no horário de Brasília, e mobilizará um eleitorado apto de 158.745.463 pessoas em todo o país. Caso nenhum dos postulantes atinja mais da metade dos votos válidos, a decisão será tomada no segundo turno, marcado para 25 de outubro.

Até a data da votação, no entanto, a lista de concorrentes pode sofrer alterações em função de decisões judiciais, renúncias, falecimentos ou impugnações. O TSE é o órgão responsável por processar os pedidos de registro e comunicar eventuais mudanças ao eleitorado em tempo hábil antes da impressão das urnas.

Como funciona o calendário das eleições gerais de 2026?

O calendário das eleições gerais segue a mesma lógica dos pleitos anteriores: voto em todo o território nacional no primeiro turno e disputa entre os dois candidatos mais votados na etapa seguinte, sempre que nenhum deles atingir maioria absoluta dos votos válidos. A definição de datas, horários e regras cabe ao TSE, que publica periodicamente os atos oficiais sobre o processo eleitoral.

A quantidade de candidatos registrados reflete a multiplicidade de partidos com direito a disputar a corrida presidencial após a janela partidária e o cumprimento das exigências legais para registro de chapa, como o número mínimo de assinaturas de apoio eleitoral ou a composição de federações.

Augusto Cury (Avante): psiquiatra bestseller estreia na corrida ao Planalto

Psiquiatra, autor e palestrante, Augusto Cury, de 67 anos, representará o Avante na corrida pela Presidência da República em 2026 — sua primeira participação efetiva em uma campanha eleitoral. Cury se tornou um dos escritores mais vendidos do Brasil nas últimas décadas, com obras dedicadas a temas como inteligência emocional, gestão da ansiedade, relacionamentos familiares e desenvolvimento pessoal. Seu livro "O Vendedor de Sonhos", por exemplo, foi adaptado para o cinema em 2016, o que ampliou seu alcance junto ao público leitor brasileiro.

A entrada de Cury na disputa é vista como uma tentativa do Avante de ampliar sua visibilidade nacional com um nome de forte apelo popular. Como vice na chapa, foi escolhido o ex-deputado federal Júlio Delgado (Avante-MG), de 59 anos, parlamentar com longa experiência no Congresso Nacional e originário de Minas Gerais, um dos estados mais relevantes do colégio eleitoral.

O que propõe o programa "O Brasil dos nossos sonhos"?

O plano de governo registrado por Cury leva o título "O Brasil dos nossos sonhos" e dialoga diretamente com os temas que o psiquiatra costuma abordar em suas palestras e livros. A linguagem adotada é acessível e próxima do público leitor de autoajuda, e as propostas concretas incluem a criação de um ministério dedicado exclusivamente ao empreendedorismo e a implantação de dez mil escolas especializadas no tema em todo o país.

No aspecto ideológico, segundo a reportagem do portal Globo, o documento busca se apresentar como uma terceira via diante da polarização entre esquerda e direita. Cury defende o equilíbrio entre princípios que classifica como típicos da direita — como responsabilidade fiscal — e da esquerda — como ênfase na área social. A proposta mira o eleitor que se declara cansado da divisão entre os dois campos hegemônicos e procura alternativas programáticas ao embate tradicional.

Clariana Barão (Democracia Cristã): nova geração após a longa era de José Maria Eymael

Advogada de 39 anos, Clariana Barão será a candidata do Democracia Cristã à Presidência da República em 2026. A indicação encerra um ciclo que durou mais de duas décadas na legenda: nas últimas seis eleições presidenciais, o nome da legenda foi sempre o de José Maria Eymael, fundador do partido e figura onipresente em todas as disputas desde a redemocratização. A candidata a vice na chapa será a advogada Fabiana Torquato, de 46 anos.

A troca aconteceu depois da desistência de Joaquim Barbosa, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e ex-presidente da corte. Barbosa se tornou uma figura nacional ao presidir e relatar o julgamento do mensalão, processo que se tornou referência no combate à corrupção no país e que marcou a história recente do Judiciário brasileiro. Sua saída abriu espaço para que o Democracia Cristã buscasse uma alternativa interna na composição da chapa majoritária.

Por que o Democracia Cristã trocou de candidato após décadas?

Pequeno partido, com reduzida bancada no Congresso e pouca expressão eleitoral em disputas majoritárias, o Democracia Cristã construiu ao longo dos anos uma marca peculiar: a presença constante nas cédulas presidenciais. José Maria Eymael se tornou personagem conhecido da política brasileira justamente pela persistência em disputar o Planalto mesmo sem chances reais de vitória.

Com a indicação de Clariana Barão, o partido opta por um perfil diferente: uma advogada jovem, sem o mesmo histórico de exposição midiática do fundador. A mudança não altera, na prática, o tamanho eleitoral da legenda, mas marca uma transição geracional em uma das agremiações mais tradicionais entre os partidos que mantêm candidatura própria ao Palácio do Planalto.

Os outros candidatos e como acompanhar a corrida presidencial

Além de Augusto Cury (Avante) e Clariana Barão (Democracia Cristã), outros 12 nomes compõem a lista oficial de candidatos à Presidência registrada no TSE para 2026, conforme aponta a reportagem do portal Globo. A relação completa inclui postulantes ligados a partidos de diferentes espectros ideológicos, desde legendas com maior base eleitoral até siglas menores que mantêm a tradição de lançar candidato próprio ao cargo máximo do Executivo federal.

Para acompanhar a corrida com informações oficiais, o TSE é a fonte primária: o tribunal publica em seu portal os registros, programas de governo, coligações, prestações de contas e eventuais alterações nas chapas. Veículos de imprensa, portais especializados em política e plataformas de checagem de dados complementam a cobertura com entrevistas, debates e análises ao longo do período eleitoral.

Perguntas frequentes sobre as eleições 2026

Quantos candidatos disputarão a Presidência em 2026? De acordo com o TSE, 14 candidatos foram registrados para a corrida presidencial de 2026.

Em que data acontece o primeiro turno das eleições 2026? A votação do primeiro turno está marcada para 4 de outubro de 2026, das 8h às 17h no horário de Brasília.

Quando será realizado o segundo turno? Caso nenhum candidato obtenha mais da metade dos votos válidos no primeiro turno, o segundo turno será realizado em 25 de outubro de 2026.

Quantos brasileiros estão aptos a votar em 2026? O Brasil tem 158.745.463 eleitores aptos a votar nas eleições gerais, conforme dados oficiais do TSE.

Por que Clariana Barão é candidata do Democracia Cristã em vez de José Maria Eymael? Ela foi indicada após a desistência do ex-ministro do STF Joaquim Barbosa, que havia se colocado como pré-candidato pelo partido. Eymael liderou as chapas do Democracia Cristã nas últimas seis eleições presidenciais.

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Yuri Augusto
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Yuri Augusto

Yuri Augusto Jornalista e entusiasta de inovação digital, Yuri acompanha de perto as principais movimentações do mercado, economia e tecnologia. Com foco em traduzir informações complexas em análises acessíveis, é o responsável por trazer os conteúdos mais relevantes e em primeira mão para os leitores do GCBS News.

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