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Volta às aulas: 5 cuidados para preparar celular e notebook

Configurações rápidas aumentam a velocidade dos aparelhos e reduzem riscos de ataques virtuais ao longo do ano.

Volta às aulas: 5 cuidados para preparar celular e notebook
>Volta às aulas 2026: como preparar smartphones, tablets e computadores antes do primeiro dia

O retorno às aulas coloca smartphones, tablets e notebooks em um ritmo intenso de uso: pesquisas, trabalhos escolares, plataformas de ensino, videochamadas com professores e troca de mensagens entre famílias e escolas. É justamente na primeira semana letiva que afloram problemas que passaram despercebidos durante as férias — bateria fraca, espaço de armazenamento cheio, travamentos e lentidão. Antes de pensar em trocar o equipamento, especialistas recomendam uma revisão criteriosa que pode devolver desempenho ao dispositivo em poucas horas.

Dados internos da iServices, divulgados pelo portal Sapo.pt, indicam que os pedidos de transferência de dados entre smartphones e tablets cresceram 69% no primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Nos computadores, o aumento foi ainda maior: 71% para esse tipo de intervenção e 48% no conjunto geral dos serviços técnicos. Os pedidos de higienização de smartphones subiram 53%, enquanto as intervenções técnicas nesses aparelhos avançaram 42%.

O movimento confirma uma tendência que já vinha se consolidando: a vida digital de estudantes e famílias está concentrada nos dispositivos móveis e nos computadores. Fotos, contatos, documentos, aplicativos, contas pessoais e credenciais de plataformas educacionais fazem com que preparar um aparelho vá muito além de checar se ele liga.

Por que a preparação dos dispositivos virou prioridade no calendário escolar

De acordo com a reportagem do Sapo.pt, a iServices observa que a primeira semana de aulas funciona como um "teste de estresse" informal para os eletrônicos. Durante as férias, o uso tende a ser mais casual — redes sociais, streaming, jogos leves — e muitos problemas de bateria, armazenamento e desempenho só ficam evidentes quando o aparelho precisa rodar, por horas seguidas, ferramentas de produtividade, editores de texto, videoconferência e plataformas educacionais.

No contexto brasileiro, onde a rede pública e diversas escolas privadas adotaram modelos híbridos ou totalmente digitais desde a pandemia, a preparação dos dispositivos ganha ainda mais relevância. Alunos do ensino fundamental ao médio utilizam celulares, tablets e notebooks para acessar plataformas como Google Classroom, Microsoft Teams, Moodle e Khan Academy, além de ferramentas de comunicação com pais e professores.

Para os pais, o cenário traz uma pergunta prática: vale a pena gastar em um equipamento novo ou é possível recuperar o desempenho do antigo com alguns cuidados? Na maioria dos casos, a resposta está na manutenção preventiva.

Os 5 cuidados essenciais antes de levar o eletrônico para a escola

A iServices recomenda uma lista de verificação simples, mas eficaz, que pode ser feita em casa, sem necessidade de assistência técnica. São ações que qualquer responsável consegue executar com o aluno ao lado — e que ainda funcionam como um exercício de educação digital.

1. Verificar o espaço de armazenamento disponível

Um smartphone ou notebook com a memória cheia fica lento, trava ao abrir aplicativos e pode impedir a instalação de atualizações importantes. O recomendado é manter pelo menos 15% a 20% do armazenamento total livre para que o sistema operacional consiga operar com folga.

Como checar:

  • Android: Configurações > Armazenamento.
  • iPhone: Ajustes > Geral > Armazenamento do iPhone.
  • Windows: Configurações > Sistema > Armazenamento.
  • macOS: Menu Apple > Sobre este Mac > Mais informações > Armazenamento.

Arquivos pesados, fotos duplicadas, vídeos antigos e aplicativos pouco usados são os primeiros candidatos ao desligamento ou ao backup em nuvem.

2. Atualizar o sistema operacional e os aplicativos

Atualizações não trazem apenas novidades: na maioria dos casos, corrigem falhas de segurança, otimizam o consumo de bateria e melhoram a compatibilidade com aplicativos escolares. Antes do início das aulas, vale conferir se o sistema operacional está na versão mais recente e se os apps usados pelo aluno — como o Google Meet, Teams, Zoom, Canva, entre outros — também estão atualizados.

Dica prática: ative as atualizações automáticas durante a madrugada, quando o dispositivo estiver conectado ao Wi-Fi e à tomada. Assim, o aluno acorda com o aparelho pronto.

3. Eliminar arquivos desnecessários e organizar pastas

Downloads esquecidos, capturas de tela acumuladas, versões antigas de trabalhos e arquivos temporários consomem espaço e prejudicam o desempenho. Uma "faxina digital" de 30 minutos pode devolver fluidez ao aparelho.

Para quem não sabe por onde começar, ferramentas nativas como o Limpeza de Disco do Windows ou o Gerenciador de Armazenamento do macOS identificam automaticamente os arquivos que podem ser removidos com segurança. Em smartphones, vale revisar a galeria de fotos, a pasta de downloads e os arquivos do WhatsApp, que costumam ocupar grande volume de memória.

4. Conferir o estado da bateria

Uma autonomia insuficiente pode ser determinante quando o aluno passa o dia fora de casa. Se a bateria do notebook ou do celular não aguenta uma manhã inteira de aulas, o problema geralmente tem solução sem troca de equipamento.

  • No iPhone: Ajustes > Bateria > Saúde da Bateria.
  • Em notebooks Windows: abra o prompt de comando e digite powercfg /batteryreport para gerar um relatório detalhado.
  • No macOS: clique no ícone da bateria > Preferências do Sistema > Bateria > Condição da bateria.

Se a saúde da bateria estiver abaixo de 80%, a troca da peça costuma ser mais econômica do que a compra de um aparelho novo.

5. Fazer backup e preparar a transferência de dados

Antes de qualquer alteração mais profunda, é fundamental garantir uma cópia de segurança de fotos, documentos e contatos. No ecossistema Apple, o iCloud resolve a maior parte. No Android, o Google Drive oferece backup automático de contatos, agenda e fotos. No Windows, o OneDrive é a opção mais integrada; no Linux, ferramentas como o Déjà Dup cumprem a função.

Para famílias que estão migrando de um aparelho antigo para um novo, o salto nos pedidos de transferência de dados registrado pela iServices (+69% em smartphones e tablets e +71% em computadores) mostra que essa etapa passou a ser tão importante quanto comprar o equipamento em si.

Quando vale a pena levar o dispositivo a uma assistência técnica

Apesar de a manutenção doméstica resolver a maioria dos casos, há sinais que indicam a necessidade de intervenção profissional:

  • Superaquecimento constante, mesmo em tarefas simples.
  • Tela com manchas, listras ou touch com áreas mortas.
  • Bateria que não carrega ou que se esgota em poucas horas.
  • Porta de carregamento frouxa ou com mau contato.
  • Queda de desempenho após atualização do sistema.

Nessas situações, o ideal é procurar uma assistência técnica autorizada ou de confiança, que possa avaliar a real condição do hardware. A iServices, por exemplo, registrou crescimento de 42% nas intervenções técnicas em smartphones no primeiro semestre de 2026, com destaque para reparações de telas, baterias e portas de carregamento — justamente os componentes mais exigidos no uso escolar.

Higienização dos aparelhos: cuidado que também é saúde

Um detalhe frequentemente esquecido é a limpeza física dos dispositivos. O crescimento de 53% nos pedidos de higienização de smartphones, conforme reportado pelo Sapo.pt, reflete uma preocupação crescente com a higiene em superfícies que tocam o rosto e as mãos o dia inteiro — algo especialmente relevante em ambientes escolares, onde muitos alunos dividem equipamentos.

A recomendação geral é usar um pano de microfibra levemente umedecido com álcool isopropílico 70% para limpar telas e carcaças. Produtos abrasivos, sprays diretamente sobre o aparelho e panos muito molhados devem ser evitados para não danificar os componentes. Capas e películas protetoras também devem ser higienizadas ou substituídas antes do início das aulas.

O impacto para o bolso das famílias brasileiras

No Brasil, onde o IBGE aponta que grande parte da população ainda lida com orçamentos apertados, a manutenção preventiva pode representar uma economia significativa. Trocar a bateria de um notebook costuma custar entre R$ 200 e R$ 600, enquanto a compra de um equipamento novo raramente sai por menos de R$ 2.500.

Por isso, antes de colocar um dispositivo no "fim da vida útil", vale a pena investir uma tarde em manutenção. Em muitos casos, o ganho de desempenho é perceptível já na primeira aula.

Perguntas frequentes

Como liberar espaço no celular sem apagar fotos importantes?

O caminho mais simples é usar um serviço de nuvem, como Google Fotos, iCloud ou OneDrive, para armazenar imagens e vídeos. Depois do upload, os arquivos podem ser apagados do aparelho mantendo uma cópia acessível pelo aplicativo.

Atualizar o sistema pode deixar o aparelho mais lento?

Em modelos mais antigos, algumas atualizações podem exigir mais do hardware. Nesses casos, o ideal é verificar online se a nova versão é compatível com o dispositivo e, se houver dúvida, consultar o suporte do fabricante antes de instalar.

Vale a pena comprar um celular novo para a volta às aulas?

Depende do estado atual do equipamento. Se ele ainda atende às necessidades do aluno após a manutenção preventiva, a troca pode ser adiada. Se a bateria já não segura, a tela está comprometida ou o processador não roda os apps escolares, a troca passa a ser justificável.

Com que frequência devo fazer backup dos arquivos escolares?

O recomendado é manter o backup automático ativo semanalmente, mas vale fazer uma cópia manual antes de qualquer atualização importante do sistema ou antes de viagens com o aluno.

É seguro usar o mesmo equipamento para estudo e lazer?

Sim, desde que o responsável acompanhe o uso, especialmente em crianças e adolescentes. Criar perfis separados no sistema operacional, ativar o controle parental e definir limites de tempo de tela são boas práticas recomendadas por organizações como o Instituto Childhood Brasil.

Reportagem baseada em dados publicados pelo portal Sapo.pt sobre o relatório interno da iServices referente ao primeiro semestre de 2026.

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Yuri Augusto
Escrito por
Yuri Augusto

Yuri Augusto Jornalista e entusiasta de inovação digital, Yuri acompanha de perto as principais movimentações do mercado, economia e tecnologia. Com foco em traduzir informações complexas em análises acessíveis, é o responsável por trazer os conteúdos mais relevantes e em primeira mão para os leitores do GCBS News.

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