Economia

XP: CDBs pagam até 14,50% e LCAs e LCIs até 10,95% ao ano

Rentabilidade supera poupança e tesouro direto; LCIs e LCAs são isentas de Imposto de Renda e oferecem prazos diversificados ao investidor.

XP: CDBs pagam até 14,50% e LCAs e LCIs até 10,95% ao ano
>Renda fixa na XP: CDBs pagam até 14,50% ao ano e LCAs e LCIs chegam a 10,95% nesta quarta (9)

Os investidores que buscam oportunidades no mercado de renda fixa dentro da plataforma da XP encontram, nesta quarta-feira (9), um cenário com taxas competitivas em diferentes modalidades de títulos bancários. Segundo o portal InfoMoney, CDBs prefixados chegam a oferecer até 14,500% ao ano para prazos superiores a 12 meses, enquanto títulos pós-fixados atrelados ao CDI podem render até 104,25% da taxa referencial no período.

O levantamento das emissões disponíveis na corretora mostra que a renda fixa continua oferecendo remuneração bastante atrativa em meio ao ciclo de juros altos no Brasil. A seguir, veja os detalhes por produto e o que considerar antes de investir.

O que está pagando na renda fixa da XP hoje

De acordo com os dados publicados pelo portal InfoMoney, as taxas oferecidas no mercado de emissão bancária da XP se distribuem da seguinte forma:

CDBs disponíveis na plataforma

  • Prefixados: até 14,500% ao ano, com vencimento superior a 12 meses
  • Inflação (IPCA+): até IPCA+ 8,400% ao ano, para prazos acima de 1 ano
  • Pós-fixados: até 102% do CDI, com vencimento em 12 meses

Entre os papéis listados como destaque estão o CDB do Banco XP, que paga IPCA+ 7,600% com vencimento em setembro de 2030, e emissões de emissores digitais como Cloudwalk (103% do CDI, vencimento em setembro/2030) e PicPay (104,25% do CDI, mesmo vencimento).

LCAs: prefixadas, inflação e pós-fixadas

  • Prefixadas: até 10,950% ao ano em prazo de 1 ano
  • Inflação: até IPCA+ 5,480% em 12 meses
  • Pós-fixadas: até 86% do CDI para prazos superiores a 1 ano

LCIs: opções prefixadas e pós-fixadas

  • Prefixadas: até 10,950% ao ano em 12 meses
  • Pós-fixadas: até 84,5% do CDI com vencimento em 1 ano

Como entender cada indexador antes de aplicar

Antes de comparar taxas, o investidor precisa dominar três conceitos básicos que aparecem em quase todas as emissões de renda fixa:

O que é CDI e por que ele importa

O CDI (Certificado de Depósito Interbancário) é a taxa de juros praticada nos empréstimos entre bancos e serve como referência para boa parte dos investimentos de renda fixa. Quando um título paga "100% do CDI", significa que sua rentabilidade acompanha de perto a taxa Selic, que é o juros básico da economia definido pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.

O que é IPCA e quando ele compensa

O IPCA é o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, calculado pelo IBGE e usado como referência oficial da inflação no Brasil. Papéis que remuneram "IPCA+ 8,40%" garantem correção pela inflação mais 8,40% reais ao ano. Eles são indicados para quem quer proteger o poder de compra no longo prazo.

Prefixado, pós-fixado ou inflação: qual escolher?

A escolha depende do cenário e do horizonte de cada investidor. Em ambiente de juros altos e inflação controlada, os prefixados tendem a ser interessantes para quem acredita que as taxas vão cair no futuro — pois travam uma remuneração elevada. Os pós-fixados (atrelados ao CDI) acompanham a Selic automaticamente, sendo mais seguros em momentos de incerteza. Já os títulos de inflação funcionam como proteção contra perda do poder de compra.

Por que LCAs e LCIs são isentas de IR e CDBs não

Um dos grandes atrativos das Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) e Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) é a isenção de Imposto de Renda para pessoas físicas, desde que respeitadas as regras da Receita Federal. Os CDBs, por outro lado, sofrem a tabela regressiva do IR, que vai de 22,5% (prazo de até 180 dias) a 15% (acima de 720 dias).

Na prática, uma LCA que paga 10,95% ao ano pode entregar rendimento líquido maior do que um CDB prefixado de 13% — justamente porque o investidor não recolhe IR sobre os ganhos. Por isso, a comparação entre produtos deve considerar sempre a taxa líquida, e não apenas a taxa bruta anunciada.

Cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC)

Outra informação essencial para quem aplica em CDBs, LCAs e LCIs é a proteção oferecida pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que cobre até R$ 250 mil por CPF por emissor (e até R$ 1 milhão a cada quatro anos, com regras específicas). Em caso de falência da instituição emissora, o investidor é ressarcido dentro desse limite. O mecanismo, no entanto, não vale para títulos de emissores não cobertos, como alguns papéis de bancos médios, financeiras ou empresas do setor digital.

Antes de aplicar, vale pesquisar se o emissor conta com a cobertura do FGC — informação que costuma estar disponível no próprio site da plataforma de investimentos ou no prospecto do título.

Como avaliar se uma taxa de CDB está boa

Para saber se a remuneração oferecida é competitiva, o investidor pode fazer comparações simples:

  1. Compare com o CDI: um CDB que paga 100% do CDI renderá próximo da Selic. Acima de 100%, está pagando um prêmio pelo risco.
  2. Calcule o líquido: desconte o IR conforme o prazo. Em aplicações acima de 2 anos, a alíquota é de apenas 15%.
  3. Verifique o prazo: taxas mais altas geralmente exigem prazos mais longos, como os CDBs com vencimento em 2030 listados pela XP.
  4. Confirme a cobertura do FGC: títulos sem garantia devem oferecer prêmio bem maior para compensar o risco.

A diferença entre bancos digitais e bancos tradicionais nas emissões

Uma tendência observada nos últimos anos é a maior presença de emissores digitais e fintechs entre os CDBs com taxas mais agressivas. Nomes como PicPay e Cloudwalk, por exemplo, aparecem entre as ofertas de maior remuneração na plataforma. Bancos tradicionais, por sua vez, costumam pagar taxas menores, mas emitem títulos de bancos maiores, em geral com cobertura do FGC e menor percepção de risco.

Para o investidor, o trade-off entre taxa e risco é o ponto central. Quanto maior a remuneração prometida em relação ao CDI, maior tende a ser o risco de crédito do emissor. Por isso, diversificar entre diferentes instituições é uma estratégia recomendada por consultores.

Perguntas frequentes sobre CDBs, LCAs e LCIs

Qual a diferença entre CDB, LCA e LCI?

O CDB (Certificado de Depósito Bancário) é emitido por bancos para captar recursos. A LCA (Letra de Crédito do Agronegócio) é emitida por instituições financeiras lastreadas em créditos do setor agropecuário, enquanto a LCI (Letra de Crédito Imobiliário) é lastreada em créditos imobiliários. Ambos, LCA e LCI, são isentos de IR para pessoa física.

Vale a pena trocar a poupança por um CDB pós-fixado?

Em praticamente todos os cenários atuais, sim. A poupança rende 0,5% ao mês mais TR (ou 6,17% ao ano sem TR, pela regra nova), enquanto CDBs que pagam 100% do CDI ou mais rendem acima disso, especialmente com a Selic em patamar elevado.

CDB com taxa acima de 100% do CDI é seguro?

Depende do emissor. Se o título tiver cobertura do FGC, o risco é mitigado dentro do limite de R$ 250 mil por CPF. Sem a cobertura, o investidor assume o risco de crédito da instituição, o que exige análise mais criteriosa.

Posso resgatar um CDB antes do vencimento?

Depende das condições do título. Alguns CDBs permitem liquidez diária, enquanto outros só podem ser resgatados no vencimento — e há os que preveem apenas a recompra antecipada, geralmente com deságio sobre a taxa contratada.

Por que LCAs e LCIs pagam menos que CDBs?

Apesar de isentas de IR, LCAs e LCIs costumam oferecer taxas menores em termos brutos porque o benefício fiscal compensa parte da diferença. Em diversos casos, o rendimento líquido das letras fica próximo ou até superior ao de CDBs com IR.

Gostou desta matéria? Compartilhe com quem precisa ficar bem informado e assine a newsletter do GCBS NEWS para receber as principais notícias direto no seu e-mail.

Yuri Augusto
Escrito por
Yuri Augusto

Yuri Augusto Jornalista e entusiasta de inovação digital, Yuri acompanha de perto as principais movimentações do mercado, economia e tecnologia. Com foco em traduzir informações complexas em análises acessíveis, é o responsável por trazer os conteúdos mais relevantes e em primeira mão para os leitores do GCBS News.

Leia também