Zidane na seleção da França: salário, contrato e os desafios do novo técnico
Zinédine Zidane assumirá o comando técnico da seleção da França com uma das folhas salariais mais robustas entre os treinadores de seleções europeias. Segundo o portal Terra.com.br, que reproduziu informações da RMC Sport divulgadas nesta quarta-feira (29), o ex-comandante do Real Madrid receberá 300 mil euros (R$ 1,76 milhão) por mês — valor que pode saltar para 450 mil euros (R$ 2,6 milhões) mensais caso cumpra metas esportivas previstas em contrato.
O vínculo firmado com a Federação Francesa de Futebol (FFF) terá duração de quatro anos e levará o treinador até a Copa do Mundo de 2030. Na prática, isso significa um salário anual mínimo de 3,6 milhões de euros (R$ 21 milhões), com teto de 5,4 milhões de euros (R$ 31,6 milhões) caso todas as bonificações por desempenho sejam alcançadas.
Quanto Zidane vai ganhar na França?
A remuneração fixa mensal já coloca Zidane no topo do mercado, mas é a estrutura variável do contrato que explica por que o valor pode dobrar em meses decisivos. As metas esportivas — que costumam envolver classificação a fases avançadas de torneios e títulos — funcionam como gatilhos para os bônus.
Confira os números projetados:
- Salário base mensal: 300 mil euros (cerca de R$ 1,76 milhão).
- Salário mensal com bônus: até 450 mil euros (cerca de R$ 2,6 milhões).
- Salário base anual: 3,6 milhões de euros (cerca de R$ 21 milhões).
- Teto anual com bonificações: 5,4 milhões de euros (cerca de R$ 31,6 milhões).
Vale destacar que os valores ainda não foram oficialmente confirmados pela FFF. A reportagem da RMC Sport é, até o momento, a principal fonte que circula sobre os termos financeiros do acordo.
Comparação: quanto Didier Deschamps recebia?
O salário potencial de Zidane ultrapassa o de Didier Deschamps, que dirigiu a França por 14 anos — período marcado pela final da Copa de 2006, o vice-campeonato em 2022 e o título mundial de 2018. De acordo com a mesma publicação francesa, Deschamps recebia cerca de 3,8 milhões de euros (R$ 22,2 milhões) por temporada.
Em outras palavras: mesmo no cenário mais conservador — sem disparar nenhum gatilho de bonificação —, o novo técnico francês já estaria próximo do que seu antecessor mais bem pago da história recente recebia. Com metas cumpridas, a diferença pode chegar a quase 1,6 milhão de euros anuais a mais.
Para efeito de comparação, treinadores de seleções da América do Sul costumam operar em patamares inferiores. Tite, por exemplo, fechou acordo recente com o Flamengo em valores distantes dessa faixa, o que evidencia o peso financeiro do futebol europeu sobre o resto do mundo.
Contrato até 2030: o que está em jogo?
A duração de quatro anos não é casual. O Mundial de 2030 será realizado de forma compartilhada entre Marrocos, Portugal e Espanha, com algumas partidas inaugurais previstas na Argentina, no Paraguai e no Uruguai — uma edição histórica para celebrar o centenário da competição.
Para a França, bicampeã mundial e uma das potências da atualidade, estar bem posicionada nesse ciclo é uma exigência institucional. O vínculo estendido garante a Zidane tempo para implementar filosofia de jogo, renovar o elenco e construir uma transição geracional após o ciclo de Deschamps.
Ainda assim, contratos longos no futebol carregam risco. Um ciclo ruim em uma Copa, em geral, derruba seleções inteiras — e também treinadores, independentemente do tempo restante de vínculo.
Philippe Diallo evita confirmar valores e fala em "sonho"
Questionado pela imprensa sobre os números, o presidente da FFF, Philippe Diallo, optou pelo silêncio estratégico e tentou deslocar o foco da negociação para o campo simbólico. Segundo ele, a conversa com Zidane nunca girou em torno do aspecto financeiro.
"Sinceramente, dinheiro nunca foi a questão. Quando encontrei Zidane, em fevereiro de 2025, conversamos sobre o desejo da federação de continuar vencendo e sobre o sonho dele de comandar a seleção francesa", afirmou o dirigente.
A fala revela um movimento clássico de comunicação institucional: blindar a imagem do novo técnico contra eventuais críticas de que o retorno foi motivado por dinheiro. Ao mesmo tempo, Zidane já tinha deixado claro publicamente em outras ocasiões que treinar a França era um desejo antigo.
Estreia contra a Turquia e quatro jogos em dez dias
O primeiro teste oficial de Zidane está marcado para o dia 25 de setembro, diante da Turquia, pela Liga das Nações da UEFA. A partida terá peso simbólico duplo: marcará a abertura de um novo ciclo e mostrará ao público francês qual será a identidade tática do time.
A sequência será particularmente exigente. Segundo o portal Terra.com.br, a FFF programou quatro partidas em apenas dez dias durante a próxima Data Fifa — uma concentração de jogos que exige gestão de elenco, físico e psicológico desde o início do trabalho.
Quem é Zidane como treinador?
Antes de assumir a França, Zidane construiu uma carreira como técnico marcada por títulos expressivos no Real Madrid. Em duas passagens pelo clube merengue (2016–2018 e 2019–2021), conquistou três Champions League consecutivas — feito inédito na era moderna da competição —, dois Mundial de Clubes, duas La Liga e duas Supercopas da Espanha.
Depois disso, o francês optou por um período sabático, no qual recusou diversas ofertas para voltar a trabalhar. A espera terminou justamente no projeto que, segundo suas próprias declarações, sempre foi o favorito: a seleção do seu país.
Os desafios que aguardam o novo comandante
Zidane herda uma seleção em transição. Vários jogadores do ciclo vitorioso da Copa de 2018 já estão na casa dos 30 anos, enquanto uma nova geração — capitaneada por nomes como Kylian Mbappé, Aurélien Tchouaméni e Eduardo Camavinga — começa a assumir protagonismo. Equilibrar experiência e renovação será uma de suas primeiras tarefas de bastidor.
No campo tático, o estilo de Zidane como treinador costuma privilegiar:
- Posse de bola com intensidade ofensiva;
- Pressão alta na saída de jogo adversária;
- Flexibilidade tática entre 4-3-3 e 4-4-2 losango.
Adotar (ou não) essa identidade na França será uma das grandes discussões dos primeiros meses.
Como o brasileiro é impactado por essa notícia?
Embora o tema pareça distante, a contratação tem efeitos indiretos no cotidiano do torcedor brasileiro. Primeiro, porque o ciclo da seleção francesa influencia diretamente rivais sul-americanos em Copas do Mundo — caso de Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai (sede de jogos em 2030). Segundo, porque o patamar salarial europeu reforça a diferença estrutural entre as confederações e ajuda a explicar por que tantos jogadores brasileiros buscam o Velho Continente.
Por fim, o calendário da Liga das Nações e das Eliminatórias europeias ocupa espaço crescente na grade de transmissões esportivas disponíveis no Brasil, o que torna o acompanhamento do trabalho de Zidane cada vez mais acessível ao público nacional.
Perguntas frequentes
Qual é o salário de Zidane na seleção da França?
Segundo a RMC Sport, serão 300 mil euros (R$ 1,76 milhão) por mês, podendo chegar a 450 mil euros (R$ 2,6 milhões) com bônus por metas. Os valores não foram oficialmente confirmados pela FFF.
Quanto Didier Deschamps ganhava como técnico da França?
De acordo com a mesma publicação, Deschamps recebia cerca de 3,8 milhões de euros (R$ 22,2 milhões) por temporada, valor inferior ao teto previsto no contrato de Zidane.
Até quando vai o contrato de Zidane?
O vínculo tem duração de quatro anos e se estende até a Copa do Mundo de 2030, que será sediada em Marrocos, Portugal e Espanha.
Quando Zidane estreia no comando da França?
A estreia está marcada para 25 de setembro, contra a Turquia, pela Liga das Nações da UEFA. A FFF programou quatro partidas em dez dias nessa Data Fifa.
Quem é Philippe Diallo?
É o presidente da Federação Francesa de Futebol (FFF). Foi ele quem conduziu a negociação com Zidane e anunciou publicamente a contratação.
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