Tecnologia

Amazon atinge US$ 3 trilhões e entra em clube das big techs

Impulsionada por IA e nuvem, companhia se junta a Apple, Microsoft e Nvidia no topo do mercado global.

Amazon atinge US$ 3 trilhões e entra em clube das big techs
>Amazon ultrapassa US$ 3 trilhões em valor de mercado pela primeira vez e entra para o clube das big techs mais valiosas do mundo

A Amazon ultrapassou, nesta segunda-feira (3), a marca histórica de US$ 3 trilhões em valor de mercado — o equivalente a aproximadamente R$ 15,2 trilhões na cotação atual. O feito foi alcançado durante o pregão da bolsa de Nova York (Nyse), quando as ações da gigante do comércio eletrônico e da computação em nuvem subiam cerca de 5% e atingiam uma máxima histórica, segundo informações divulgadas pelo portal Abril.com.br.

Com o avanço, a Amazon se tornou a quinta empresa do mundo a atingir esse patamar, juntando-se a um grupo exclusivo formado por Nvidia, Microsoft, Apple e Alphabet, controladora do Google. A escalada reforça o domínio das grandes empresas de tecnologia no ranking global de valor de mercado e evidencia o peso crescente da inteligência artificial nos resultados corporativos.

Da marca de US$ 2 trilhões aos US$ 3 trilhões em pouco mais de um ano

A trajetória da Amazon rumo ao topo foi acelerada. Em junho de 2024, a companhia havia cruzado pela primeira vez a barreira dos US$ 2 trilhões. Ou seja, em pouco mais de 13 meses, a empresa adicionou cerca de US$ 1 trilhão à sua avaliação de mercado — uma valorização que impressiona mesmo em um setor acostumado a números astronômicos.

Para se ter uma ideia da dimensão, US$ 3 trilhões é um valor superior ao Produto Interno Bruto (PIB) anual de países como França, Reino Unido e Índia. Em termos relativos, a Amazon sozinha vale mais do que o somatório de boa parte das economias da América Latina.

O que levou a Amazon a esse novo patamar?

O gatilho da valorização foi a divulgação do balanço do segundo trimestre de 2025, divulgado na semana passada, que trouxe números acima das expectativas dos analistas em praticamente todas as frentes. O destaque ficou por conta da Amazon Web Services (AWS), divisão de computação em nuvem da empresa, considerada o motor de maior margem do grupo.

AWS cresce 37% e registra maior expansão em mais de quatro anos

A receita da AWS somou US$ 42,2 bilhões no trimestre, um aumento de 37% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado superou a projeção do mercado, que girava em torno de US$ 40,5 bilhões. Segundo o portal Abril.com.br, trata-se do maior crescimento da unidade em mais de quatro anos.

A AWS é responsável por oferecer a grandes empresas e desenvolvedores serviços de armazenamento em nuvem, processamento de dados, redes e infraestrutura para a operação de sistemas digitais. Nos últimos trimestres, a divisão se tornou peça-chave na estratégia da Amazon para a inteligência artificial generativa, fornecendo a capacidade computacional necessária para treinar e rodar modelos de linguagem e outras aplicações de IA.

Grandes clientes corporativos usam a AWS justamente para rodar suas cargas de trabalho de IA, o que tem impulsionado a demanda por chips especializados — incluindo os desenvolvidos pela própria Nvidia, parceira estratégica da Amazon no segmento.

Receita total e lucro também superam previsões

Além do desempenho da nuvem, o balanço trouxe outros números positivos:

  • Receita total: US$ 200,6 bilhões no trimestre, frente à expectativa de US$ 196,5 bilhões;
  • Lucro ajustado por ação: US$ 1,97, acima da projeção de US$ 1,82.

Esses resultados indicam que a Amazon não depende apenas da AWS para crescer. O e-commerce, segmento que deu origem à empresa em 1994, segue robusto, impulsionado por vendas de terceiros, assinaturas Prime e logística própria. O segmento de publicidade digital, embora menos comentado, também tem crescido de forma consistente e já é considerado uma das principais fontes de receita e lucro da companhia.

Como a Amazon se compara às outras big techs que já valem US$ 3 trilhões?

A Amazon é hoje a quinta maior empresa do mundo em valor de mercado. O ranking das big techs que já cruzaram esse patamar é o seguinte:

  1. Nvidia — líder em chips para inteligência artificial;
  2. Microsoft — parceira estratégica da OpenAI (criadora do ChatGPT);
  3. Apple — maior empresa do mundo em capitalização até pouco tempo atrás;
  4. Alphabet (Google) — dona do buscador, do YouTube e de modelos próprios de IA;
  5. Amazon — a mais recente a ingressar no clube.

Embora a ordem varie conforme o dia de negociação, todas essas empresas têm em comum a exposição direta à revolução da inteligência artificial, seja por meio de infraestrutura, modelos, hardware ou aplicações para o consumidor final.

O que essa marca significa para o consumidor e o mercado brasileiro?

Apesar de a Amazon ser uma empresa de capital aberto norte-americano, listada na Nyse, os efeitos da sua expansão chegam ao Brasil de diferentes formas:

  • Comércio eletrônico: a operação brasileira da Amazon segue investindo em logística, com novos centros de distribuição e redução de prazos de entrega em diversas regiões do país;
  • AWS no Brasil: a região de nuvem da AWS em São Paulo é uma das maiores da América Latina e atende desde startups até grandes bancos e órgãos públicos brasileiros;
  • Empregos e investimentos: a expansão da empresa costuma vir acompanhada de novas vagas em áreas como tecnologia, logística, marketing e atendimento ao cliente.

Para investidores brasileiros, a marca dos US$ 3 trilhões também é simbólica. Embora as ações da Amazon não sejam negociadas diretamente na B3, é possível obter exposição à empresa por meio de Brazilian Depositary Receipts (BDRs), fundos de índice (ETFs) e fundos de investimento que têm papéis da companhia em suas carteiras.

Quem comanda a Amazon e para onde a empresa aponta agora?

A gigante de Seattle é liderada desde 2021 pelo CEO Andy Jassy, que antes comandava justamente a divisão da AWS. O fundador Jeff Bezos, embora tenha se afastado da operação, segue como presidente do conselho de administração e um dos maiores acionistas individuais da empresa.

Os próximos passos estratégicos da companhia giram em torno de três grandes frentes:

  1. Inteligência artificial generativa — com o desenvolvimento de chips próprios (como o Trainium e o Inferentia), além de parcerias com Anthropic e outras startups de IA;
  2. Logística e entrega ultrarrápida — redução do tempo de entrega como diferencial competitivo, especialmente após o avanço de concorrentes como Shein, Shopee e Mercado Livre na América Latina;
  3. Saúde e novos mercados — expansão de serviços como a Amazon Clinic, farmacêutica e dispositivos para casa inteligente (Alexa).

Perguntas frequentes

1. Quanto vale a Amazon em 2025?

A Amazon ultrapassou a marca de US$ 3 trilhões em valor de mercado pela primeira vez em agosto de 2025, durante o pregão da bolsa de Nova York.

2. Quais empresas já valem mais de US$ 3 trilhões?

Antes da Amazon, outras quatro empresas já haviam atingido esse patamar: Nvidia, Microsoft, Apple e Alphabet (controladora do Google).

3. Qual é a divisão mais lucrativa da Amazon?

A AWS (Amazon Web Services), divisão de computação em nuvem, é a unidade de maior margem e principal responsável pelo lucro operacional do grupo, além de ter registrado crescimento de 37% no último trimestre.

4. A Amazon tem operações no Brasil?

Sim. A empresa opera com marketplace, logística própria, streaming (Prime Video) e uma região de data center da AWS em São Paulo, atendendo clientes de toda a América Latina.

5. Como um brasileiro pode investir em ações da Amazon?

Embora as ações não sejam negociadas diretamente na B3, é possível investir por meio de BDRs (recibos de ações negociados no Brasil), ETFs internacionais ou fundos de investimento que tenham o papel em sua carteira.

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Yuri Augusto
Escrito por
Yuri Augusto

Yuri Augusto Jornalista e entusiasta de inovação digital, Yuri acompanha de perto as principais movimentações do mercado, economia e tecnologia. Com foco em traduzir informações complexas em análises acessíveis, é o responsável por trazer os conteúdos mais relevantes e em primeira mão para os leitores do GCBS News.

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