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Ex-MBL alvo na PF após áudio com ameaça de morte a candidato

Operação revela escalada de hostilidades entre grupos rivais e acende alerta sobre violência no ambiente eleitoral.

Ex-MBL alvo na PF após áudio com ameaça de morte a candidato

Ex-integrante do MBL é alvo de notícia-crime na PF após áudio em que diz "quero ver o cara morto" sobre presidenciável Renan Santos

A influenciadora Glenda Varotto, conhecida nas redes como Espectro Cinza e ex-membro do Movimento Brasil Livre (MBL), virou alvo de uma notícia-crime protocolada pelo candidato à Presidência da República Renan Santos, do partido Missão, na Superintendência da Polícia Federal em São Paulo. A medida foi tomada após a circulação de arquivos de áudio em que ela faz declarações agressivas contra o presidenciável, chegando a compará-lo a Adolf Hitler. O procedimento tramita sob sigilo e já motivou a abertura de investigações tanto na PF quanto na Polícia Civil de São Paulo, segundo o candidato. A informação foi publicada originalmente pelo portal Diariodocentrodomundo.com.br.

O que revelam os áudios atribuídos a Glenda Varotto?

Os arquivos foram obtidos pelo veículo Metrópoles e atribuídos à influenciadora. Em um dos trechos, ela afirma: "Eu quero ver o cara morto". Em outro momento, reforça que ficaria satisfeita "desde que ele esteja morto", em referência direta a Renan Santos. A comparação mais polêmica aparece quando ela diz que poderia sair "como heroína por que matei Adolf Hitler" — referência nazista feita ao presidenciável, que se apresenta publicamente como liderança da direita conservadora cristã.

Apesar do conteúdo explícito, é importante destacar que a autoria dos áudios não foi confirmada judicialmente. A reportagem do Metrópoles atribui os arquivos a Glenda, e a própria influenciadora, ao se manifestar, não negou ter sido a autora das gravações — apenas contestou o contexto em que teriam sido produzidas.

Quem é Renan Santos, candidato do partido Missão?

Renan Santos é uma figura associada à militância conservadora nas redes sociais e um dos nomes que disputam a corrida presidencial brasileira pelo partido Missão, agremiação de expressão ainda restrita no cenário nacional. Ele se apresenta como defensor de pautas alinhadas à direita cristã e ganhou projeção em círculos bolsonaristas e antiglobalistas. A candidatura, contudo, tem inserção limitada no calendário eleitoral majoritário e disputa espaço com nomes de maior visibilidade, como Flávio Bolsonaro, Tarcísio de Freitas e Romeu Zema, que já manifestaram intenção de entrar na disputa.

Segundo o portal Diariodocentrodomundo.com.br, Renan Santos afirma que tomou conhecimento de uma "rede criminosa" que atuaria desde 2024 com o objetivo de atribuir crimes a ele e a integrantes do MBL e do próprio partido Missão.

Quem é Glenda Varotto, a "Espectro Cinza" do MBL?

Glenda Varotto construiu sua base de seguidores como integrante do Movimento Brasil Livre (MBL), grupo de extrema-direita que ganhou projeção nacional a partir de 2014, durante os protestos contra o governo Dilma Rousseff. Após deixar o movimento, ela passou a se posicionar como crítica do MBL e se tornou conhecida pelo perfil "Espectro Cinza" nas redes sociais, onde trata de política com tom polêmico.

A trajetória dela ajuda a explicar o conteúdo dos áudios: ela própria admitiu que os registros foram feitos durante um período de conflito com o MBL e que as frases foram ditas a um amigo, em caráter privado — o que não elimina, porém, a eventual repercussão jurídica caso sejam considerados ameaça real.

O que Renan Santos alega e o que pede à PF?

Na notícia-crime apresentada à Polícia Federal de São Paulo, a defesa do presidenciável pediu três providências principais:

  • Abertura de inquérito policial para apurar os fatos;
  • Perícia no material entregue, incluindo os arquivos de áudio;
  • Oitiva dos envolvidos, com oitiva de Glenda Varotto e de testemunhas.

De acordo com Renan, a Polícia Civil de São Paulo e a Polícia Federal já instauraram investigações sobre o caso. Ele também acusa Glenda de tentar prejudicar sua reputação, sua campanha e sua honra após uma "aproximação pessoal sem sucesso" — ou seja, segundo o candidato, a influenciadora teria agido por ressentimento após uma tentativa de relação que não prosperou.

Qual é a versão de Glenda Varotto?

Em manifestação pública, Glenda Varotto negou que tenha planejado ou pretendido matar Renan Santos. Segundo ela, os áudios registraram desabafos feitos a um amigo, em conversa privada, durante o período em que estava em conflito com o MBL. A influenciadora classificou as frases como declarações "da boca para fora", sem intenção concreta de executar o que foi dito.

Essa defesa, no entanto, encontra limites jurídicos importantes. No Direito brasileiro, mesmo declarações feitas em privado podem configurar crime de ameaça (artigo 147 do Código Penal), dependendo do contexto, da identificação da vítima e da forma como foram interpretadas. A análise caberá à PF e à Polícia Civil durante a investigação.

Por que o caso tramita em segredo de justiça?

O procedimento corre sob sigilo, medida comum em notícias-crime que envolvem possível ameaça a autoridades, candidatos ou pessoas com exposição pública. O sigilo visa proteger a integridade das investigações, evitar destruição de provas e preservar a segurança dos envolvidos — incluindo a da própria denunciante. Enquanto durar o inquérito, o conteúdo detalhado das diligências não será divulgado oficialmente.

Qual o impacto do caso para a corrida presidencial?

A princípio, o episódio deve ter impacto limitado sobre o quadro geral da disputa ao Palácio do Planalto, já que Renan Santos tem baixa intenção de voto nas pesquisas nacionais de intenção de voto divulgadas até aqui. O episódio, porém, pode:

  1. Aumentar a visibilidade do candidato em grupos da direita radical nas redes sociais;
  2. Reativar o debate sobre os limites da violência política e do discurso de ódio no ambiente digital;
  3. Reabrir a discussão sobre o papel de antigos integrantes do MBL após a fragmentação do movimento;
  4. Pressionar plataformas digitais a removerem trechos que configurem ameaça.

Quais são os próximos passos da investigação?

A partir do recebimento da notícia-crime, as autoridades policiais devem seguir um roteiro padrão: análise pericial dos arquivos de áudio entregues, reconhecimento de voz (se houver pedido), oitiva de Glenda Varotto, da testemunha que recebeu os desabafos e de Renan Santos. Caso o Ministério Público Federal ou o Ministério Público de São Paulo entenda haver indícios suficientes, o caso pode evoluir para denúncia por ameaça — e, em tese, dependendo do contexto, também por outros tipos penais, como os crimes da Lei de Segurança Nacional, quando há ameaça a candidato a cargo eletivo.

Até o momento, não há confirmação oficial sobre indiciamento, denúncia ou eventual prisão preventiva. Toda movimentação depende da conclusão das diligências.

Perguntas frequentes

O que Glenda Varotto disse exatamente no áudio?
Segundo os arquivos obtidos pelo Metrópoles, ela afirma "Eu quero ver o cara morto", diz que ficaria satisfeita "desde que ele esteja morto" e que poderia sair como heroína "por que matei Adolf Hitler", em referência a Renan Santos.

Glenda Varotto pode ser presa por causa dos áudios?
A prisão depende do resultado das investigações. Se as declarações forem consideradas ameaça real, com identificação da vítima e contexto concreto, é possível haver indiciamento por ameaça (artigo 147 do Código Penal). Não há, até o momento, confirmação de prisão preventiva.

Por que o MBL aparece no caso se Glenda já saiu do movimento?
O MBL é citado porque Glenda foi integrante do grupo até determinado momento e porque Renan Santos diz existir uma "rede criminosa" que age desde 2024 envolvendo membros do MBL e do partido Missão.

Quem é Renan Santos?
Renan Santos é candidato à Presidência da República pelo partido Missão, com atuação nas redes sociais e posicionamentos alinhados à direita conservadora cristã. Ele é menos conhecido do que os principais pré-candidatos do campo conservador.

O caso tem relação com as eleições de 2026?
Indiretamente, sim. O episódio ocorre em meio à corrida presidencial e expõe a escalada de hostilidades entre atores da extrema-direita, o que pode influenciar o debate sobre regulação de discurso político em períodos eleitorais.

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Yuri Augusto
Escrito por
Yuri Augusto

Yuri Augusto Jornalista e entusiasta de inovação digital, Yuri acompanha de perto as principais movimentações do mercado, economia e tecnologia. Com foco em traduzir informações complexas em análises acessíveis, é o responsável por trazer os conteúdos mais relevantes e em primeira mão para os leitores do GCBS News.

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