ologia

Google Assistente acaba em 4 de setembro e Gemini assume

Recursos avançados chegarão aos celulares Android: conversa longa, memória contextual. Instalação automática, sem custo adicional.

Google Assistente acaba em 4 de setembro e Gemini assume

O Google Assistente tem data marcada para sair de cena: 4 de setembro de 2025. A partir desse dia, o serviço começará a ser desligado de forma gradual em celulares, tablets, relógios com Wear OS, fones de ouvido e veículos com Android Auto, dando lugar definitivamente ao Gemini, a plataforma de inteligência artificial generativa da gigante de Mountain View. A informação foi divulgada por meio de e-mails enviados pela empresa a usuários e reproduzida pelo portal Tecnoblog.net.

A medida encerra um ciclo iniciado em 2016, quando o assistente de voz foi lançado como resposta direta à Siri, da Apple, e ampliado para o português em 2017. Ao longo de quase uma década, o Google Assistente virou peça central do ecossistema Android, sendo usado para definir alarmes, enviar mensagens, controlar dispositivos de casa inteligente e responder perguntas do dia a dia — funções que, agora, ficarão concentradas no Gemini.

O que vai acontecer a partir de 4 de setembro?

Segundo o comunicado interno citado pelo Tecnoblog.net, o desligamento será progressivo, ao longo de várias semanas. Isso significa que nem todos os usuários perderão o acesso no mesmo dia: a remoção será feita em ondas, conforme o sistema identifica a compatibilidade do aparelho e a disponibilidade do Gemini em cada região.

No e-mail, o Google afirma textualmente: "Assim que a disponibilidade acabar, você não poderá mais voltar para o Assistente no seu celular, tablet ou aparelhos pareados". Em outras palavras, não haverá opção de reverter a mudança — o caminho é apenas seguir em frente com o Gemini.

Por que o Google está encerrando o Assistente agora?

O movimento faz parte de uma estratégia mais ampla da companhia para consolidar todas as suas interações baseadas em voz, texto e comandos rápidos dentro do ecossistema Gemini, apresentado em 2023 como a nova família de modelos generativos da empresa. Internamente, o Google vem tratando o Gemini como uma evolução natural — e inevitável — do assistente tradicional.

A primeira tentativa de encerrar o Google Assistente havia sido feita no início de 2024, mas foi adiada por cerca de oito meses diante da necessidade de amadurecer a integração da IA generativa com recursos do sistema, como alarmes, agenda, ligações e controle de dispositivos domésticos. Agora, com o Gemini já rodando em dezenas de idiomas e disponível em boa parte dos mercados, a empresa se sente segura para oficializar a troca.

O que muda para o usuário brasileiro?

O e-mail do Google explica que a inteligência artificial deve assumir as tarefas de assistente em aparelhos que atendam aos requisitos mínimos do sistema e estejam em regiões onde o Gemini já está disponível. O Brasil está entre os países com Gemini liberado, então a substituição também deve chegar por aqui.

Na prática, isso quer dizer que a maior parte dos celulares Android vendidos nos últimos anos será migrada automaticamente. A recomendação é manter o aplicativo Gemini atualizado pela Play Store e o sistema operacional na versão mais recente possível, já que modelos antigos podem perder funções ou não receber a transição completa.

"Ok Google" vai deixar de funcionar?

Não. O Google garante que o comando de voz "Ok Google" continuará ativo, ao lado da nova唤醒 phrase "Ei, Gemini". O botão de energia e outros gestures usados atualmente para abrir o assistente também serão preservados — apenas a "inteligência" por trás deles muda.

Para o usuário, a diferença deve ser percebida principalmente na forma como as respostas são construídas: em vez de respostas curtas e baseadas em busca, o Gemini tende a entregar respostas mais conversacionais, contextuais e multimodais, com capacidade de interpretar imagens, áudios e comandos encadeados.

Quais aparelhos serão afetados?

  • Celulares Android compatíveis com o Gemini;
  • Tablets com o aplicativo Gemini instalado;
  • Relógios com Wear OS;
  • Fones de ouvido pareados ao ecossistema Google;
  • Carros com Android Auto.

Aparelhos de casa inteligente, como as caixas Nest e dispositivos compatíveis com Google Home, também estão na rota da transição, embora o cronograma detalhado para cada categoria não tenha sido divulgado publicamente.

O que o Gemini assume no lugar do Assistente?

De acordo com o Google, o Gemini se torna a opção padrão para as seguintes funções:

  • Interações por voz;
  • Pesquisas e respostas contextuais;
  • Comandos rápidos no sistema;
  • Tarefas integradas ao sistema operacional.

Ou seja, tudo o que o Assistente fazia — abrir apps, ditar mensagens, definir lembretes, tocar músicas, controlar luzes e termostatos inteligentes — passa, em tese, a ser responsabilidade do Gemini. A diferença é que, agora, essas ações passam a ser mediadas por um modelo de linguagem com capacidade de raciocínio, e não mais por um sistema baseado em comandos fixos.

Linha do tempo: a aposentadoria de um assistente que dominou o Android

  • 2016 — Lançamento do Google Assistente nos Estados Unidos, como sucessor do Google Now e resposta à Siri;
  • 2017 — Disponibilização em português do Brasil, junto à chegada ao mercado nacional de celulares com Android;
  • 2019–2022 — Expansão para TVs, carros, fones, relógios e dispositivos de casa conectada;
  • 2023 — Apresentação do Gemini, início da sobreposição de funções;
  • Início de 2024 — Primeiro anúncio de fim do Assistente, posteriormente adiado;
  • Setembro de 2025 — Início do desligamento definitivo.

O que o usuário precisa fazer antes de setembro?

Apesar de a transição ser automática, vale tomar algumas providências para evitar contratempos:

  1. Atualizar o aplicativo Gemini pela Play Store e conceder as permissões necessárias;
  2. Verificar a versão do Android: sistemas muito antigos podem não suportar a nova arquitetura de IA;
  3. Reconfigurar rotinas no app Google Home, já que comandos de automação residencial precisarão ser reconhecidos pelo Gemini;
  4. Exportar dados sensíveis, caso utilize o Assistente para armazenar anotações, listas ou lembretes importantes — o conteúdo pode não ser migrado automaticamente;
  5. Testar o "Ei, Gemini" e o "Ok Google" antes da mudança oficial, para identificar incompatibilidades com acessórios mais antigos.

Perguntas frequentes

1. O Google Assistente será desativado no Brasil?

Sim. O Brasil está entre as regiões onde o Gemini já está disponível, portanto a substituição também será aplicada aos usuários brasileiros, segundo as informações reproduzidas pelo Tecnoblog.net.

2. Posso continuar usando o "Ok Google"?

Sim. O comando de voz "Ok Google" continua funcionando normalmente, ao lado do novo "Ei, Gemini", do botão de energia e dos demais gestos já conhecidos.

3. Quem tem celular mais antigo fica sem assistente?

Aparelhos que não atenderem aos requisitos mínimos do Gemini podem perder o acesso ao assistente de voz ou ter funções limitadas. A recomendação é manter o sistema atualizado e verificar a compatibilidade com o aplicativo Gemini.

4. É possível impedir a mudança?

Não. O Google afirma que, uma vez encerrada a disponibilidade do Assistente no dispositivo, não haverá como reverter para a versão anterior.

5. Dispositivos de casa inteligente (Nest, Chromecast) também serão afetados?

A tendência é que sim, mas o Google ainda não detalhou o cronograma para cada categoria de produto. Espera-se que os mesmos comandos de voz passem a ser interpretados pelo Gemini.

Gostou desta matéria? Compartilhe com quem precisa ficar bem informado e assine a newsletter do GCBS NEWS para receber as principais notícias direto no seu e-mail.

Yuri Augusto
Escrito por
Yuri Augusto

Yuri Augusto Jornalista e entusiasta de inovação digital, Yuri acompanha de perto as principais movimentações do mercado, economia e tecnologia. Com foco em traduzir informações complexas em análises acessíveis, é o responsável por trazer os conteúdos mais relevantes e em primeira mão para os leitores do GCBS News.

Leia também