Brasil

Idiomas e tecnologia somam 45,3% das matrículas em MG

O levantamento evidencia o peso dessas formações no ensino mineiro e aponta para a busca por competências valorizadas no mercado de trabalho.

Idiomas e tecnologia somam 45,3% das matrículas em MG

Idiomas e tecnologia concentraram 45,3% das matrículas feitas por trabalhadores de Minas Gerais em cursos de educação entre janeiro de 2025 e junho de 2026, segundo levantamento da Unico Skill divulgado pelo portal Globo. O inglês liderou entre os idiomas, enquanto desenvolvimento de software e inteligência artificial se destacaram na área tecnológica, em um movimento associado à busca por qualificação diante das transformações no trabalho.

Os cursos de idiomas corresponderam a 25,7% das matrículas no período, e os de tecnologia, a 19,6%. A pesquisa usou registros de colaboradores de mais de 180 empresas que oferecem benefício educação, grupo que reúne, nacionalmente, mais de 500 mil trabalhadores. A fonte não informa quantos profissionais mineiros compõem a amostra nem detalha a metodologia completa do levantamento.

Quais cursos os trabalhadores de Minas Gerais estão procurando?

O levantamento mostra duas frentes principais de interesse: aprender uma língua estrangeira e desenvolver conhecimentos tecnológicos. Somadas, elas representam pouco menos da metade das matrículas registradas entre os profissionais mineiros acompanhados pela plataforma.

Essa proporção descreve as escolhas de quem usou o benefício educação nas empresas incluídas na análise. Ela não deve ser interpretada como um retrato de todos os trabalhadores de Minas Gerais, já que o estudo não apresenta uma amostra representativa de toda a população ocupada do estado.

Joca Oliveira, CEO e cofundador da Unico Skill, relacionou a procura às mudanças percebidas no ambiente profissional. Na avaliação dele, os trabalhadores buscam tanto acompanhar ferramentas de inteligência artificial quanto superar dificuldades antigas de comunicação em outros idiomas.

Inglês lidera a procura por cursos de idiomas?

Sim. O inglês respondeu por 86,7% das matrículas em idiomas feitas por trabalhadores mineiros por meio da Unico Skill. O espanhol ficou em segundo lugar, com 8,4%, seguido por francês (2,4%), italiano (1,1%) e alemão (0,6%).

Os percentuais indicam que o interesse por idiomas está fortemente concentrado no inglês entre os participantes do levantamento. O dado, porém, não explica por que cada profissional escolheu um curso nem permite concluir que a procura seja igual em todos os setores ou empresas.

A plataforma reúne matrículas em instituições como CNA, Cultura Inglesa, Cel.Lep, Fluency Academy e Cambly. Segundo Oliveira, mesmo com a disponibilidade de ferramentas de tradução automática, a comunicação direta continua relevante para construir relações profissionais. Essa é uma avaliação do executivo, não uma medição de resultados de carreira apresentada pelo estudo.

Quanto cresceu a procura por idiomas e tecnologia?

De acordo com os dados internos da Unico Skill, as matrículas de profissionais mineiros em cursos de idiomas aumentaram 943% no primeiro semestre de 2026 em comparação com o mesmo período de 2025. Na área de tecnologia, a alta foi de 794% em um ano.

Os percentuais mostram uma expansão expressiva dentro da base analisada, mas não revelam, por si só, quantas matrículas foram feitas. Como o levantamento não apresenta os totais absolutos nem a base de comparação, também não é possível avaliar quanto do crescimento pode estar ligado a uma quantidade inicial menor de matrículas.

Outro cuidado é não confundir aumento de inscrições com conclusão de cursos, aquisição comprovada de competências ou mudança de emprego. A pesquisa trata de matrículas; não informa taxas de conclusão, promoção, contratação ou retorno financeiro para os alunos.

Quais áreas de tecnologia são mais procuradas?

Entre cursos livres, graduações, pós-graduações e especializações classificados como tecnologia, as matrículas se dividiram em três grupos:

  • Desenvolvimento e engenharia de software: 41,1%;
  • Inteligência artificial: 39,1%;
  • Dados e business intelligence: 19,8%.

Desenvolvimento de software aparece na primeira posição, por uma diferença de dois pontos percentuais em relação a inteligência artificial. Os dados mostram o interesse relativo por essas áreas entre os cursos de tecnologia, mas não indicam quais ferramentas, linguagens de programação ou especializações específicas tiveram mais matrículas.

Para quem avalia começar uma formação, a divisão pode ajudar a identificar opções, mas não substitui a análise de objetivos pessoais. Antes de escolher, vale conferir o conteúdo programático, o nível exigido, a carga horária e a relação do curso com a atividade profissional desejada. O levantamento não compara a qualidade das instituições nem recomenda um curso específico.

Quem são os trabalhadores mineiros que estudam?

Os registros indicam maior participação de profissionais em fases iniciais ou intermediárias da carreira. Cargos júnior e pleno reuniram 47,3% das matrículas em Minas Gerais, acima dos 42% observados no conjunto nacional analisado pela Unico Skill.

O perfil educacional também apresentou diferença em relação à média brasileira da plataforma. Em Minas, 21,5% dos participantes tinham o ensino médio completo como formação mais alta, ante 15,8% no país. Millennials e integrantes da Geração Z somaram 87,4% das matrículas estaduais.

Esses números descrevem quem realizou matrículas na base pesquisada, e não necessariamente a composição de toda a força de trabalho mineira. A fonte não detalha as faixas etárias exatas usadas para definir cada geração nem informa a distribuição por setor, renda ou município.

O que os dados significam para quem trabalha em Minas?

Para o profissional, o levantamento oferece uma referência sobre as áreas que ganharam espaço entre colegas atendidos por benefícios educacionais. Inglês, programação, inteligência artificial e análise de dados aparecem como caminhos de formação procurados nessa base. Isso não garante que um curso específico leve a uma promoção ou contratação, mas ajuda a mapear os interesses registrados.

Também é importante verificar as regras do benefício oferecido pelo empregador: quais cursos são elegíveis, se há limite de reembolso e quais comprovantes são necessários. Esses detalhes não foram informados pela pesquisa e podem variar conforme a empresa. Quem não conta com benefício pode comparar custos, formatos e requisitos diretamente com as instituições de ensino.

Para empresas, os dados podem servir como um sinal de demanda por formação em idiomas e tecnologia entre os colaboradores analisados. Ainda assim, o levantamento não mede o impacto dos cursos na produtividade ou nos resultados das companhias. Para avaliar esse efeito, seriam necessários indicadores adicionais, como conclusão, aplicação das habilidades no trabalho e evolução profissional.

O que a pesquisa não permite concluir?

Embora os aumentos percentuais sejam elevados, os resultados não comprovam que todos os trabalhadores mineiros estejam buscando essas formações, nem que a procura seja igual em todo o estado. A base reúne empresas com benefício educação, e o texto divulgado não apresenta o número de matrículas por área, a distribuição geográfica ou a composição detalhada da amostra.

Também não há dados sobre salários, vagas disponíveis, empregabilidade após os cursos ou retorno do investimento em educação. Assim, a pesquisa ajuda a entender tendências de matrícula dentro da plataforma, mas não mede sozinha a demanda total do mercado de trabalho por profissionais com essas competências.

Perguntas frequentes

Qual curso de idioma é mais procurado em Minas Gerais?

O inglês, responsável por 86,7% das matrículas em idiomas realizadas por trabalhadores mineiros na base da Unico Skill.

Quais cursos de tecnologia lideram as matrículas?

Desenvolvimento e engenharia de software lideram, com 41,1%, seguidos por inteligência artificial, com 39,1%, e dados e business intelligence, com 19,8%.

Quanto cresceram as matrículas em cursos de idiomas?

Segundo dados internos da Unico Skill, as matrículas de profissionais mineiros em idiomas cresceram 943% no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025.

Os dados representam todos os trabalhadores de Minas Gerais?

Não. O levantamento considera registros de colaboradores de empresas que oferecem benefício educação e não informa que a amostra represente toda a população ocupada do estado.

Gostou desta matéria? Compartilhe com quem precisa ficar bem informado e assine a newsletter do GCBS NEWS para receber as principais notícias direto no seu e-mail.

Yuri Augusto
Escrito por
Yuri Augusto

Yuri Augusto Jornalista e entusiasta de inovação digital, Yuri acompanha de perto as principais movimentações do mercado, economia e tecnologia. Com foco em traduzir informações complexas em análises acessíveis, é o responsável por trazer os conteúdos mais relevantes e em primeira mão para os leitores do GCBS News.

Leia também