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Moana live-action recebe 42% Metacritic e 33% RT após críticas

Com notas baixas da crítica, o filme da Disney encontra resistência após avaliações na Metacritic e no Rotten Tomatoes.

Moana live-action recebe 42% Metacritic e 33% RT após críticas

O live-action de “Moana”, releitura do sucesso animado da Disney lançado em 2016, foi alvo de duras críticas de parte da imprensa internacional após sua estreia no Brasil na quinta-feira (9/7). A nova versão reúne Dwayne Johnson como Maui e Catherine Laga’aia como Moana, mas, segundo o portal BBC News, especialistas apontaram problemas que vão de baixa energia dramática a sensação de “remake desnecessário”.

Nos agregadores, o cenário também não foi favorável: Moana recebeu 42% no Metacritic (35 críticas) e 33% no Rotten Tomatoes (115 críticas), com a leitura geral de que o filme seria uma empreitada “sem vida” e inferior ao original, de acordo com o consenso resumido pelos sites.

O que é o live-action de “Moana” e por que ele recebeu tanta crítica?

Releitura em live-action é, em geral, uma aposta de estúdio para recontar uma história conhecida, aproximando o público com imagens e atuação de “pessoas reais”. No caso de “Moana”, o projeto retomou personagens e universo já consolidados pela animação original.

Segundo o BBC News, críticos descreveram a nova versão como sem graça, entediante, desnecessária e lamentável. Em outras palavras: não é apenas uma questão de gosto; há repetição de pontos semelhantes sobre ritmo, envolvimento emocional e necessidade de existir como remake.

Quem está no elenco — e o que a crítica diz sobre as escolhas

O retorno de Dwayne Johnson como Maui, mantendo a associação direta que o público fez com a voz dele na animação, foi um dos elementos mais citados nas avaliações favoráveis.

Catherine Laga’aia, de 19 anos e australiana-samoana, interpreta Moana, protagonista que, na trama, parte em aventura para enfrentar uma ameaça e salvar seu povo. A história continua centrada na identidade polinésia, na relação com o oceano e em uma jornada de autodescoberta.

O que explica a divisão entre avaliações positivas e negativas?

Mesmo com críticas amplamente negativas, há quem reconheça acertos pontuais. De acordo com o BBC News, o especialista Owen Gleiberman, da Variety, afirmou que o filme “escapa da maldição dos remakes” — indo além deles. Para Gleiberman, o longa entregaria beleza, humor e encanto de conto de fadas, além de considerar a escolha de Johnson como perfeita.

Em termos práticos, isso sugere que a crítica não se resume a “apenas ser live-action” ou “apenas ser remake”. Há expectativa específica do público: que a nova versão mantenha o vigor do original e ao mesmo tempo acrescente algo convincente. Quando esse “acréscimo” não aparece de forma consistente, tende a crescer a percepção de que o projeto não precisava ser feito.

“Poderia ter sido IA”: por que especialistas usariam essa comparação?

Um dos motivos para a repercussão foi a afirmação citada pelo BBC News de que o live-action “poderia ter sido IA”. A frase, nesse contexto, não deve ser lida de forma literal como acusação técnica simples, mas como uma crítica ao efeito percebido: imagens que poderiam parecer artificiais, distância emocional e sensação de construção mecânica — exatamente o tipo de impressão que muitas pessoas associam a conteúdos gerados ou “robotizados”.

Esse ponto conversa com um debate recorrente na indústria: até que ponto a conversão de universos animados para o real precisa ser “mais real” para ser “melhor”? Em muitos casos, o público busca não só efeitos, mas também ritmo, performance e emoção. Se o resultado não sustenta essas camadas, cresce o sentimento de que a história foi convertida sem necessidade de aprofundamento.

Como as notas e o “consenso” dos agregadores impactam a decisão do público?

Para o espectador brasileiro, notas em agregadores não determinam a qualidade final, mas funcionam como atalhos de expectativa. Quando Metacritic marca 42% e Rotten Tomatoes fica em 33%, a mensagem implícita é de que boa parte das resenhas não encontrou motivos para recomendar.

Segundo o BBC News, o Rotten Tomatoes resume o consenso da crítica dizendo que o filme seria uma empreitada “bastante sem vida” que mantém a animação original como “a aventura superior”. Para quem decide ir ao cinema, essa leitura costuma influenciar principalmente dois grupos:

  • Quem já viu o original: tende a comparar diretamente cenas, tom e encantamento.
  • Quem não viu o original: pode usar a crítica para decidir se vale o ingresso agora ou depois.

O que o caso “Moana” revela sobre a estratégia de remakes da Disney?

O roteiro comercial de remakes em live-action costuma se apoiar em três pilares: reconhecimento, marca e projeção de bilheteria. Mas a recepção do público é condicionada por uma pergunta central: o remake traz uma justificativa artística além de “fazer de novo com atores”?

Quando críticos descrevem o filme como sem brilho e sem necessidade, a leitura de mercado costuma mudar de tom. Mesmo que o projeto mantenha força de atração por causa do elenco e da franquia, a discussão pública pode afetar:

  1. velocidade de decisão (menos “corra para assistir”);
  2. conversas nas redes (mais comparação com o original);
  3. resistência de parte do público a novas apostas semelhantes.

O que observar antes de assistir: 5 pontos para o leitor brasileiro

Se você está em dúvida sobre ir ao cinema ou esperar a estreia em plataformas, a cobertura do BBC News sugere uma forma prática de avaliar o filme sem depender apenas de nota:

  • Comparação com a animação: o consenso crítico indica que o original pode parecer “mais vivo”.
  • Ritmo e envolvimento: críticas como “entediante” e “sem graça” apontam para problema de tração.
  • Encanto e humor: há reconhecimento de que o filme acerta em elementos específicos, como mencionou Gleiberman.
  • Construção visual e “artificialidade” percebida: a referência a “IA” sugere efeito de distância emocional para alguns especialistas.
  • Elenco como âncora: a volta de Dwayne Johnson como Maui aparece como um dos melhores trunfos citados.

Previsões e próximos passos: o que acontece depois das críticas?

Depois de uma recepção tão dividida, o impacto costuma se manifestar em três frentes: conversa pública, desempenho de bilheteria e decisões futuras do estúdio sobre outros projetos semelhantes. Ainda sem confirmação oficial sobre ajustes em estratégia criativa, o caso “Moana” reforça que remakes precisam superar a barreira do “já conheço a história”.

Para espectadores, a recomendação implícita é alinhar expectativa com as críticas: se você busca uma experiência que ultrapasse o original, a recepção divulgada até aqui sugere cautela. Se você prefere ver a história com performances e escolhas específicas do elenco, pode valer pela curiosidade — especialmente para quem se identifica com o personagem de Maui interpretado por Johnson.

Perguntas frequentes

“Moana” live-action é uma continuação ou apenas uma recontagem?

É uma releitura/reimaginação baseada na animação original, com a história centrada na protagonista que parte em aventura para salvar seu povo.

Quem interpreta Moana no novo filme?

Segundo o BBC News, Catherine Laga’aia, de 19 anos, interpreta Moana.

O que dizem as notas em agregadores como Metacritic e Rotten Tomatoes?

Conforme o BBC News, o filme teve 42% no Metacritic e 33% no Rotten Tomatoes, com grande parte do consenso apontando para a superioridade da animação original.

As críticas foram unânimes?

Não. Embora a maior parte das resenhas tenha sido negativa, o BBC News cita uma avaliação favorável de Owen Gleiberman, da Variety, elogiando beleza, humor e encanto.

Por que alguns especialistas disseram que “poderia ter sido IA”?

Segundo o BBC News, a comparação aparece como crítica ao resultado percebido, que para alguns especialistas teria um efeito artificial ou distante, afetando o impacto emocional.

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Yuri Augusto
Escrito por
Yuri Augusto

Yuri Augusto Jornalista e entusiasta de inovação digital, Yuri acompanha de perto as principais movimentações do mercado, economia e tecnologia. Com foco em traduzir informações complexas em análises acessíveis, é o responsável por trazer os conteúdos mais relevantes e em primeira mão para os leitores do GCBS News.

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