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Palmeiras recusa R$ 4,1 mi; Maldaner mira Copa 2027

Verdão exige valor maior para liberar atleta que sonha com vaga no mundial de 2027.

Palmeiras recusa R$ 4,1 mi; Maldaner mira Copa 2027
2>Palmeiras recusa oferta milionária da Arábia Saudita por zagueira da Seleção e prioriza projeto para a Copa do Mundo de 2027

A zagueira Pati Maldaner, de 23 anos, rejeitou uma proposta do Al Qadsiah, da Arábia Saudita, e decidiu permanecer no Palmeiras. A definição foi confirmada após a presidente do clube, Leila Pereira, avaliar o cenário junto à atleta e à comissão técnica das Verdinhas. Segundo o portal Terra.com.br, a negociação girava em torno de US$ 800 mil — aproximadamente R$ 4,1 milhões na cotação atual —, o que faria da operação uma das maiores vendas já registradas no futebol feminino brasileiro.

Por que a jogadora disse não aos sauditas?

Embora a oferta financeira fosse considerada vantajosa em termos absolutos, o aspecto esportivo pesou mais na balança. Maldaner entende que a sequência no futebol brasileiro, especialmente vestindo a camisa do Palmeiras, aumenta suas chances de ser lembrada pela comissão técnica da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo Feminina de 2027, que será sediada no Brasil. A competição aparece como prioridade máxima em seu planejamento de carreira.

A decisão também passou pelo vínculo contratual: a defensora tem contrato com o clube paulista válido até dezembro de 2027, o que daria ao Palmeiras poder de negociação elevado em qualquer tratativa. Ainda assim, a própria atleta se posicionou contra a saída, e a diretoria alviverde respeitou o pleito, abrindo mão de uma receita expressiva em um mercado em expansão.

Quanto o Al Qadsiah ofereceu e por que o valor chama atenção

A oferta milionária do clube saudita, apurada pela Agência RTI Esporte, foi de US$ 800 mil (cerca de R$ 4,1 milhões). Para efeitos de comparação, esse montante coloca a negociação no topo das transações do futebol feminino nacional, que historicamente opera com cifras bem mais modestas do que o mercado masculino.

O contexto é importante: a Arábia Saudita tem investido pesado na profissionalização e na atração de estrelas do esporte mundial nos últimos anos, incluindo atletas de elite em diferentes modalidades. Clubes como o Al Qadsiah fazem parte dessa estratégia de recrutamento, oferecendo salários e luvas significativamente acima da média internacional. Mesmo assim, o projeto esportivo falou mais alto para a zagueira palmeirense.

Trajetória na Seleção Brasileira reforça a aposta

Maldaner não é uma desconhecida das convocações da Seleção. A zagueira acumula passagens relevantes pelas categorias de base e participações pontuais com a equipe principal. Em 2022, foi titular na campanha do Campeonato Sul-Americano Sub-20 e na disputa da Copa do Mundo da categoria, experiências que consolidaram seu nome entre as promissões da posição.

Dois anos depois, em 2024, a atleta integrou um período de treinamentos na Granja Comary sob o comando do técnico Arthur Elias, responsável pela reconstrução da Seleção Brasileira feminina. Antes disso, em 2020, ela já havia feito parte do grupo de apoio durante a preparação para os Jogos Olímpicos de Paris — naquele período ainda como atleta em formação. O currículo de base credencia a jogadora a brigar por uma das vagas na zaga do time que buscará o hexa mundial em casa.

O papel de Leila Pereira na decisão

A presidente Leila Pereira, conhecida por tratar pessoalmente os movimentos mais sensíveis do elenco feminino, conduziu as conversas com a atleta e avalizou a manutenção. A postura é coerente com o discurso adotado pela gestão nas últimas temporadas: tratar o futebol feminino como projeto estruturado e não apenas como ativo de transferência.

Internamente, a leitura é de que abrir mão de US$ 800 mil pode pesar no curto prazo, mas preservar uma titular em idade de Seleção e com identificação com o clube tende a render mais do que a venda imediata — tanto em campo quanto em marketing.

Como o futebol feminino brasileiro se posiciona nesse cenário

A recusa de Maldaner evidencia um momento de amadurecimento do mercado interno. Cada vez mais jogadoras recebem propostas internacionais relevantes, e cada decisão individual passa a influenciar a percepção de valor da modalidade no país. Quando uma atleta em ascensão escolhe permanecer no Brasil mirando a Copa de 2027, o gesto reforça a credibilidade dos clubes nacionais como plataforma de desenvolvimento — e não apenas como etapa intermediária rumo ao exterior.

Para o torcedor brasileiro, o impacto é direto: mais uma atleta em atividade no país em busca de uma vaga na Seleção que jogará a Copa em casa, mais visibilidade para a competição doméstica e mais motivação para que o ciclo até 2027 seja tratado com a seriedade que o calendário exige.

Próximos passos da carreira de Pati Maldaner

Com a definição encaminhada, a expectativa é que Maldaner siga como peça-chave da defesa palmeirense na temporada 2025 e nas competições que antecedem o Mundial. No radar estão o Brasileirão Feminino, a Libertadores da categoria e a sequência de Data FIFA, janelas em que Arthur Elias costuma observar atletas em atividade no país. A temporada que se inicia é decisiva: é nela que a zagueira pretende transformar a decisão de hoje em convocação concreta amanhã.

Perguntas frequentes

Qual clube da Arábia Saudita tentou contratar Pati Maldaner?
O Al Qadsiah, clube que faz parte do movimento de profissionalização do futebol feminino na Arábia Saudita.

Qual era o valor da proposta?
US$ 800 mil, aproximadamente R$ 4,1 milhões, valor que figuraria entre as maiores vendas da história do futebol feminino brasileiro.

Por que Pati Maldaner recusou a oferta?
Para preservar suas chances de ser convocada para a Copa do Mundo Feminina de 2027, que será disputada no Brasil, além de seguir vinculada ao Palmeiras até dezembro de 2027.

Quando termina o contrato da jogadora com o Palmeiras?
O vínculo atual é válido até dezembro de 2027.

Pati Maldaner já jogou pela Seleção Brasileira?
Sim. Ela disputou o Mundial Sub-20 e o Sul-Americano da categoria em 2022, participou de treinos com Arthur Elias na Granja Comary em 2024 e integrou o grupo de apoio da preparação para os Jogos Olímpicos de Paris em 2020.

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Yuri Augusto
Escrito por
Yuri Augusto

Yuri Augusto Jornalista e entusiasta de inovação digital, Yuri acompanha de perto as principais movimentações do mercado, economia e tecnologia. Com foco em traduzir informações complexas em análises acessíveis, é o responsável por trazer os conteúdos mais relevantes e em primeira mão para os leitores do GCBS News.

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