O próximo longa da franquia Resident Evil chega aos cinemas em 18 de setembro de 2026 com uma proposta que promete desagradar parte dos fãs mais nostálgicos: nenhum personagem clássico dos videogames aparecerá no elenco. A decisão, confirmada pelo diretor Zach Cregger em entrevista ao The Hollywood Reporter e repercutida pelo portal Terra.com.br, é resultado de um longo processo de reestruturação que incluiu a retirada de piadas após sessões-teste indicarem excesso de humor na produção.
Apesar do corte cômico, o filme continua ambientado no universo da série, com a presença confirmada da corporação Umbrella e do T-Vírus, e se passa durante os acontecimentos de Resident Evil 2. A aposta é construir uma história original sem depender dos rostos conhecidos de Leon, Jill, Chris e Claire.
Por que o diretor decidiu remover as piadas
Zach Cregger revelou que o longa passou por mudanças significativas durante a fase de edição. Segundo ele, sessões-teste com públicos selecionados mostraram que a audiência gostava do filme, mas considerava algumas cenas engraçadas demais, em um tom que destoava do clima de terror desejado.
O diretor afirmou que retirou "o máximo possível" de piadas para encontrar um equilíbrio mais próximo da identidade sombria da franquia. A decisão reflete um debate antigo na indústria do entretenimento: até que ponto o humor funciona em produções de terror? Para Cregger, a resposta veio dos próprios espectadores, que sinalizaram nas exibições de teste.
"O público gostou do filme, mas considerou que algumas cenas eram engraçadas demais", explicou o cineasta sobre o retorno das sessões-teste, conforme publicado pela Terra.com.br.
A movimentação não chega a surpreender quem acompanha a trajetória de Cregger. O diretor ficou conhecido pelo filme de terror Barbarian (2022), que apostou em tensão e sustos em vez de comicidade. Sua inclinação para o horror atmosférico sugere que o corte das piadas está mais alinhado à sua assinatura autoral do que a um movimento comercial.
Sem Leon, Jill, Chris ou Claire: por que personagens clássicos ficaram de fora?
Uma das decisões mais polêmicas até aqui é a ausência dos personagens clássicos dos jogos. Leon S. Kennedy, Jill Valentine, Chris Redfield e Claire Redfield — figuras centrais de títulos como Resident Evil 2, Resident Evil 3 e Resident Evil 4 — não integrarão o elenco.
A justificativa, de acordo com Cregger, é criar uma narrativa inédita ambientada no mesmo universo. Para o diretor, contar uma história completamente nova, embora ligada à mitologia da franquia, permite explorar Raccoon City de um ângulo diferente, sem repetir trajetórias já conhecidas pelos jogadores.
A escolha contraria uma tendência recente de Hollywood de adaptar roteiros diretamente dos jogos, como fez Resident Evil: Bem-Vindo a Raccoon City (2021), que tentou recriar as tramas dos títulos clássicos. O novo longa parece seguir caminho oposto: usar a ambientação, mas não os protagonistas.
Quem é Bryan, o protagonista do novo Resident Evil
O filme acompanha Bryan, um entregador médico interpretado por Austin Abrams, que se vê envolvido em um surto em Raccoon City. A profissão do personagem o coloca em contato direto com os efeitos do T-Vírus desde os primeiros momentos do caos, uma premissa que oferece um ponto de vista "de baixo para cima" sobre a tragédia — diferente do perfil de policiais de elite ou membros da S.T.A.R.S. que costumam protagonizar os games.
Austin Abrams é um ator norte-americano conhecido por trabalhos em séries como Euphoria e filmes como Paper Towns. A escalação reforça o perfil de produção mais voltada ao terror psicológico do que à ação blockbuster que marcou os filmes anteriores estrelados por Milla Jovovich.
Raccoon City, Umbrella e T-Vírus: o que esperar da ambientação
A trama se desenrola durante os eventos de Resident Evil 2, período em que a cidade já enfrentava o colapso biológico causado pelo T-Vírus liberado pela corporação Umbrella. Embora o filme não traga os personagens dos jogos, os elementos centrais da franquia estarão presentes:
- Raccoon City como cenário principal do surto;
- A Umbrella Corporation como antagonista corporativa;
- O T-Vírus como mecanismo do terror biológico;
- Prováveis aparições de zumbis e outras criaturas características da série.
Cregger também revelou que buscou inspiração em títulos específicos da franquia: Resident Evil 4 e Resident Evil 7: Biohazard. O primeiro é lembrado pelo clima de tensão em ambiente rural e pelo uso criativo de armas e inimigos; o segundo marcou a transição da série para o terror em primeira pessoa, com forte atmosfera de horror doméstico. A combinação dessas influências sugere um longa que aposta mais no medo atmosférico do que na ação estilizada.
Repercussão entre fãs e expectativas para 2026
A notícia dividiu opiniões nas redes sociais e em fóruns especializados. Parte dos fãs teme que a ausência dos personagens clássicos afaste o público mais fiel à franquia, especialmente após a recepção morna de Resident Evil: Bem-Vindo a Raccoon City. Outra parte, no entanto, enxerga a mudança como necessária para revitalizar a marca no cinema, já que as seis adaptações anteriores (lançadas entre 2002 e 2016) entregaram resultados irregulares nas bilheteiras e na crítica.
Para o público brasileiro, o longa é mais um capítulo da relação antiga entre a franquia e o país. Resident Evil foi uma das séries de jogos eletrônicos mais consumidas no Brasil desde os anos 1990, e os filmes protagonizados por Milla Jovovich tiveram boa acolhida nas bilheteiras nacionais, ainda que com críticas mistas. A nova abordagem promete testar se uma produção de terror mais fiel aos games encontra espaço no mercado brasileiro.
O que muda em relação aos filmes anteriores da franquia
O novo longa representa um afastamento claro da fase anterior da franquia cinematográfica. As produções estreladas por Milla Jovovich apostavam em ação exagerada, vilões caricatos e doses generosas de humor involuntário — características que conquistaram público, mas distanciaram a série da essência de horror dos jogos.
A proposta atual de Cregger caminha em sentido oposto: terror de tensão,édia contida, personagens desconhecidos e ambientação reconhecida. É uma tentativa de tratar Resident Evil como franquia de horror adulto, em vez de blockbuster de ação, aproximando-se mais do tom sombrio de Barbarian e de outras produções recentes do gênero.
Perguntas frequentes sobre o novo filme de Resident Evil
Quando estreia o novo filme de Resident Evil?
A estreia nos cinemas está marcada para 18 de setembro de 2026.
Quem dirige o novo longa da franquia?
A direção é de Zach Cregger, cineasta norte-americano conhecido por Barbarian (2022).
Por que Leon, Jill, Chris e Claire não aparecem no filme?
Segundo Cregger, a decisão foi criativa: o objetivo é contar uma história original dentro do mesmo universo, sem repetir as trajetórias dos personagens dos jogos.
Quem é o protagonista do novo Resident Evil?
O protagonista é Bryan, um entregador médico interpretado por Austin Abrams, que se envolve no surto de Raccoon City.
Onde e quando se passa a história?
A trama se passa em Raccoon City durante os eventos narrados em Resident Evil 2, com a presença da Umbrella e do T-Vírus.
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