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Moeda de US$ 1 com Trump é lançada para os 250 anos dos EUA

Peça rara traz o rosto do presidente e entra em circulação com tiragem limitada em todo o país.

Moeda de US$ 1 com Trump é lançada para os 250 anos dos EUA

Tesouro dos EUA emite moeda de US$ 1 com rosto de Trump para celebrar os 250 anos da independência americana

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos colocou em circulação, nesta quarta-feira (2), uma edição inédita e limitada de moedas de um dólar com o rosto do presidente Donald Trump. A iniciativa marca as comemorações dos 250 anos da independência americana, completados em 2026 — período que vai de 1776, ano da Declaração de Independência, até o ano que se inicia. Segundo informações publicadas pelo portal Abril.com.br, a emissão foi conduzida ao estilo personalista que tem marcado a passagem do republicano pela Casa Branca.

Como é a moeda lançada pelo Tesouro americano

A nova peça reúne, em uma mesma face, o retrato de Trump acompanhado das inscrições tradicionais da moeda norte-americana: "Liberty" (Liberdade) e "In God We Trust" (Em Deus confiamos). A cunhagem também traz gravadas as datas 1776-2026, em referência direta ao aniversário de 250 anos da nação.

No verso, o desenho apresenta uma releitura do selo presidencial dos Estados Unidos. A águia — símbolo clássico da Casa Branca — aparece segurando flechas e um ramo de oliveira, coroada por um escudo com a inscrição "250", reforçando o caráter comemorativo da edição.

Por que a moeda é polêmica: a lei que proíbe pessoas vivas no dinheiro

A moeda rompe uma tradição centenária da política monetária americana. Existe uma legislação federal — mais precisamente o Código 31 dos Estados Unidos, seção 5114 — que veda a colocação de imagens de pessoas vivas em cédulas e moedas norte-americanas. A regra foi instituída justamente para evitar que governantes em exercício usassem o dinheiro como instrumento de culto à própria imagem.

A emissão das moedas de Trump, portanto, abre um precedente. O caminho legal usado pelo Tesouro teria sido classificá-las como moedas comemorativas, categoria que, segundo interpretações jurídicas, não esbarra na mesma restrição aplicável ao dinheiro de curso forçado. Ainda assim, críticos nos Estados Unidos questionam se a manobra contorna o espírito da lei.

Quanto custa e onde comprar a moeda

O Tesouro americano não esclareceu oficialmente se as moedas terão valor comercial para uso no dia a dia ou se serão exclusivamente peças de coleção. Na prática, segundo a agência de notícias AFP, elas já chegaram ao mercado de forma limitada.

  • Rolo com 25 moedas: US$ 61 (cerca de R$ 312, considerando a cotação recente do dólar).
  • Saco com 100 moedas: US$ 154,50 (aproximadamente R$ 792).

A diferença entre valor de face e preço de venda — cerca de R$ 12 por unidade, já que cada moeda vale nominalmente US$ 1 (cerca de R$ 5) — é típica do mercado de moedas comemorativas, em que a raridade e o contexto histórico ditam o ágio. Colecionadores brasileiros acostumados a importar peças devem ficar atentos a custos adicionais de envio internacional e ao Imposto de Importação, cobrado pela Receita Federal sobre compras acima do limite de isenção.

Próximo passo: a cédula de US$ 250 com o rosto de Trump

A moeda não é o único projeto em discussão. Em maio, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, confirmou publicamente que a pasta trabalha na criação de uma cédula de US$ 250 também com o rosto de Trump. A proposta, no entanto, esbarra em um obstáculo diferente: para virar realidade, precisa da aprovação do Congresso dos Estados Unidos.

O próprio Bessent admitiu, em declarações posteriores, que a emissão da cédula exige a alteração da legislação que proíbe pessoas vivas de aparecerem no papel-moeda. Como o Congresso americano é controlado por republicanos, aliados do presidente, a expectativa no mercado financeiro é de que o tema avance com relativa facilidade — ainda que vozes democratas já tenham prometido resistência.

O que a medida diz sobre a relação de Trump com a própria imagem

A moeda se soma a uma série de produtos não convencionais que já levam o nome ou o rosto do presidente. Nos últimos anos, Trump licenciou coleções de NFTs (tokens não fungíveis), comercializou sapatênis dourados em promoção relâmpago e chegou a vender cartões comemorativos em formato de "Trump Card" por US$ 100 cada. Para analistas políticos ouvidos pela imprensa internacional, o padrão é claro: a equipe do republicano transformou a marca pessoal do presidente em ativo de marketing, dentro e fora da fronteira.

A novidade agora é que, em vez de merchandising privado, é o próprio Estado americano — por meio do Tesouro — quem coloca a imagem do governante em um instrumento de pagamento. Para historiadores, a comparação inevitável é com moedas antigas do Império Romano, em que césares já vivos estampavam o denário. Nos tempos modernos, a maioria das democracias ocidentais, incluindo o Brasil, mantém a tradição de reservar o papel-moeda e as moedas de uso corrente para figuras históricas já falecidas.

Repercussão política dentro e fora dos Estados Unidos

A medida dividiu opiniões nos Estados Unidos. Parlamentares democratas classificaram a emissão como uso indevido da máquina pública em benefício pessoal. Defensores, incluindo aliados do presidente, argumentaram que se trata de uma homenagem legítima a um presidente em exercício no momento do aniversário de 250 anos do país.

No plano externo, a decisão chamou a atenção de mercados de numismática (coleção de moedas e cédulas) em diversos países. Mercados tradicionais como Alemanha, Reino Unido e China, que costumam ser referência para investidores do setor, já registram aumento na procura por moedas comemorativas americanas.

Impacto para o leitor brasileiro

Para quem mora no Brasil, o tema interessa por três motivos práticos. Primeiro, pelo valor de troca: quem viaja aos Estados Unidos pode encontrar a moeda em caixas eletrônicos ou casas de câmbio, ainda que não haja confirmação de que terá curso comercial comum. Segundo, pelo potencial colecionável: a edição limitada tende a se valorizar nos próximos anos, especialmente se Trump disputar — e perder — as eleições de 2028, já que moedas com governantes que não se reelegeram costumam ganhar ágio histórico. Terceiro, pelo efeito simbólico: a peça se torna um documento da história política americana, independentemente de o colecionador concordar com o homenageado.

Quem pretende adquirir deve estar atento à procedência. Moedas falsificadas com o rosto de Trump já apareceram em sites de leilão online nas semanas seguintes ao anúncio, segundo relatos da imprensa americana. A recomendação é comprar apenas em casas numismáticas reconhecidas ou diretamente por meio do site oficial do US Mint (Casa da Moeda americana).

Perguntas frequentes

A moeda de US$ 1 com o rosto de Trump vale para comprar nos Estados Unidos?

O Tesouro americano não confirmou oficialmente se as moedas terão valor comercial ou se serão exclusivamente comemorativas. A tendência é que sejam tratadas como peças de coleção, mas ainda não há definição legal divulgada.

É legal colocar o rosto de um presidente vivo em moeda americana?

A lei federal americana proíbe imagens de pessoas vivas em cédulas e moedas de uso corrente, mas existem exceções para moedas comemorativas, que é a categoria usada pelo Tesouro nesta emissão.

Quanto custa a moeda de Trump nos Estados Unidos?

Um rolo com 25 unidades é vendido por cerca de US$ 61 (R$ 312), enquanto o saco com 100 moedas custa US$ 154,50 (R$ 792), de acordo com a agência AFP.

Vai existir cédula de US$ 250 com o rosto de Trump?

O secretário do Tesouro, Scott Bessent, confirmou a intenção, mas o projeto depende da aprovação do Congresso dos Estados Unidos e da alteração da legislação vigente.

Colecionadores brasileiros podem comprar a moeda?

Sim, por meio de importadoras especializadas, leiloeiras internacionais ou do próprio US Mint, embora seja necessário considerar frete, câmbio e o Imposto de Importação cobrado pela Receita Federal.

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Yuri Augusto
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Yuri Augusto

Yuri Augusto Jornalista e entusiasta de inovação digital, Yuri acompanha de perto as principais movimentações do mercado, economia e tecnologia. Com foco em traduzir informações complexas em análises acessíveis, é o responsável por trazer os conteúdos mais relevantes e em primeira mão para os leitores do GCBS News.

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