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Partidos destinam R$ 2,4 mi a celebridades nas eleições 2026

Cantoras, atores e influenciadores digitais ganham cada vez mais espaço nas estratégias de marketing político.

Partidos destinam R$ 2,4 mi a celebridades nas eleições 2026

Eleições 2026: partidos destinam quase R$ 2,4 milhões a celebridades para disputar vagas no Congresso e nas Assembleias

A disputa por uma cadeira na Câmara dos Deputados ou nas Assembleias Legislativas em 2026 ganhou um ingrediente a mais: o poder de fogo financeiro dos partidos em torno de nomes conhecidos do público. Levantamento do portal Metropoles.com com base em dados declarados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra que apresentadores, humoristas, atores, influenciadores e ex-participantes de realities que entraram na corrida eleitoral receberam, somados, recursos partidários na casa dos milhões — cifra próxima a R$ 2,4 milhões.

Entre os nomes mais robustos da lista está o de Silvia Abravanel, filha de Silvio Santos, que recebeu cerca de R$ 2,4 milhões do PSD (Partido Social Democrático) para a campanha a deputada federal por São Paulo. Outro destaque é Marquito do Ratinho, ligado ao programa do apresentador Ratinho, candidato após sobreviver a um grave acidente de moto. A manchete original da reportagem ainda cita Sheherazade entre os famosos que aparecem nesse perfil de candidaturas com forte injeção de recursos partidários.

O movimento confirma uma tendência que se repete a cada ciclo eleitoral no Brasil: a estratégia das legendas de usar a popularidade midiática como atalho para converter audiência em voto.

Silvia Abravanel: R$ 2,4 milhões do PSD para a corrida à Câmara dos Deputados

Apresentadora do SBT e filha do fundador da emissora, Silvio Santos, Silvia Abravanel trocou os estúdios de televisão pela corrida a uma cadeira na Câmara dos Deputados por São Paulo. O valor declarado ao TSE e divulgado pelo Metropoles.com — quase R$ 2,4 milhões — coloca a candidatura entre as mais robustas entre os nomes artísticos que disputam o pleito.

O montante, integralmente oriundo do fundo partidário e repassado pela direção nacional do PSD, evidencia duas coisas: primeiro, a aposta da legenda em um sobrenome historicamente associado ao imaginário popular brasileiro; segundo, a disposição do partido de gastar alto na tentativa de traduzir fama em mandato parlamentar.

Para se ter ideia do peso da cifra, ela se equipara ao orçamento declarado por campanhas tradicionais de deputados federais em estados grandes e supera, com folga, a média de receita declarada por candidatos a vereador nas capitais em pleitos anteriores.

Quem é Silvia Abravanel?

  • Apresentadora e filha de Silvio Santos, dono do SBT.
  • Atuou por anos em programas da emissora, com forte identificação junto ao público infantil e familiar.
  • É a primeira tentativa concreta da família Abravanel em uma disputa ao Legislativo federal.

Marquito do Ratinho entra na disputa após acidente grave de moto

Outro nome que apareceu na reportagem é o de Marquito do Ratinho, figura ligada ao programa do apresentador Carlos Massa, o Ratinho, no SBT. Marquito se lançou candidato a deputado estadual. O contexto pessoal chamou a atenção: a candidatura veio após ele ter sobrevivido a um grave acidente de moto, episódio que gerou comoção entre fãs e seguidores.

A entrada de Marquito na política reflete um padrão já conhecido no país — o de personagens com forte ligação afetiva com o público migrando para a vida pública, frequentemente impulsionados por partidos que enxergam nessas trajetórias uma espécie de "capital emocional" pronto para ser convertido em voto.

Por que os partidos apostam em artistas e influenciadores?

A estratégia não é nova. Nomes como Tiririca, que em 2010 foi o deputado federal mais votado do Brasil, mostraram que a popularidade diante das câmeras pode se traduzir em urnas. A lógica é simples do ponto de vista eleitoral:

  1. Reconhecimento de nome: celebridades já venceram a etapa mais difícil, que é ser lembrado pelo eleitor.
  2. Base de fãs mobilizável: audiência em TV, YouTube ou Instagram pode ser canalizada para engajamento digital.
  3. Cobertura espontânea: a imprensa tradicional tende a noticiar candidaturas de famosos, gerando mídia orgânica.
  4. Facilidade em eventos de campanha: shows, lives e presenças em programas atraem multidões com baixo custo.

Para os partidos, pagar milhões a uma celebridade pode ser mais barato do que montar uma campanha inteira do zero. Em troca, recebem visibilidade imediata, redução do custo de aquisição de voto e a chance de puxar votos de legenda na urna eletrônica — benefício que se estende a outros candidatos do mesmo partido.

O que diz a lei sobre financiamento de campanhas com celebridades

O Brasil adota, desde 2017, o sistema de financiamento exclusivamente público de campanhas eleitorais. Isso significa que os recursos que chegam aos candidatos saem, em larga medida, do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e do fundo partidário, e não mais de doações de empresas, como ocorria antes da Lei nº 13.165/2015.

Na prática, quando uma legenda como o PSD repassa cerca de R$ 2,4 milhões para Silvia Abravanel, está utilizando dinheiro público — oriundo de tributos e de fatias do orçamento da União — para bancar a campanha de um nome artístico. A prestação de contas é obrigatória e precisa ser detalhada ao TSE.

Pontos de atenção da legislação atual:

  • Há teto de gastos definidos pelo TSE para cada cargo e estado.
  • Candidatos precisam apresentar à Justiça Eleitoral a origem de todos os recursos.
  • Despesas com pessoal, publicidade e material de campanha devem ser comprovadas por nota fiscal.
  • Eventuais irregularidades podem gerar cassação do registro ou do mandato e devolução de servidores ao erário.

Qual o impacto para o eleitor brasileiro?

Para quem vai à urna em outubro, a presença massiva de artistas nas listas partidárias traz efeitos concretos. Por um lado, aumenta a visibilidade do pleito e pode ajudar a reduzir a sensação de distância entre o eleitor e a classe política. Por outro, levanta um debate antigo: até que ponto a fama é suficiente para representar bem a população?

Especialistas em comunicação política costumam lembrar que popularidade não é sinônimo de competência legislativa. Atuar em um programa de TV, comandar um canal no YouTube ou viralizar no TikTok exige habilidades completamente distintas das que se espera de um parlamentar — análise de projetos, articulação de base, discussão técnica de orçamento.

Há também o risco de campanhas transformarem o processo eleitoral em uma espécie de reality show, com pouco debate de ideias e muita personalização. É por isso que acompanhar as propostas, e não apenas os números de seguidores, continua sendo o melhor caminho para o eleitor decidir o voto.

Próximos capítulos: o que acompanhar até a votação

Com a corrida já oficialmente registrada no TSE, alguns movimentos merecem ficar no radar nas próximas semanas:

  • Desempenho nas pesquisas de intenção de voto: os levantamentos vão mostrar se o investimento financeiro se converte em capital eleitoral real.
  • Prestação de contas parcial: partidos e candidatos precisarão atualizar a Justiça Eleitoral sobre receitas e despesas.
  • Possíveis trocas de partido dentro da janela: nomes com bom desempenho podem virar alvo de legendas maiores.
  • Programas de governo e alianças: o momento de fechar coligações costuma revelar quem está, de fato, no centro da disputa.

Perguntas frequentes

Quanto Silvia Abravanel recebeu para a campanha em 2026?

Segundo o levantamento do portal Metropoles.com com base em dados do TSE, Silvia Abravanel recebeu do PSD o valor aproximado de R$ 2,4 milhões para a campanha a deputada federal por São Paulo.

Por que partidos investem milhões em celebridades?

As direções partidárias apostam que nomes conhecidos do público já têm audiência consolidada, o que reduz o custo de aquisição de voto, aumenta a visibilidade da legenda e pode melhorar o desempenho na votação proporcional.

As campanhas de famosos usam dinheiro público?

Sim. Desde 2017, o financiamento de campanhas no Brasil é predominantemente público, com recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e do fundo partidário. Por isso, a prestação de contas ao TSE é obrigatória e detalhada.

Quem mais está entre os famosos com campanhas milionárias em 2026?

A reportagem do Metropoles.com destaca Silvia Abravanel e Marquito do Ratinho, e também cita a jornalista Sheherazade entre os nomes conhecidos que aparecem nesse perfil de candidaturas com injeção relevante de recursos partidários. A lista inclui ainda apresentadores, humoristas, atores, influenciadores e ex-participantes de realities.

Marquito do Ratinho sofreu acidente antes da candidatura?

De acordo com o Metropoles.com, Marquito do Ratinho, ligado ao programa de Ratinho no SBT, se lançou candidato a deputado estadual após sobreviver a um grave acidente de moto.

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Yuri Augusto
Escrito por
Yuri Augusto

Yuri Augusto Jornalista e entusiasta de inovação digital, Yuri acompanha de perto as principais movimentações do mercado, economia e tecnologia. Com foco em traduzir informações complexas em análises acessíveis, é o responsável por trazer os conteúdos mais relevantes e em primeira mão para os leitores do GCBS News.

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