Mundo

Rússia ataca Kiev com 35 mísseis e 185 drones; 10 mortos

Maior ofensiva russa em meses deixa a capital em ruínas; presidente ucraniano classifica ataque como 'terror deliberado'.

Rússia ataca Kiev com 35 mísseis e 185 drones; 10 mortos

Rússia lança 35 mísseis e 185 drones contra Kiev em uma noite; ao menos 10 mortos

A Rússia promoveu, durante a madrugada desta sexta-feira, um dos ataques aéreos mais intensos já registrados contra a capital da Ucrânia. Segundo o portal Terra.com.br, foram disparados 35 mísseis e 185 drones de ataque contra Kiev, dos quais dois mísseis e 154 drones foram interceptados pelas defesas ucranianas. O saldo parcial divulgado pelos serviços de emergência indica pelo menos dez mortos e mais de 30 feridos, além de danos em sete bairros da capital e incêndios em diversas regiões.

Como foi o ataque aéreo desta madrugada?

Mais de dez explosões consecutivas foram ouvidas em Kiev, fazendo disparar alarmes de carros pelas ruas. Vídeos publicados em redes sociais mostram imensas colunas de fumaça subindo sobre a cidade. Os bombardeios provocaram cortes de energia em várias partes da capital e destruição parcial em imóveis residenciais e diplomáticos.

Um prédio residencial de cinco andares no bairro de Solomiansky foi parcialmente destruído, um dos pontos mais atingidos. Equipes de resgate trabalharam durante a madrugada para localizar sobreviventes entre os escombros, segundo os serviços de emergência ucranianos, que atualizaram o balanço nas redes sociais.

O que foi atingido em Kiev?

  • Sete bairros da capital registraram danos confirmados;
  • Prédio residencial de cinco andares no bairro de Solomiansky parcialmente destruído;
  • Incêndios e quedas de energia em múltiplos distritos;
  • Embaixada da Lituânia entre os imóveis danificados.

Por que a Rússia intensificou os ataques contra Kiev agora?

O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, classificou a madrugada como uma "noite infernal" em Kiev. Em publicação na rede social X, Sybiha afirmou que a Rússia amplia seus ataques aéreos e sua "estratégia de terror contra civis" justamente porque não consegue alcançar seus objetivos no campo de batalha.

A leitura é endossada pelo presidente Volodymyr Zelensky: segundo ele, a dificuldade da Ucrânia em defender seu céu — por falta de sistemas e interceptores — encoraja Moscou a repetir investidas desse tipo. Dos 27 mísseis balísticos lançados na operação, as defesas ucranianas conseguiram derrubar apenas um.

Dos 185 drones de ataque, 154 foram interceptados. Dos 35 mísseis, 33 caíram ou foram neutralizados, mas apenas um dos 27 mísseis balísticos foi derrubado, evidenciando a vulnerabilidade específica a esse tipo de armamento.

Por que os mísseis balísticos são tão difíceis de interceptar?

Mísseis balísticos viajam em trajetória extremamente rápida e em altitudes elevadas antes de mergulhar em alta velocidade sobre o alvo, o que reduz drasticamente a janela de reação dos sistemas antiaéreos. Diferentemente dos drones Shahed, que voam baixo e devagar e podem ser derrubados por munições mais baratas, os mísseis balísticos Iskander, por exemplo, exigem sistemas de defesa de médio e longo alcance, como os Patriot, SAMP/T ou sistemas israelenses Arrow.

A escassez desses equipamentos é o principal gargalo identificado por Kiev. Zelensky e Sybiha têm reiterado publicamente o pedido por sistemas adicionais de defesa antiaérea e antimíssil, além de estoques de interceptores, recurso cada vez mais consumido em razão do ritmo dos ataques russos.

Qual foi a repercussão internacional do ataque?

Entre os prédios atingidos está a Embaixada da Lituânia em Kiev, o que provocou reação imediata do governo lituano. O chanceler Kęstutis Budrys publicou imagens dos danos em redes sociais e afirmou: "A agressão russa não quebrará a resiliência da nação ucraniana nem enfraquecerá nosso compromisso inabalável de apoiar a Ucrânia por todos os meios disponíveis."

O episódio ocorre em meio à discussão entre aliados europeus sobre o envio de novos pacotes de ajuda militar e sistemas de defesa a Kiev. Países do Báltico e do norte da Europa têm sido alguns dos mais vocales no apoio, inclusive permitindo o uso de armas fornecidas por eles para atacar alvos em território russo.

Como os aliados têm respondido à escalada?

  • Países bálticos e do norte da Europa reforçaram publicamente o apoio militar;
  • Discussions on new air defense packages for Ukraine have intensified across the European Union;
  • A Ucrânia continua pedindo urgentemente sistemas antiaéreos de longo alcance e interceptores.

Qual o impacto concreto desse ataque para a população de Kiev?

Além das mortes e dos feridos, o ataque provocou interrupções no fornecimento de energia, especialmente relevante porque se soma a uma série de bombardeios que, desde o início da guerra, miram a infraestrutura energética ucraniana. No inverno, esse tipo de ação tem potencial de afetar diretamente o aquecimento de hospitais, escolas e residências.

Os moradores enfrentam ainda o impacto psicológico: sirenes recorrentes, obrigando famílias a passar noites em abrigos e estações de metrô adaptadas como bunkers. O caráter noturno do ataque, com sucessivas explosões ouvidas na cidade, é um dos elementos que Sybiha usou para descrever a madrugada como "infernal".

O que pode acontecer a partir de agora?

O padrão descrito por Zelensky tende a se manter enquanto a Ucrânia não ampliar sua capacidade de defesa antiaérea, em especial contra mísseis balísticos. A Rússia tem lançado, em ondas cada vez mais pesadas, combinações de drones baratos e mísseis de alto custo justamente para forçar o gasto acelerado de interceptores ocidentais, em uma lógica de guerra de atrito.

Nos próximos dias, espera-se:

  1. Atualizações do balanço oficial de vítimas e danos, ainda em levantamento;
  2. Renovação dos pedidos ucranianos por sistemas Patriot, SAMP/T e NASAMS;
  3. Novos pronunciamentos de chanceleres europeus, em meio à negociação do apoio militar;
  4. Possível convocação de reuniões emergenciais em fóruns como ONU, UE e Otan.

Por que essa notícia interessa ao leitor brasileiro?

A guerra na Ucrânia afeta diretamente o Brasil em ao menos três frentes: preços de alimentos e fertilizantes, uma vez que o país é grande importador de produtos da região do Mar Negro; preços de energia e combustíveis, sensíveis a choques geopolíticos globais; e discussões sobre segurança internacional e defesa, que ganharam espaço no debate brasileiro nos últimos anos. Acompanhar a evolução do conflito ajuda a entender movimentos de mercado e decisões diplomáticas que impactam a vida cotidiana no Brasil.

Para além do aspecto geopolítico, a reportagem sobre um ataque massivo a uma capital europeia é parte de um conflito que redesenha blocos econômicos, alianças militares e rotas comerciais — temas que permanecem relevantes independentemente da distância geográfica.

Perguntas frequentes

Quantos mísseis e drones a Rússia lançou contra Kiev nesta madrugada?
Foram 35 mísseis e 185 drones de ataque, segundo os serviços de emergência ucranianos citados pelo portal Terra.com.br.

Quantas pessoas morreram no ataque?
O balanço parcial divulgado nesta sexta-feira indica ao menos 10 mortos e mais de 30 feridos.

Por que a Ucrânia tem dificuldade para interceptar os mísseis russos?
Mísseis balísticos viajam em alta velocidade e trajetória difícil de interceptar. A Ucrânia afirma ter escassez de sistemas antiaéreos de longo alcance, como Patriot, e de interceptores suficientes para acompanhar o ritmo dos ataques.

Quais alvos foram atingidos em Kiev?
Danos foram registrados em sete bairros da capital. Um prédio residencial de cinco andares em Solomiansky foi parcialmente destruído, e a embaixada da Lituânia também foi atingida.

O que a Ucrânia está pedindo à comunidade internacional?
Mais sistemas de defesa antiaérea e antimíssil, além de interceptores adicionais, segundo os ministros Andrii Sybiha e o presidente Volodymyr Zelensky.

Atenção: este conteúdo está em atualização. O balanço de vítimas e a lista de danos podem ser revisados pelas autoridades ucranianas nas próximas horas.

Gostou desta matéria? Compartilhe com quem precisa ficar bem informado e assine a newsletter do GCBS NEWS para receber as principais notícias direto no seu e-mail.

Yuri Augusto
Escrito por
Yuri Augusto

Yuri Augusto Jornalista e entusiasta de inovação digital, Yuri acompanha de perto as principais movimentações do mercado, economia e tecnologia. Com foco em traduzir informações complexas em análises acessíveis, é o responsável por trazer os conteúdos mais relevantes e em primeira mão para os leitores do GCBS News.

Leia também